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domingo, 26 de maio de 2013

Desbravando a cidade com os pés no asfalto (e alguns aplicativos para walk tour)


Por Aline Souza
Com colaboração de Natália Alexandre

Pode até haver quem discorde, mas caminhar ainda é a melhor opção para se conhecer uma cidade. Descobrir ruas estreitas e topar com pessoas novas a cada esquina. No fim do dia, já cansada de bater perna, boas conversas e muitas fotos, sentar naquela mesa de calçada de um restaurante fofo e discreto em um bairro simples, e comer o lanche de fim de tarde mais gostoso do mundo - dado o tamanho da sua fome. 



Roteiro assim não tem quem compre, copie ou faça igual. Isso porque pisar o chão da terra é a maneira mais particular de criar a sua própria história em uma cidade. Uma pena que a atividade esteja entrando em desuso, e tantas vezes seja deixada de lado em nome "do conforto do turista". 

Mas ainda restam alguns desbravadores, os que não tem vergonha de perguntar com o sotaque forte para que lado fica a Rua da Amizade ou a estrada que chega até São Paulo.

Sou completamente a favor do turista que usa transporte público, e em tempos tão modernos aposenta o GPS e se abraça no mapa. E foi assim que pude descobrir os segredos das ruas da capital paranaense e aquele parque que turista nunca viu e nem ouviu falar...

Nota: Começando pelo centro de Curitiba, nos próximos posts vou publicar um roteiro para ser feito a pé pela cidade. Incluindo sugestões de cultura e gastronomia. As postagens vão ser divididas para que a leitura não fique cansativa.

Lembrando que a prefeitura oferece uma linha de ônibus específica para o turismo, e as próximas dicas são mais direcionadas para quem tem mais tempo para curtir a cidade e não quer gastar muita grana na viagem.

APLICATIVOS PARA CELULAR FACILITAM O WALK TOUR

Quem tem celular com os sistemas android ou iOS pode aproveitar alguns aplicativos que ajudam a facilitar o roteiro do walk tour. Eu nunca usei nenhum deles (e adoraria mesmo testar), porque não tenho nenhuma dessas tecnologias - somente a minha câmera fotográfica. Mas recebi várias indicações e vou deixar os links a seguir.





Fotos: Aline Souza / EE

1. Curitiba (mapa e rotas dos ônibus de Curitiba);
2. Curitiba Walk Ipad (um app totalmente voltado para o walk tour - para Ipad);
3. Curitiba Restaurantes (guia de restaurantes);
4. Curta Curitiba (guia de serviços da prefeitura);

*Todos os aplicativos são gratuitos.



Leia também:

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Esse Sul tão Nordeste...

Foto: Largo da Ordem, Curitiba - PR / Aline Souza (EE)
Por aqui também dizem "Curitiba é um ovo". E é estranho quando se percebe que, apesar do raio de distância, Recife (também um ovo, como nos empenhamos em dizer) é tão próxima de Curitiba quanto se possa imaginar. Um amigo curitibano conhece vários do meus no Recife (incrível!), e na aula o professor comenta sobre um jornalista paranaense - que gosto muito, inclusive -, e também mora no Recife.

No São Francisco, frequento um bar que toca uma seleção de músicas da terra e, numa das prateleiras, vejo engarrafada e raríssima uma Pitú (Procedência: Pernambuco!). E me lembro mais ainda da terra dos altos coqueiros quando chego no Largo da Ordem posso pedir um caldo-de-cana, comprar artesanato e ouvir muita música ao ar livre, e daí reparo na semelhança que aqueles casarões históricos têm com Oh, Linda! E, não fosse a ausência do mar, eu também poderia jurar estar na pracinha de Boa Viagem. Tapioca... E quem foi que disse que aqui não tem? Falta somente a manteiga de garrafa.

Nas tradicionais casas de família, um ar de provincianismo que há muito não me engana. De qualquer forma, de um cidadão que, antes de tudo, se orgulha da capital onde vive e a preserva (e aqui o ponto vai para Curitiba, porque sobre preservar o recifense ainda tem muito o que aprender). Um famoso circuito de igrejas, asfaltos, o abandono da cidade e a fuga para o litoral nos feriados e fins de semana - e no Recife não é diferente, mesmo com Candeias, Piedade e Boa Viagem tão perto. Só uma coisa não ocorre semelhante... obviamente, o clima. E, mesmo assim, ultimamente Curitiba tem sido tão ensolarada que fica quase difícil discordar desse único ponto.

''Apesar de'', eu gosto muito disso. Dessa mistureba, um Sul tão Nordeste e vice-versa. Uma aproximação suave e necessária. Quebra de barreiras. É... Curitiba tão Recife e Recife tão Curitiba. Pois, afinal, somos um só Brasil!

Março, 2013.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dicas para não morrer de frio no inverno

Em qualquer destino do mundo, o que mais queremos depois de um dia cansativo de passeio é dormir bem. Quem já está habituado a enfrentar temperaturas extremas sabe que se defender do frio ou do calor não são tarefas simples. E a coisa complica ainda mais quando o viajante é acostumado a algum extremo desses (tipo o calor do Nordeste) e viaja, bem no inverno, para o Sul do País ou, sei lá, para a Rússia.

Com certeza você vai dormir algumas noites um pouco desesperado(a) porque está vestindo cinco blusas, um moletom, casaco de lã, luvas, cachecol, touca e três meias nos pés e, ainda assim, você continua morrendo de frio! O colchão pode ser o melhor do mundo, e a quantidade de roupas pode ser absurda, mas se os pés não estiverem aquecidos não tem santo que dê jeito. É verdade.

Como a época é propícia, e a temperatura aqui no Sul ainda vai baixar mais (sexta a previsão é de geada), fiz um resumo de algumas dicas que podem ajudar na hora de manter os pés quentinhos. Dicas valiosas que, se dão certo, garantem a boa noite de sono e rendem melhor o passeio no outro dia.

Meia-calça até em dias de sol!
De todos, o melhor conselho ainda é tomar um bom banho quente. Aliás, banho é sempre bom em qualquer ocasião - não sigam o exemplo dos franceses! O calor da água ajuda a manter o corpo aquecido durante o tempo suficiente para você colocar um bom agasalho e proteger bem as extremidades do corpo: cabeça, mãos e pés.

Massagear os pés com óleo bifásico até os pés aquecerem e em seguida calçá-los com meias de lã também ajudam, mas a minha preferida é a dica mais esquisita de todas - e que funciona muito bem. Pegue duas sacolas plásticas, calce os pés como se fossem sapatos e em seguida coloquem as meias. Para dormir ou ficar em casa é a melhor solução, só não aconselho usá-la para sair na rua - vai ficar estranho.

Aliás, para os passeios ou no dia a dia, um bom tênis pode ser ideal, mas nenhuma escolha substitui o poder e a elegância das botas, que vão muito bem com meia calça, jeans (mesmo não sendo a melhor pedida para o frio. Já comentei aqui no blog), legging e muita lã - sempre. 


Para quem viaja com crianças, cachecol, botas, meia grossa e aquele capricho na segunda pele (aquela blusinha mais fina por baixo) e no casaco. Embora sintam menos frio que a gente (a atividade e disposição delas é bem maior que a nossa), é melhor que reclamem do calor que ficarem expostas ao frio intenso. E o look também pode ficar um charme. A modelo ao lado é minha prima - linda, eu sei! (:


Mas, independente da sua escolha, o importante é não morrer de frio e saber tirar proveito da estação e do lugar que você está. Eu mesma, adoro essa elegância francesa e esse ar nórdico. Mas querer ser fina e fofa morrendo de frio, ninguém merece!


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Curitiba: Batel, Santa Felicidade e o querido Cancun Bar

Na semana que cheguei em Curitiba fui recepcionada com coisas especiais: Os sete graus de frio que já mencionei no post anterior, chuva de 48 horas (sem parar) e, por conta desse cenário climático, minha respiração produzia aquela fumaça que até então eu invejava nos filmes hollywoodianos – bobagem, né? rs

Na minha primeira temporada na capital paranaense eu adquiri o hábito de acordar mais cedo do que de costume. Claridade combinada com uma sensação de espinha gelada resulta nisso. Mas essa parte eu entendi como lucro – tomar café da manhã com geleia, queijo e torrada, para depois aproveitar o dia bem disposta é das melhores coisas que existe. Isso me lembrou um post da amiga Milenna, do Não Sei Cozinhar, que ela lembra a maravilha que é saber cultivar as coisas simples.

Olha, se você quiser curtir a hospedagem e passar mais tempo relaxando durante a viagem eu aconselho escolher maio, junho ou julho para programar o mochilão. Mas se prefere verão e muito calor desista de viajar nestas épocas. Como a minha viagem já estava programada há tempos, e essa era a única época que eu poderia viajar (férias), arrisquei as minhas fichas e embarquei. Não me arrependi – pelo contrário -, mas no dia que o sol finalmente resolveu nos dar a honra da sua presença fizemos festa!

No entanto, ainda consegui fazer um passeio de carro por toda a cidade e fotografar muitas coisas. O bairro de Santa Felicidade, famoso pela vasta culinária italiana e conhecido por “hospedar” o Madalosso – que já foi reconhecido como o maior restaurante do mundo. Em dias de sol, a foto do portal (segunda abaixo e à direita) fica linda, mas tive que me conformar com essa quase sem foco de dentro do carro. Dei uma volta pelo Parque Barigui – dizem que no verão o local vira a praia dos curitibanos, porque é quando muitos se reúnem para aproveitar o dia, ler livros e jogar conversa fora (amei!).

Ao longe consegui ver um pedacinho da antiga Penitenciária do Ahú (primeira do Estado), desativada em julho de 2006, e lugar que ainda pretendo voltar para fazer uma visita histórica. O presídio já serviu como local de gravação de filmes e videoclipes, e ficou ainda mais famoso no ano passado por ter sido locação da novela O Astro. 

No caminho da Rodoferroviária passamos pelo Teatro Paiol, que durante a noite fica lindamente iluminado e ainda hoje recebe atrações culturais que rolam na cidade. Também passamos pelo Batel, bairro que hospeda lanchonetes, boates, restaurantes e bares. Um dos mais famosos é o Sheridan's, que rola música boa e “bons drinks”. Parece que o dono desse estabelecimento, inclusive, comanda outros bares no local. A lanchonete Peggy Sue (bem no estilo que eu gosto, american food - está na minha lista de próximo lugar para comer), o Taco El Pancho (culinária mexicana), o Soviet Vodka Bar (famoso pela história da cagona de Curitiba) são lugares que valem o investimento.

Mas, de todos os restaurantes/botecos que passei em Curitiba, o meu queridinho foi o Cancun Bar. Ali, quase escondido no bairro Portão, o encanto começa da porta de entrada, que de cara denuncia o som que rola por ali e também agrada pelo cheiro da comida boa. Todas as mesas do bar são forradas com um briefing de algum ídolo do rock. Sérgio é quem comanda o local, e também tem um excelente gosto para música. Certeza que Elvis é o preferido dele, porque o rei volta e meia aparece no telão com aquela voz grossa, roupa brega e olhar sedutor.

Eu já falei que salsicha naquelas bandas se chama vina? Então, no Cancun a gente pode tomar cerveja e comer pão com vina ou frango com verde. Provei os dois (gordinha tensa!) e fiquei literalmente viciada – agora, escrevendo este post, estou em completa abstinência, ahahahaha. Juro! Eu não escrevo sobre gastronomia (isso é talento da Milenna), então não costumo perguntar qual o segredo do que provo, mas eu gostei e é isso que importa. Indico! Vá lá e coma! Referência da casa.

No mais, às quintas têm música ao vivo e o Cancun bomba. O Sérgio por si só é uma graça. Recepciona todo mundo na maior animação e uma simpatia só. Por isso, o Cancun é o meu queridinho - sem dúvida alguma. Combinação de música e comida boa e a decoração mais bacana que já vi. Voltarei sempre.

Para um dia de chuva, dá para fazer muita coisa em Curitiba. Além dos shoppings, das galerias... Mas delícia mesmo foi o passeio de trem que fiz pela Serra do Mar. Aguardem!