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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Uma tarde em Olinda

Neste 6 de agosto, a cidade de Olinda feria em comemoração a uma data muito especial. Hoje é dia do padroeiro do município, São Salvador do Mundo. Não haveria data melhor para embarcar em uma aventura pelo sítio histórico da cidade-irmã do Recife, que abriga, com simplicidade e requinte, boas atrações seja para turistas ou para nativos que desejam se desapegar da rotina e ter um momento de lazer e descontração.

Passar uma tarde na Olinda Antiga é uma terapia, possível graças a um simples fato: o sítio histórico de Olinda é como um oásis na cidade grande. O local conserva casa antigas preservadas e charmosas, ruas em paralelepípedo, praças e largos tranquilos. O movimento é menos intenso, o que permite boas caminhadas a pé. É como uma área do município que parou no tempo e conserva as características de uma vila interiorana. Isso tudo somada a belas paisagens e opções de gastronomia.

Olinda é feita para se encher os olhos. A dica é caminhar. Ande sem muito compromisso e deixe a cidade se mostrar. Não deixe de conhecer as famosas ruas onde acontece o Carnaval local e seus pontos principais: os Quatro Cantos, Rua do Amparo, Mercado da Ribeira... Aproveite, pois em fevereiro essas ruas fervem de tanta gente, música e alegria. No restante do ano predomina a calmaria e a cultura. Pela localidade não faltarão ateliês comercializando artesanato e lembrancinhas.

Catedral da Sé, vista do Mirante da Caixa D'água

O mesmo acontece no Alto da Sé, um dos melhores locais para se estar. O local é privilegiado pela vista que permite avistar o litoral e boa parte da cidade de Recife. Por ali não faltam restaurantes e lanchonetes. Mas a pedida é mesmo comer uma boa tapioca na rua, vendo o movimento e se deliciando com a vista. E claro, mais e mais ateliês e barracas de artesanato estão por ali, com muita arte e souvernirs para ver e, quem sabe, comprar.

Logo adiante está a grande homenagem de Olinda a seu patrono, a Catedral de São Salvador do Mundo, mais conhecida como a Igreja da Sé, símbolo da religiosidade e uma das principais igrejas de Olinda. Poucos conhecem a história do templo, mas ele data de aproximadamente 1540. Começou com apenas uma capelinha de taipa que cresceu e tornou-se catedral. Foi alvo de reformas, sofreu um incêndio e ficou praticamente destruída após a invasão dos holandeses a Pernambuco. 

Com esforços da população e do poder público, a Igreja foi reconstruída e passou por diversos estilos arquitetônicos, como o neogótico e o eclético, até chegar ao colonial maneirista, estilo adotado em 1983 e que permanece até a atualidade. A trajetória da Catedral da Sé de Olinda reflete toda a história de Pernambuco e pode ser visitada diariamente, das 9h às 17h. No local, estão expostas fotografias das várias fases do templo. Não deixe também de visitar o terraço lateral da igreja, muito bom de se apreciar a vista.

Para coroar seu passeio, não deixe de subir ao elevador panorâmico da Sé. Fica quase em frente à Igreja e permite uma incrível vista do mar, da cidade e, no fim da tarde, vê-se o o sol se pondo entre os edifícios do Recife. A atração foi feita sobre uma antiga caixa d´água, que hoje é lar do mirante, uma das atrações turísticas mais queridas de Olinda. O acesso pode ser feito de escada ou pelo elevador, e pode ser feito entre 8h e 18h, de segunda a quarta-feira. De quinta a domingo, o horário de funcionamento vai até as 20h.

     Fotos: Aline Souza / EE.

Falar de Olinda, para mim, é um pouco complicado, pois sou suspeito. Morei na cidade por toda minha vida até dois anos atrás, quando me mudei para o Recife. Mas o sentimento e o carinho por ela não mudam em nada. Se você está livre esta tarde - ou numa tarde qualquer -, não deixe de se maravilhar com o bem estar e a delícia que é estar cidade!

➲ SERVIÇO:

• Catedral de São Salvador do Mundo
Endereço: Alto da Sé, s/n, Olinda - Pernambuco.
Visitas: diariamente, das 9h às 17h. Entrada franca.
Telefone: (81) 3271.4270

• Mirante da Caixa D'água do Alto da Sé
Visitas: diariamente, de 8h às 18h (de segunda a quarta-feira) e de 8h às 20h (de quinta a domingo)
Entrada: R$ 5. A atração dispõe de escadas, elevador panorâmico e toaletes.

✈ Leia também:
Guia prático e sentimental do Carnaval de Pernambuco...

sábado, 26 de julho de 2014

A força de quem pesca para levar o camarão à sua mesa


Sabe aquelas delícias do mar que chegam com fartura na mesa da sua casa? Camarão, lagosta, peixe, caranguejo... tudo o que é transformado em pratos finos e vendido em bares e restaurantes por uma pequena fortuna. Mas, antes de se tornarem deliciosos quitutes, tudo isso passa pelas mãos de homens comuns, pescadores que atravessam o mar e passam pelo menos 15 dias lançando e puxando as redes de pesca, em busca dos frutos que vão levar o sustento para a as suas próprias casas.

Em Barra do Sirinhaém, Thiago Pescado, como é conhecido na região, é um desses braços fortes que, ao ancorar em terra, esvazia os baldes de peixe, limpa tudo, e vai vender de casa em casa para os fregueses. Por mês, diz que chega a tirar por volta de R$700 com 15 dias de pesca. “A parte mais difícil é quando pega temporada ruim, como tempo de chuva. Mas em época boa a gente ganha o trocado da gente”, diz Pescado, ressaltando que o dinheiro pode não ser muito, mas ele tem orgulho de dizer que é o trabalho que sustenta a família. 

Pescadores em Barra do Sirinhaém


Em alto mar, cinco homens dividem as tarefas, o mestre, que é geralmente o mais experiente, e os outros quatro são pescadores. Thiago Pescado é o proeiro, ou seja, aquela pessoa responsável por despescar (puxar) a rede. Eles viajam em um barco simples, geralmente de 9 ou 12 metros, mas existem embarcações de até 100 metros, segundo Thiago. Aliás, para quem quiser fazer passeio até a Ilha de Santo Aleixo, eles também alugam os barcos.

Da orla até o local da pesca são horas de viagem. Depois da Ilha, eles ainda seguem por 3h mar adentro. Ali, dormem e trabalham por mais de 10 noites, longe de suas casas e das famílias. De acordo com o pescador, o horário mais arriscado é durante a noite, quando passam os grandes navios e o pequeno barco deles pode não ser visto pelos outros navegantes. “Esse é o maior perigo de acidente. Se eles não virem nosso barco podem passar por cima da gente e aí acontece o pior”, conta. Apesar de já ter havido um acidente, eles não são tão frequentes. “Já aconteceu de dois mergulhadores serem atingidos por um navio, que partiu o barco ao meio. Um deles morreu no acidente”, conta Pescado.













Thiago mostra a lagosta de 2,5 kg

Quando chegam do mar, os homens começam a segunda parte do trabalho. Thiago, então, carrega a cestinha da bicicleta com camarões, lagosta, e diversos frutos do mar, e vai vender na cidade. Ali, a clientela é fixa. Tem gente de todo tipo, que compra mais e outros menos. A lagosta grande, que chega a pesar 2,5kg ele vende a R$70. Camarão sai a R$35 o quilo. A variedade de coisas que o pescador traz é tanta, que você se perde até no que vai escolher. Mas, se comprar bastante, ele ainda faz um bom preço.

O mais interessante dessa história de comprar na porta de casa é que a gente vê o que vai comer antes de colocar na panela, e tempera do jeitinho que quiser em casa - com a garantia de que vai sair tudo limpinho. Pergunto o segredo de Thiago pescar tanta coisa boa... e ele diz que não conta! Mas, se quiser experimentar tudo, é só ligar pra ele.



Camarão impressionante de 11cm. Ótimo pra fazer espetinho





➲ Thiago Pescado
Barra do Sirinhaém
(81) 9334.9578.

✈ Leia também:

ESPECIAL: Conheça Barra do Sirinhaém, PE ;
Como é o passeio de catamarã até a praia dos Carneiros ;


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Navegando de catamarã do Píer de Guadalupe até a Praia dos Carneiros

A vantagem de estar no litoral sul é que muitos lugares ficam ali, bem pertinho uns dos outros. Se você quiser dar um pulo em Porto de Galinhas, Maracaípe ou Serrambi, as praias ficam a poucos minutos uma da outra. E se você pretende tirar um dia para conhecer o lindo litoral de Alagoas, em pouco mais de 1h você chega na localidade.

Em Barra do Sirinhaém, uma das principais atividades turísticas é o passeio de Catamarã, que sai do Píer de Guadalupe até o pontal de vizinha Praia dos Carneiros, em Tamandaré. Para chegar ao Píer, é só pegar a pista que vai para a praia de A-Ver-o-Mar, passar a entrada do lugar, e seguir em frente. No caminho tem uma plaquinha meio desorientada, mas preste atenção também nos buracos, porque até lá a pista tem trechos completamente acidentados (veja nas fotos). Quem não é acostumado com a andar por lá pode acabar tendo que trocar um pneu de última hora - e eu não recomendo ficar por ali parado(a) dando bobeira.




Duas empresas fazem o passeio até o local, mas escolhemos passear com o Catamarã Cavalo Marinho, que sempre tem ótimas promoções em sites de compra coletiva (foi assim que comprei meus tickets, de R$60 saíram por R$25,90) e é referência como sendo o melhor passeio náutico da região. Apesar da minha decepção com Carneiros (leia mais adiante), o passeio está aprovado! E se você conseguir juntar uma turma vai ficar mais legal ainda. 

➲ RECOMENDAÇÕES



A primeira dica, e adianto ser a mais importante, é descansar bem na noite anterior ao passeio, e não dispensar de forma alguma o kit protetor solar + óculos de sol. A saída do Píer acontece, pontualmente, às 9h. Se o dia estiver radiante dá para caprichar nas fotos e no bronzeado (por isso o protetor solar vai ser seu melhor amigo durante a viagem).

Não é permitido fumar a bordo, atirar/arremessar/jogar nada no mar (por favor, sejamos civilizados!), e no barco também não há lugares marcados. Mas o catamarã é bem espaçoso e acomoda bem todo mundo, não há necessidade para brigas. Se ficar apertado(a) para fazer xixi, pode ficar tranquilo, que lá também tem um banheirinho (nada de fazer no mar). E também dá pra fazer o passeio se refrescando nas redes de banho do barco. É massa para as crianças ou pra quem não sabe nadar - como eu!  

Um dos guias é Luciano, que passa todas as orientações antes de iniciar o percurso. Começamos navegando por um braço de mar chamado de Rio Formoso, e em seguida entramos no Rio Ariquindá para conhecer o manguezal. Ali fazemos a primeira parada.

Depois, damos a volta pelo mesmo Rio e seguimos para a Área de Presevação Ambiental (APA) onde (dizem) dá para ver alguns cavalos marinhos e também é o local onde os tubarões vão para se reproduzirem. Por falar neles, surgiram algumas perguntas sobre ataques, mas o guia deu uma explicação bem rapidinha sobre o assunto. "Com a construção do Porto de Suape, desmataram todo o mangue da área e houve uma alteração na corrente marinha. Isso fez com que os tubarões se deslocassem até a praia de Boa Viagem, no Recife, e quando se encontram com um banhista ou surfista, ocorrem os ataques. Mas tubarão nunca se alimentou de gente", esclarece.

No caminho para a próxima descida, eles fazem uma parada para os que estão a bordo darem um mergulho em alto mar. É fundo, a corrente puxa, mas eles dão até colete salva-vidas para quem não sabe nadar, mas não tem medo de se arriscar no mergulho. 

Dali, a gente segue para a a praia de Guadalupe, onde ficamos por 30 minutos e é também onde tem o famoso banho de argila.

➲ BANHO DE ARGILA

Muita gente esperava mais dessa parte do passeio, e imaginava que faria um banho bem exótico de argila. Mas, na verdade, quando chegamos à praia, tudo o que vemos são algumas barracas que vendem água de coco e outros lanches, e algumas pessoas na margem que aguardam os turistas com grandes baldes de argila. Você, obviamente, vai se perguntar onde fica o tal banho, e talvez se decepcione quando descobrir que o atrativo nada mais é do que aquilo ali, bem à sua frente.

Ainda assim, se você quiser pegar um pouco da argila do balde e passar no corpo, não vai te custar nada. Dizem que o banho tem alguns efeitos terapêuticos e medicinais. O benefício ainda vai depender da cor da argila que você usar no "banho". 

Quem gostar da ideia e quiser levar o pó de argila para casa, tem gente por lá vendendo, só achei os preços pouco convidativos para a quantidade de argila que vem no saquinho.

➲ CARNEIROS

De Guadalupe, o Catamarã segue para um banco de areia da região, onde ficamos por 30 minutos. É a descida mais suave, onde não tem muita coisa para ver, mas dá para fazer um bom mergulho e relaxar. Finalmente, chegamos na Praia dos Carneiros, onde fazemos a última parada de aproximadamente 3h. Chegamos com a maré baixa, então até a orla, a gente faz uma pequena caminhada pelo mar seco e aproveita para ir catando conchinhas. 

Carneiros é um dos destinos queridinhos do litoral pernambucano, mas a popularização do lugar atraiu tantos turistas e visitantes de todos os tipos que, hoje, o cenário vendido como "paraíso" é mais ostentação do que "paradise". A praia fica a 113km do Recife, e recentemente foi eleita uma das melhores do mundo, ocupando o 12° lugar no prêmio Traveller's Choice 2014, promovido pelo site de viagens TripAdvisor.

● Confira o ranking das melhores praias do mundo segundo os leitores do TripAdvisor clicando aqui.

O ponto de referência na área onde ancoramos é o Restaurante Bora-Bora, que foi onde ficamos. Do outro lado do restaurante, ficam as piscinas naturais. São 3h de parada, então, se você não tiver pelo menos R$50 na carteira sugiro nem se acomodar no bar. A comida é bem razoável e o atendimento foi muito demorado, mesmo com o restaurante relativamente vazio. É verdade que o restaurante é cheio de atrativos, tem uma área de descanso, esteiras para se bronzear, um parquinho para a criançada, e o local é enorme e bem decorado. Mas prato bonito não enche barriga, né?

Nosso cardápio foi: 1 prato de camarão (gorjonete de camarão) - R$43,50; 4 cervejas; 1 caldinho; 1 água tônica; 1 refrigerante. Isso nos custou uma pequena fortuna de R$103,61 (incluindo o serviço, que não é dos melhores).


























Na praia, tinha até passeio de charrete para os turistas, fato que eu achei um absurdo sem tamanho, porque o cavalo faz cocô em toda a extensão da areia e deixa um mal cheiro terrível, que depois vai ser coberta pela água do mar, quando a maré subir. Além disso, coitado do animal, que fica plantado o dia inteiro em um sol escaldante. Outro detalhe é que não há fiscalização ou policiamento no local. E aí se foi o meu encanto por Carneiros...

Aliás, ali a gente vê uma concentração de comércio incrível. Barraquinhas móveis de artesanato carrinho de picolé, vendedor de cocada. É bem diverso. Exceto as coisas que produzem lixo (isso inclui os vários barcos e lanchas particulares que chegam na praia), acho legal essa variedade. Além disso, achei muita latinha e garrafa plástica (o clássico dos porcalhões, né?) jogadas pela areia.



Depois do almoço, o Catamarã vem nos pegar pontualmente à hora marcada. Na volta, o pessoal ainda faz uma parada na charmosa Igreja de São Benedito, datada do século XVIII, que fica em área de propriedade privada. De um tempo para cá, a capelinha à beira a mar tem sido palco de vários casamentos, ideal para os casais que querem uma cerimônia mais simples e romântica. Mas, não se iluda achando que vai economizar casando ali, o aluguel da igrejinha não sai por menos de R$12 mil.

➲ SERVIÇO:

Catamarã Cavalo Marinho
www.catamaracavalomarinho.com.br



✈ Leia também: 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Estou de volta pro meu aconchego...

Natural de Garanhuns, Agreste do Estado de Pernambuco, o sanfoneiro e poeta José Domingos de Morais, 72 anos, nosso famoso Dominguinhos, deixou o plano terreno e foi brilhar como estrela lá no céu. 

Há seis anos o sanfoneiro lutava contra um câncer de pulmão, e na última terça-feira (23) encerrou a batalha contra a doença. De acordo com o boletim médico do Hospital Sírio Libanês, onde ele estava internado desde o ano passado, quando foi transferido do Recife, Dominguinhos morreu em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas por volta das 18h de ontem.

Em Pernambuco, a tristeza é imensa. A edição do jornal local do meio-dia reuniu artistas e amigos do cantor em um restaurante que ele costumava frequentar no Recife, para fazerem uma cantata em homenagem ao músico. Tristeza e talvez abalo nos rostos de figuras da cultura popular conhecidas da terra. O sol brilhando diferente, depois de dias de chuva, e uma capa em homenagem do Diario de Pernambuco de deixar os olhos marejados.

Dominguinhos se foi... Mas deixou um legado cultural de encher de orgulho qualquer nordestino, que além de canções bonitas, tinham letras fortes e pulsantes de reflexão.

O povo lamenta o descanso de um "homem humano", como disse um amigo do cantor em entrevista, porque precisamos de mais pessoas humanas nos guiando em dias como os atuais. Agora, a luz vem através das canções que ficam eternizadas e do brilho que vem do céu.

Esta é a homenagem do blog pra você.
Canto sobre chegadas e partidas... Com todo o sentimento do mundo.



DE VOLTA PRO ACONCHEGO

"Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero
Um abraço para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade."

[Dominguinhos +1941 - 2013]




Avante, companheiro!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Internet gratuita para turistas de Porto de Galinhas

Do Entre Embarques
*Com informações da Prefeitura do Ipojuca


A praia mais famosa do litoral pernambucano agora tem internet ao alcance de todos. A prefeitura de Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, litoral sul do estado, investiu mais de R$50 mil na ampliação da rede wi-fi na região. O interesse é facilitar a vida dos turistas e movimentar a cidade tendo em vista, principalmente, o aumento de visitantes por conta da copa da confederações - que sediará alguns jogos na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife (RMR).

Agora os visitantes vão poder navegar na internet com uma velocidade superior ao 3G, de 0,5 Megabits por segundo (Mbps). E não há limite de usuários. segundo a prefeitura, o serviço já existia, mas era limitado por ter uma cobertura muito restrita e muitos desconhecerem a existência do benefício. 

COMO USAR O SERVIÇO:

Para acessar a internet, o visitante deve escolhar a rede "Ipojuca Digital". Quando conectado, deve preencher o nome de usuário “portodegalinhas” e a senha “turismo”. 

O serviço está disponível na parte mais movimentada da Vila de Porto: Da Rua Beijupirá, a partir do Centro de Atendimento ao Turista, passando pelo calçadão da Rua Esperança e seguindo por toda a rua da Praça das Piscinas Naturais.

Até o final do ano, a Prefeitura pretende cadastrar os turistas na rede wi-fi do distrito já check-in no hotel, a intenção é verficar cada perfil de visitante e poder distribuir o serviço conforme a necessidade de cada turista.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Esse Sul tão Nordeste...

Foto: Largo da Ordem, Curitiba - PR / Aline Souza (EE)
Por aqui também dizem "Curitiba é um ovo". E é estranho quando se percebe que, apesar do raio de distância, Recife (também um ovo, como nos empenhamos em dizer) é tão próxima de Curitiba quanto se possa imaginar. Um amigo curitibano conhece vários do meus no Recife (incrível!), e na aula o professor comenta sobre um jornalista paranaense - que gosto muito, inclusive -, e também mora no Recife.

No São Francisco, frequento um bar que toca uma seleção de músicas da terra e, numa das prateleiras, vejo engarrafada e raríssima uma Pitú (Procedência: Pernambuco!). E me lembro mais ainda da terra dos altos coqueiros quando chego no Largo da Ordem posso pedir um caldo-de-cana, comprar artesanato e ouvir muita música ao ar livre, e daí reparo na semelhança que aqueles casarões históricos têm com Oh, Linda! E, não fosse a ausência do mar, eu também poderia jurar estar na pracinha de Boa Viagem. Tapioca... E quem foi que disse que aqui não tem? Falta somente a manteiga de garrafa.

Nas tradicionais casas de família, um ar de provincianismo que há muito não me engana. De qualquer forma, de um cidadão que, antes de tudo, se orgulha da capital onde vive e a preserva (e aqui o ponto vai para Curitiba, porque sobre preservar o recifense ainda tem muito o que aprender). Um famoso circuito de igrejas, asfaltos, o abandono da cidade e a fuga para o litoral nos feriados e fins de semana - e no Recife não é diferente, mesmo com Candeias, Piedade e Boa Viagem tão perto. Só uma coisa não ocorre semelhante... obviamente, o clima. E, mesmo assim, ultimamente Curitiba tem sido tão ensolarada que fica quase difícil discordar desse único ponto.

''Apesar de'', eu gosto muito disso. Dessa mistureba, um Sul tão Nordeste e vice-versa. Uma aproximação suave e necessária. Quebra de barreiras. É... Curitiba tão Recife e Recife tão Curitiba. Pois, afinal, somos um só Brasil!

Março, 2013.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Parabéns, Salvador e Curitiba!

Nesta sexta (29), duas cidades brasileiras fazem aniversário! 


Foto: Aline Souza / EE

Curitiba, a capital ecológica do Brasil ou cidade sorriso - como já foi conhecida, completa 320 anos. Uma menina, praticamente, que recebe de braços abertos pessoas de vários continentes e também dos estados brasileiros. Cidade que tem quatro estações durante um dia, cidade ecológica, arborizada. Cidade plural. Que inspira outras capitais, e também inspira corações. Impossível não amar Curitiba. E, hoje, quando completa 320 anos, o presente deve ser dela. Então vamos lembrar de valorizar a cidade todos os dias, sendo curitibanos ou não! #Eco #Bike #Sustentabilidade #Segurança #Cultura #Arte #Limpeza #Cidadania #Turismo #Curitiba320 ♥


Foto: Divulgação

Também está de parabéns a capital da Bahia. Salvador, 464 anos de histórias. Salvador foi a primeira capital do Brasil, e é berço de vários artistas e importantes escritores brasileiros, como o querido Jorge Amado. Além das referências históricas, culturais e de todo o sincretismo religioso, anualmente a cidade recebe milhares de turistas que querem ver de perto um dos carnavais mais famosos do mundo, cheio de pluralidade e alegria. 

É sol, é mar, é alegria!
Salve, Salvador!


Ok, o post ficou parecendo coluna social, rs, mas tudo por uma causa nobre! :)

sábado, 8 de setembro de 2012

Pegando ônibus em Fortaleza (CE)


Esse post não é, necessariamente, sobre turismo, é mais um serviço do que comentários sobre cultura e lazer - mas para quem costuma viajar, qualquer dica de segurança e mobilidade é válida. Na semana passada, fui apresentar um artigo em um congresso de comunicação, em Fortaleza, capital do estado do Ceará (NE). Foi uma viagem de 24 horas, cansativa e - com exceção do preço das passagens -, bem econômica.

A minha viagem foi mesmo um "bate e volta", já que eu somente iria apresentar o artigo e voltar para casa. Passei mais tempo em aeroportos do que no destino pretendido. Então, embarquei em Curitiba por volta das 17h, fiz escala em São Paulo e cheguei em Fortaleza pouco depois da 0h. Quase oito horas de viagem do Sul para o Nordeste do País. Normalmente, eu não me importo de ter que fazer conexão - porque sempre viajo com tempo e me permito ser feliz aos imprevistos -, mas dessa vez senti na pele o caos, já que o objetivo era concluir um trabalho e voltar para casa. #backtoreality

Quase oito horas depois, cheguei no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Me recusando a ter que pagar hospedagem (a mais em conta sairia caríssima, diga-se de passagem) para dormir quatro horas em pousada ou albergue, fiquei no aeroporto na companhia de chá mate (por exageradas cinco pilas - ABSURDO!), café e vários viajantes que, assim como eu, aguardavam o sol raiar. Meu destino era a Universidade de Fortaleza (Unifor), sede do Intercom 2012. No box de aluguel de carros fiquei sabendo que a Universidade era próxima dali. Eu alugaria um veículo, pegaria um táxi (caríssimo, também) ou iria me aventurar em um transporte público. 

De manhã, fazia um sol "de lascar", céu tão claro e bonito que desisti de alugar um carro (se o local era tão perto, valia mais a pena ir de ônibus, além disso, o objetivo era economizar) e fui me informar como sairia do aeroporto de transporte público. Minha sorte foi um taxista velhinho e simpático, que foi deixar uma mulher no aeroporto. Perguntei como eu poderia chegar na Unifor e ele me disse que era tão perto que me levaria lá por R$10. 

Eu não aconselho ninguém a tentar a sorte, porque é como eu sempre digo... meu Santo é muito forte! Fiquei desconfiada, claro, mas com meu quase 1,80m de altura eu acho que o velhinho é que devia estar com medo de mim. Então, como sempre, perguntei sobre a cidade e como estava a situação política de lá. Segundo Seu Jurandir (o taxista), Deus estava a meu redor, pois "passar a noite do aeroporto e não ser assaltada é milagre", contou. E me questionou se eu havia visto algum policiamento lá desde a hora que tinha chegado - então comecei a dar razão pra ele. De fato, não vi nenhum carro de polícia ou segurança no local, mas tava cheio de taxista credenciado do aeroporto (cobrando tarifas absurdas, por sinal).

No caminho, já do lado da Unifor, um trecho de sol começou a ofuscar a visão do motorista. Hilário foi quando Seu Jurandir, sem ver nada, dizia naquele sotaque gostoso do cearense "mar minina, num to vendo é nada, me guie aí vá", eu morri de rir. Uns 20 minutos depois de sair do Pinto Martins, chegávamos na Unifor. Agradeci a conversa, a paciência e paguei o dobro do que ele tinha acertado comigo pela corrida. Ele ficou agradecido, me desejou boa sorte na apresentação e disse que eu vou ter "um futuro bonito como doutoura jornalista" - que Deus o ouça! :)

Pesquisadores!
A Unifor é uma maravilha. Um parque verde imenso com uma atmosfera ambiental. Com exceção do calor estratosférico, uma delícia. Além da vegetação altamente diversificada, animais silvestres andam livremente o câmpus universitário. São emas, soins, iguanas e muitos gatos passeando por toda a extensão da Universidade. A presença é justificada porque a Unifor é parte das instituições credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do ceará, como Área de Soltura de Animais Silvestres (ASA). Mais de cem animais vivem ali.

O congresso foi uma beleza. Encontrei pessoas do Recife, almocei decentemente, apresentei meu trabalho e às 15h precisava estar no aeroporto para voltar para casa. A essa altura eu já estava em um nível altíssimo de sono e cansaço, pensei até em pegar um táxi, mas desisti e descobri que, ali pertinho, passava um coletivo que me deixaria sã e salva no aeroporto. Atravessei a rua sob um calor de quase 40 graus e peguei o ônibus.

Voltando para o aeroporto...
Da Unifor, a linha é 66 - Parangaba/Papicu/Aeroporto, que me saiu por apenas R$2,00 e me deixou no terminal do aeroporto. Só mantenha atenção na hora de pegar o ônibus, porque quase que o motorista passa batido da parada, não fosse a minha insistência na sinalização (ceninha típica do Recife). Soube também que essa é a melhor opção (mais rápida) para quem quer chegar ao litoral (Praia do Futuro e demais) - só fique atento à baldiação (troca de ônibus), que você vai precisar fazer quando chegar em algum terminal. Porém, aconselho informar-se antes de embarcar, já que não vou poder comentar com precisão pois, infelizmente, não testei.

Aos que desejam ir para a Rodoviária, vão pegar a linha 404 – Benfica/Aeroporto/Rodoviária. Esse ônibus também leva você ao centro de Fortaleza e até a Beira Mar. Mas, lembre-se: nunca deixe de perguntar ao motorista o destino do ônibus... 

Ambas as linhas passam no terminal aeroporto, localizada no subsolo. Aconselho ficar bem atento ao horário que vai pegar o coletivo, ter sempre um trocado fácil à mão para não precisar abrir carteira ou bolsa em público, e realmente só opte pelo transporte público se não estiver com muita bagagem ou estiver acompanhado(a). E nunca esqueça do conselho do Seu Jurandir... "cuidado demais nunca é pouco, viu?" - sábias palavras.

Fotos: Aline Souza/EE
Don't worry, don't be afraid, ever, because this is just a ride.
[Bill Hicks]