segunda-feira, 11 de junho de 2012

Curitiba: Sete Graus


Estou aqui
Eu achava que sabia o que era frio quando fui pra São Paulo pela primeira vez. Treze graus e eu trincava os dentes. Mas quando cheguei em Curitiba, capital do Paraná (PR), descobri o que ainda vou enfrentar fora do Brasil. A sensação era menor, de três graus , mas na realidade a temperatura era de sete - segundo indicavam os termômetros. Dizem os curitibanos que esse inverno está sendo rigoroso e que há muito o clima não esfriava assim. Coincidência ou não, eu amei sentir minha espinha gelar de tanto frio!

Saí do Recife pela Gol, com escala de pouco mais de 2h30 em Guarulhos, São Paulo (SP). Eu nunca tive problemas em viajar com a Gol, e dessa vez não foi diferente. A única coisa que realmente me aborreceu fora, as novas normas adotadas pela empresa e, por falta de opção e muita fome, tive que desembolsar 12 mangos em um sanduíche de queijo com um troço esquisito - acho que era peito de peru. Ainda bem que levei um chá de limão na mochila, ou teria que pagar mais 5 mangos para tomar qualquer coisa do cardápio. No segundo voo recebemos um lanche – até fiquei desconfiada achando que teria que pagar, mas foi “cortesia da casa”.

O aeroporto de Curitiba tem cara de shopping center (outra coisa que curitibano gosta – e eu também!). Como tudo meu é bem planejado, eu esperava ter tido aquela sensação de cinema quando pisei ali, mas como viajei dia 1º de junho (ainda em época de provas da universidade), precisei adiantar todas as minhas atividades do calendário para viajar tranquila (ainda bem, porque fiquei sem internet por quase duas semanas aqui – um sofrimento) e fiquei sem dormir. 

Então, eu não descansei antes de viajar, e foi até bom porque tirei um cochilo saudável no avião e isso diminuiu a minha ansiedade. Mesmo depois de dormir um pouco eu fiquei aérea, sem processar que estava em terra firme quando desembarquei no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

Direito do aeroporto, fui assistir a um show num bar no centro da cidade conhecido como O Equilibrista. Era o primeiro dos vários bares que eu iria conhecer nos próximos dias. Apesar da friagem na rua, o bar estava agradabilíssimo, com muita gente bonita e diferente. 

Jean Veríssimo e Ludi Henk tocaram Pearl Jam, Creedence, The Beatles, Lynyrd Skynyrd, e tudo o que eu gosto de ouvir e há muito não fazia. Entre o Eddie Vedder e o Jean encontramos poucas diferenças, porque a semelhança entre os dois timbres é incrível. O cara realmente é foda (com o perdão da palavra)! Eu, que sou fã, fiquei enlouquecida. 

E navegando na internet a gente acha esse vídeo. É o seguinte:



Então, depois de conhecer um Pub curitibano, eu desfiz as malas, me empacotei de roupa dos pés a cabeça e tentei dormir. É que no meio da noite acordei procurando o botão de desligar do ar-condicionado e fiquei desesperada... achei que ia morrer de tanto frio e que não sobraria nem um dedinho descongelado para contar a história! No relógio, três da manhã; e no termômetro, sete graus.


4 comentários:

  1. hahahahahaha e ainda vai esfriar mais hahahahaha

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  2. Eu quero geada!!! :)

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  3. Oi Aline!


    Comprei aquele livro sobre viagem ontem, lembra?
    Adorei o blog,
    abraços

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