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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Visitando Montmartre, lar da boemia de Paris

Charmoso e boêmio. Assim poderia ser definido o bairro parisiense de Montmartre em uma descrição restrita a apenas duas palavras. Mas é fato que adjetivos não faltam para descrever a região do 18º arrondisement: aconchegante, romântico, nostálgico ou simplesmente lindo. Visitar esse bairro, que é extremamente turístico, é como dar um verdadeiro mergulho no tempo, vivenciando uma Paris idealizada, tal como a vemos nos filmes.

É claro que na realidade nem tudo são flores. Paris é uma cidade enorme, com problemas tal como todas as grandes cidades mundiais, mas Montmartre guarda um quê de passado, que encanta qualquer visitante. Com suas ruelas e casarios, o bairro tem muitas opções para compras, turismo e gastronomia. É uma região obrigatória para quem está de passagem pela Cidade-Luz.

Panorama de Montmartre, tirado na Place Dalida. (Foto: Milton Raulino / EE)

Montmartre fica numa região mais afastada do Centro, portanto é preciso pegar algum transporte para chegar até lá. Descendo na estação Blanche do metrô, na Boulevard de Clichy, nos deparamos logo com um dos famosos cabarets franceses: o Moulin Rouge. Lá acontecem espetáculos musicais no estilo cabaré, famosos na cidade e no mundo. Aquela área, chamada Pigalle, é muito conhecida pela movimentação noturna, abrigando há anos sex shops e casas de show erótico. É uma área mais ríspida, humilde e mal cuidada da cidade. Se não foi assistir nenhum espetáculo, recomendo uma passagem lá, mas nada muito demorado.

Para os que gostam de ir direto ao ponto, para chegar logo a Montmartre, recomendo descer na estação Abbesses. A região é a mais alta de Paris e se situa bem sobre uma colina; assim, prepare-se para subir as ladeiras em paralelepípedo, que já serão um convite para conhecer a localidade. Para não cansar, faça o passeio sem pressa, observando as lojas, os cafés e os casarios antigos. Há muitas coisas interessantes para se ver.

Le Moulin Rouge, um dos mais famosos cabarés de Paris (Foto: Milton Raulino / EE)

Na Rue des Abbesses, próxima à estação, já se encontra um dos principais monumentos da região, o Murs des Je T'aimes. Trata-se de uma grande parede com várias inscrições de amor em diferentes idiomas. Seguindo a rua sentido oeste chegamos a Rue Lepic - é lá que estão o Café des Deux Moulin, no qual foram filmadas cenas do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulin", e o restaurante Moulin de la Galette. Vale lembrar que Montmartre, nos séculos XXVIII e XIX, era a região dos moinhos. O Moulin de la Galette é um dos poucos estabelecimentos que preservaram essa característica arquitetônica, o que por si só já se torna um atrativo.

Seguindo a rua, à leste, subiremos naturalmente o bairro até a região mais alta, que é a da Basílica do Sagrado Coração (Sacré Coeur). Na minha opinião é a igreja mais bonita de Paris e deve ser visitada de qualquer forma. É a principal atração do bairro e pode ser vista de quase toda a cidade, ao longe. Por isso, ao se aproximar dela, as ruas passarão a ter mais atrações, como restaurantes, bares, cafés e lojas diversas. É uma excelente opção para se comprar lembrancinhas em Paris, embora os preços não sejam os mais em conta.

Café Des Deux Moulins, em cena de Amélie Poulain (à esquerda), e o Moulin de la Galette (Foto: Milton Raulino / EE)

Antes de chegar à Sacré Coeur, há outros pontos que valem ser lembrados. Seguindo pela Lepic, chegaremos à Rue Norvins, que nos encaminha a Place du Tertre. É um dos lugares mais animados de Montmartre, mais conhecida como a praça dos artistas. Ali, a boemia corre solta; funcionam muitos ateliês e os artistas ficam na praça pintando quadros e fazendo caricaturas dos turistas. Pelos arredores muitos bares abertos e músicos arriscam no acordeão, dando a trilha sonora francesa perfeita para o passeio. Outros pontos interessantes do entorno é o Espaço Dalí, dedicado ao pintor surrealista Salvador Dalí, e o Museu de Montmartre, que honra o bairro com exposições interessantes.

Mais adiante chegamos à Sacre Coeur e, em frente as suas escadarias, temos a vista mais bonita da cidade. Cheguei a tempo de pegar um lindo por do sol. Como fazia bom tempo, muita gente lotava as escadas apenas para curtir a paisagem. Uma vez lá em cima, impossível não querer entrar no templo, que é muito bonito. Pode-se visitar a área comum gratuitamente; já o domo da catedral tem acesso pago pela lateral da basílica.

Boemia e agito noturno na Place du Tertre (Foto: Milton Raulino / EE)

E depois da jornada pelas ladeiras, nada melhor do que um jantar para reforçar as energias. Há muitas opções por ali, todas muito interessantes. Fica a seu gosto. Descendo as escadarias, chegamos à Funiculaire de Montmartre - uma espécie de trenzinho, usado para subir e descer da Sacré Coeur, para quem não tem pique para os degraus e ladeiras. Recomendo para quem tem pouco tempo ou tem dificuldades de locomoção.

O caminho da Funiculaire pode ser feito a pé por escadas. Essa é a principal região de chegada e saída da Sacré Coeur, com acesso direto à estação do metrô Anvers. É o trecho mais curto para se chegar à igreja, embora seja um dos mais íngremes. Por isso que recomendo uma subida mais leve, por ladeiras mais suaves. É possível curtir as atrações do bairro e subir a região sem nem notar. É mais divertido e menos cansativo.

Basílica do Sacré Coeur, no ponto mais alto da cidade, tem vista para boa parte de Paris (Foto: Milton Raulino / EE)

Para tomar esse caminho, recomendo bastante atenção, principalmente à noite. Por ser o principal acesso, há muitos turistas passando por ali e pessoas mal intencionadas tentando enrolá-los. Na saída, voltei pelas escadarias e fui abordado por dois rapazes que me intimidaram, tentando amarrar uma pulseira no meu braço. Já havia ouvido falar desse golpe, pelo qual eles tentam lhe cobrar pela bijuteria. Não caia na conversa deles! O segredo é seguir em frente e não dar atenção, principalmente se estiver sozinho, como eu estava.

Episódios como esse mostram como a boemia e as aventuras noturnas têm seus perigos, e requerem atenção dos curtidores, seja em que país for. Há muitos hotéis e albergues em Montmartre, e essas dicas valem também para quem se hospedar por ali. Se possível, evite sair à noite, chegar tarde demais e andar pelas ruas sozinho. De resto, basta ter atenção e curtir o melhor que o bairro pode lhe oferecer.

➲ SERVIÇO:
Basilique du Sacré Coeur
Rue du Chevalier de la Barre, nº 35, Paris - França
Aberta diariamente, das 6h às 22h30. Entrada Gratuita.
Acesso às torres: das 8h30 às 20h. (de maio a setembro), e das 9h às 17h (de outubro a abril).
Mais informações: http://www.sacre-coeur-montmartre.com/

Museu de Montmartre e os jardins de Renoir
Rue Cortot, nº 12, Paris - França
Aberto diariamente, das 10h às 18h. Valor para entrada comum: € 9,50.
Mais informações: http://www.museedemontmartre.fr/

Espace Dalí
Rue Poulbot, nº 11, Paris - França
Aberto diariamente, das 10h às 18h. Entre julho e agosto, fechamento às 20h. Tarifa comum: € 11,50.
Mais informações: http://daliparis.com/fr/

Cabaret Moulin Rouge
Boulevard de Clichy, n 82, Paris - França
Horário de visitação sujeito à programação da casa, disponível em: http://www.moulinrouge.fr/.

✈ Leia também:
Paris a pé: de Notre Dame ao Jardim de Luxemburgo
Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense
Como é o passeio de barco no Rio Sena?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Paris a pé: de Notre Dame ao Jardim de Luxemburgo

Paris é uma cidade fácil de se locomover. Apesar do seu sistema de transporte eficiente, a cidade é relativamente plana e, uma vez no Centro, os pontos turísticos não ficam tão distantes um do outro. Se o clima estiver bom, é possível então fazer quase tudo andando, observando cada ângulo e cena da cidade. Durante minha estadia, me locomovi muito de metrô e bastante a pé. Compartilho, em especial, um dos trechos que fiz caminhando e que mais curti.

Depois de Torre Eiffel e Arco do Triunfo, fui conhecer outra sumidade turística da França - a Catedral de Notre Dame. É, de fato, uma linda construção. Arquitetura impecável, imponente e totalmente preservada. Vale nem que seja para ficar na frente alguns minutos admirando a catedral.

Fachada da Catedral de Notre Dame 
(Foto: Milton Raulino / EE)

O interior então nem se fala. Como muitas igrejas parisienses que visitei, elas são enormes e muito classudas. A entrada é gratuita, e dentro é possível tirar fotos sem flash. No interior existem lojas de artigos religiosos, confessionário e até uma sala de tesouros onde se pode visitar as relíquias santas da Notre Dame. Os únicos passeios que são pagos são a visita às torres da catedral e à cripta arqueológica.

Fachada da Conciergerie e cúpula da Sainte Chapelle, à esquerda (Foto: Milton Raulino / EE)

A Notre Dame se situa na Île de la Cité, uma pequena ilha no Sena, rio que divide a cidade ao meio. Nela e em torno dela se encontram muitos monumentos franceses importantes. Entre os destaques, recomendo uma visita à Conciergerie, antigo palácio que já foi sede do governo francês na Idade Média, prisão na Era Absolutista e hoje abriga o Palácio da Justiça de Paris. 

A Conciergerie tem um tour interessante por pequenas e antigas salas que, no passado, serviram de celas para prisioneiros. É possível se sentir numa verdadeira prisão, com os espaços remontados como eram na Idade Moderna. Um dos destaques do local é a cela da rainha Maria Antonieta, que ficou presa ali até ser encaminhada para morrer na guilhotina, em 1793. Além disso, há exposições itinerantes de renome, como a que foi feita em homenagem ao 800º aniversário de vida de São Luís, um dos reis mais importantes da França.

O conjunto arquitetônico ainda reserva mais surpresas. A Sainte Chapelle - Santa Capela em português - foi construída ali pelo rei Luís XI (São Luís) para abrigar as relíquias sagradas que foram capturadas no Oriente Médio durante as Cruzadas da Idade Média. Trata-se de uma pequena capela, divida em parte alta e baixa, e com vitrais deslumbrantes. Além de encher os olhos, é história pura!
Vitrais da Sainte Chapelle (Foto: Milton Raulino / EE)

De lá, dediquei minha tarde a explorar a cidade. Caminhei sentido sul e cheguei até Saint Germain, um bairro bonito e bem agradável. Na chegada pela ponte Saint Michel, uma linda fonte de São Miguel Arcanjo, construída a mando de Napoleão, atrai as atenções. Na beirada do Sena, sebos em barraquinhas nos fazem viajar no tempo vendendo livros e discos antigos, relíquias e lembrancinhas.

Sebos vendem relíquias francesas antigas ao longo do Sena (Foto: Milton Raulino / EE)

É nesses arredores que fica a famosa Universidade de Sorbonne, uma das importantes do mundo. Saint Germain, portanto, é um bairro jovem e animado. Há, pela região, muitos sebos, restaurantes e bares charmosos. Vale um passeio demorado para fazer uma refeição, apreciar o movimento e os prédios da universidade. Também ficam por ali, embora mais afastadas, lindas igrejas como as de Saint Germain de Près e Saint Sulpice, e o Quartier Latin, bairro conhecido principalmente pela Rue Mouffetard, onde tem um mercado a céu aberto bem interessante.

O jovem e animado bairro de Saint Germain (Foto: Milton Raulino / EE)

Gostei tanto desse roteiro que o fiz duas vezes, cada uma em cerca de três horas. Em ambas, terminei a tarde em um dos parques mais charmosos de Paris, o Jardin de Luxembourg - Jardim de Luxemburgo. Mesmo no outono, quando não está tão florido, o jardim tem vasta área verde, com muitos canteiros e árvores bem preparados. É mesmo muito agradável passar algumas horas curtindo a natureza, principalmente fim de tarde, quando há um belo pôr do sol.

Uma tarde cinza no Jardim de Luxemburgo (Foto: Milton Raulino / EE)

Recomendo também visitar, no jardim, o Museu de Luxemburgo, que tem muitas boas exposições. Quando estive lá, me deliciei com uma mostra interessante sobre impressionismo, estilo de pintura que me encanta. Ver obras de Renoir e Manet ao vivo, então, foram de tirar o fôlego. Não poderia ter terminado meu dia de forma melhor!

➲ SERVIÇO:
Catedral de Notre Dame de Paris
Parvis Notre Dame, nº 6, Place Jean Paul II, Île de la Cité - Paris, França.
Aberta diariamente, das 8h às 18h45; nos sábado e domingos, até as 19h15.
Entrada gratuita. Mais informações: http://www.notredamedeparis.fr/
Informações sobre acesso às torres da igreja: http://notre-dame-de-paris.monuments-nationaux.fr/
Informações sobre acesso à cripta arqueológica: http://www.crypte.paris.fr/
Como chegar: Estação Cité (Linha 4) do metrô.

Palácio da Conciergerie e Sainte Chapelle
Boulevard du Palais, nº 2, Île de la Cité - Paris, França
Aberto diariamente, das 9h30 às 18h30
Acesso à Sainte Chapelle: de 9h30 às 18h (março-outubro) e das 9h às 17h (novembro-fevereiro)
Ingresso simples para adulto: € 8,50; ingresso Conciergerie + Saint Chapelle: €12,50.
Mais informações: http://conciergerie.monuments-nationaux.fr/
Informações sobre a Sainte Chapelle: http://sainte-chapelle.monuments-nationaux.fr/
Como chegar: Estação Cité (Linha 4) do metrô.

Jardim de Luxemburgo
Jardin de Luxembourg, S/N, Paris, França
Aberto diariamente. Entrada gratuita.
Horários: em função da duração do dia ao longo do ano, variando das 7h30 às 21h30 (alto verão) a das 8h15 às 16h30 (alto inverno).
Horários detalhados e outras informações: http://www.senat.fr/visite/jardin/
Como chegar: Estações Odéon (Linhas 4 e 10) ou Mabillon (Linha 10) do metrô.
Informações sobre o Museu de Luxemburgo: http://museeduluxembourg.fr/

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Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris
Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense
Como é o passeio de barco no Rio Sena?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Como é o passeio de barco no Rio Sena?

Como bem disse o nobre poeta português Fernando Pessoa, "navegar é preciso". Deve ser por isso que uma das atrações turísticas obrigatórias das cidades europeias é o passeio de barco pelos rios que as cortam. Em Paris, é possível navegar ao longo do Sena de várias formas, conhecendo a capital francesa por um ângulo diferente e observando mais de perto alguns edifícios e, principalmente, as pontes parisienses.

Embarquei no passeio no meu terceiro dia de estadia na Cidade Luz. Desci na praça do Trocadéro, passei pelos jardins do Palais de Chaillot e, ao atravessar a ponte de Iéna, já podia ver as estações de barco no cais da margem oposta, perto da Torre Eiffel. Depois de uma voltinha breve pela região, fui ao cais para tomar um barco e apreciar um pouco a beleza da cidade e do Rio Sena.

Port de la Bourdonnais: ponto de partida de muitos cruzeiros no Sena (Foto: Milton Raulino / EE)

O acesso ao passeio é simples, prático e sem mistérios. Há muitas companhias de barco no local, todas muito organizadas e com muitos frequentadores. Os ingressos podem ser comprados nos guichês disponíveis no próprio cais; após comprar, basta entrar na fila e esperar para embarcar. Optei pela Croisières Bateaux Parisiens, companhia que minha irmã havia indicado e a qual também indico aqui.

Gostei muito do passeio. Os barcos atracam numa espécie de estação, que tem lanchonete e lojas de lembranças para entreter os turistas. Em geral, percebi que os preços das companhias são mais ou menos equivalentes, havendo diferenças mínimas. Todas oferecem várias opções de bilhetes: individuais, para grupos, crianças, e por aí vai.

Há opções de tickets para passeios sem interrupções ou na modalidade hop on, hop off, na qual é possível descer em algumas estações de sua preferência ao longo do caminho e retornar ao barco para completar o passeio (o mesmo sistema utilizado nos ônibus turísticos). Existem também outras modalidades, como passeios com direito a jantar ou com café da manhã, para quem quer algo mais romântico e demorado. Optei por um passeio simples, ininterrupto, que durou mais ou menos uma hora e pelo qual paguei um valor que achei justo, 14 euros.

Catamarã passando sob a "ponte dos cadeados", a Pont des Arts (Foto: Milton Raulino /EE)

O barco, no estilo catamarã, era muito confortável e agradável. Havia poltronas por toda parte, possibilitando aproveitar o passeio de muitos ângulos diferentes. Todas as cadeiras possuem um fone de ouvido - que mais parecia um telefone - no qual são veiculadas informações turísticas do passeio em sete idiomas diferentes (infelizmente não tinha português). Nos intervalos das locuções, canções francesas compunham a trilha sonora que embalava a nossa viagem.

Passamos por todas as principais pontes de Paris: entre as mais bonitas, a Pont des Arts - aquela, a dos cadeados apaixonados  - e a Ponte Alexandre III - com entalhes pretos e dourados. Também temos uma vista privilegiada de monumentos históricos, como: a Assembleia Nacional, a antiga Estação d'Orsay - que hoje abriga o Museu D'Orsay, um dos mais importantes de Paris - e a Catedral de Notre Dame. Depois de passarmos dela, o barco retorna pelo mesmo percurso, de forma que temos uma vista do outro lado da margem.

Uma linda tarde de sol no outono de Paris, navegando no Sena (Foto: Milton Raulino / EE)

Sem dúvidas, o Sena é muito gostoso de se aproveitar, principalmente numa tarde de sol, como aquela. Na beira dos cais, muitas pessoas sentadas à beira do rio conversando, passeando e aproveitando o dia ensolarado. Muitas acenavam quando o barco passava. É um passeio simples mas muito agradável, tanto que me parece que não são só os turistas que o apreciem.

Durante o passa-passa entre uma foto e outra, fiz amizade com uma simpática senhora francesa que estava levando os netos para passear. Ela disse que sempre faz isso quando faz sol, para aproveitar o clima quente e, também, porque acha importante os netos conhecerem desde pequenos os monumentos nacionais e a história da França. Achei incrível, pois é uma cultura muito diferente da América, a qual não estamos acostumados. Aproveitamos o breve momento de conversa para praticar o idioma - ela o inglês e eu, o francês - e para tirarmos fotos um para o outro. 

Eu e a catedral de Notre Dame (Foto: Minha breve amiga francesa / Especial para o EE)

Em todas as cidades por que passei havia possibilidade de passeio de barco: no Sena, em Paris; no Tâmisa, em Londres; pelos canais de Amsterdã; no Spree, em Berlim; e no Reno, em Colônia. Contudo, só cheguei a passear mesmo pelo Sena, visto que a Cidade-Luz era a que eu tinha mais tempo de estadia. Não importa em qual delas, não deixe de reservar pelo menos um dia para navegar e curtir as belezas europeias numa experiência única como essa. Você não vai se arrepender.

➲ SERVIÇO:
Cruzeiros Bateaux Parisiens
Port de la Bourdonnais, Quai Branly, Paris - França (Cais da Torre Eiffel, ao pé da Ponte de Iéna)
Como chegar: Estação Trocadéro (Linhas 6 e 9 do Metrô)
Informações sobre passeios: http://www.bateauxparisiens.com/

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Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense
Paris a pé: de Notre Dame ao Jardim de Luxemburgo
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense

Depois de quase um dia e meio em Paris, já familiarizado com o movimento local, me sentia preparado o suficiente para visitar o principal cartão-postal da Cidade-Luz: a Torre Eiffel. O monumento símbolo da França é um dos mais disputados para visitação. Sem dúvidas é a atração queridinha de todos os turistas, por isso é preciso paciência e disposição para curtir este passeio. 

Decidi não visitá-la logo a princípio, tentando bolar uma estratégia de deixar o melhor para o fim. Era uma manhã ensolarada quando desci de metrô no Trocadéro e já me senti impactado quando vi a cena. Os jardins do palácio formavam uma cena incrível com as margens do Sena, a Torre e aquele imenso céu azul. Apesar da animação, não me apressei em subir; resolvi contemplar o monumento do chão, andar pelo Campo de Marte, pelos arredores.

Após um dia de andanças, voltei à noite para ver a Eiffel iluminada. Um espetáculo! Tal com de dia, muita gente se aglomerava nas filas para subir e ver a cidade do alto. A torre é incrivelmente grande - mais do que eu imaginava - e bonita. Sem dúvidas, é um ponto de parada obrigatório para quem está pela primeira vez em Paris.

A Torre Eiffel de dia e à noite, vista do Palais de Chaillot, no Trocadéro (Fotos: Milton Raulino / EE)

Decidi encará-la no dia seguinte, pela manhã, pois durante o dia é melhor de se ver a cidade. Acordei o mais cedo que pude dentro da minha condição de disposição de mochileiro. Cheguei às 9h50, apenas vinte minutos depois de abrir os portões e, para meu governo, não tive surpresas: já havia filas. Bem menores do que durante a tarde e à noite, mas havia. Escolhi a menor, porque não pretendia ficar o dia todo lá, e desejei-me boa sorte.

A torre possui quatro pés, todos eles com acesso para subir. Nos dias que estive lá, apenas três estavam funcionando, duas com elevador e uma com escadarias. Como não estava disposto a passar o dia inteiro lá, escolhi a fila que estava menor, que era a para as escadas. Após esperar cerca de meia hora, comecei a subida. Fazer o percurso a pé tem lá suas vantagens: a espera na fila é menor, o ingresso é mais barato (paguei 5 euros) e, ao longo do caminho, há patamares com placas contando a história da criação do monumento e de seu criador. Não é tão mau negócio assim. 


Filas e mais filas. Vai encarar? (Fotos: Milton Raulino / EE)

No primeiro andar da torre temos uma grande área na qual se pode contemplar a vista, que é linda. O local passou por reformas e recentemente inaugurou novas instalações, como uma espécie de museu, mostrando em números a grandiosidade da Torre e de outros monumentos do mundo, e um piso de vidro onde os turistas têm a impressão de flutuar sobre o chão lá embaixo.

O meu ticket dava acesso a subir até o segundo andar da torre, Após mais escadas, cheguei até ele. O espaço é mais reduzido e mais disputado; o visual é tão lindo quanto. Falando em estrutura, enquanto o primeiro andar é maior e tem grades de proteção em toda sua extensão, o segundo possui uma espécie de sacada que lhe permite ver a vista sem obstáculos. Exceto pelas muitas pessoas querendo tirar foto e apreciar a vista.


Campo de Marte (à direita) e Paris vistos do primeiro andar da Torre (Foto: Milton Raulino / EE)

Em lugares assim apertados e cheios é onde também moram alguns perigos. Felizmente ou não, Paris é uma cidade conhecida e apreciada no mundo todo, atraindo pessoas de todas as partes. Devido a isso, é comum haver furtos em regiões turísticas muito lotadas. A dica é manter seus pertences muito bem guardados, próximos ao corpo, e ao alcance da vista. Mesmo assim, por pouco não fui uma vítima. Enquanto tentava tirar fotos no rebuliço de gente indo, vindo e esbarrando em mim, abriram minha bolsa. Sorte que percebi a movimentação antes que tivessem levado algo.

É  uma pena, mas fatos assim são comuns onde há muitos turistas. Os batedores de carteira estão em busca de pessoas distraídas; basta ficar atento e tudo dará certo. O bom é tomar cuidado em toda a região da Torre. No térreo, há sempre pessoas lhe abordando pedindo para assinar petições ou querendo pregar truques. Recomendo nem mesmo interagir com essas pessoas; mantenha seus pertences junto a você, seguros, e siga seu trajeto sem dar atenção.

Devido ao episódio, dei por encerrada minha jornada no segundo patamar. Era possível subir até o topo da torre, o terceiro e último andar. Mas para isso, teria que comprar outro ticket e encarar mais duas filas, uma para comprar e outra para subir. No fim das contas, seria a mesma vista de outro ângulo. Dei preferência então a economizar no tempo para outras atividades.

Área do Palais de Chaillot (ao centro) e o Rio Sena vistos do segundo andar da Torre. (Foto: Milton Raulino / EE)

Antes ou depois de descer, não deixe de ir ao Campo de Marte, que é uma área bonita para se sentar na grama, fazer um lanche e apreciar a Torre. Caso vá retornar de metrô, a região do Trocadéro também é interessante para um passeio mais atento. O edifício do Palais de Chaillot abriga o Museu Nacional da Marinha e um ambiente dedicado à arquitetura e ao patrimônio urbanístico de Paris. Em volta da praça Trocadéro, muitos restaurantes e bares charmosos são um convite para um jantar ou almoço na localidade.

Achei o passeio na Eiffel bem bacana, mas nada exatamente extraordinário. É um bonito monumento que, apesar de proporcionar uma bela vista, acredito que seja mais bonito de ser admirado ao longe. É a mesma opinião que tenho sobre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro: particularmente, gosto mais de observá-lo do que estar lá no alto. Mas isso vai de cada um, é claro. Mas, independentemente disso, a Torre Eiffel é incrível, e por isso é e será sempre a vedete do turismo preferida da França.

➲ SERVIÇO:
Torre Eiffel
Avenue Anatole France, nº 5, Paris, França
Aberta todos os dias. De junho a setembro, das 9h à 0h. No restante do ano, das 9h30 às 23h.
Como chegar: Estação Trocadéro (Linhas 6 e 9 do Metrô)
Website: http://www.toureiffel.paris/

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris


 Rio Sena à noite, em Paris. (Foto: Milton Raulino / EE) 

Para mim, estar na França era um mito; uma mistura de realização pessoal com sonho de consumo. Não sei como explicar, mas, desde os 19 anos, me aventuro pela cultura francesa, graças à santa Internet: paisagens, linguagens, música, gastronomia... Tudo ali me encantava. Resolvi, portanto, que, na minha primeira viagem à Europa, Paris seria o destino certeiro – E foi. Fiquei cinco dias na capital da França, estadia que, apesar de curta, me fez sair do platonismo e aprender a gostar de Paris tal como ela é, com suas qualidades e defeitos.

Cheguei à Cidade-Luz depois de 9 horas de avião e 3 de trem, já de noite. Tratei de chegar logo ao hostel para fazer check-in e cair na rua para ver a cidade cintilar. Jantei um crepe no bairro Le Marais, conhecido por ser um bairro jovem, de vida noturna animada, e caminhei um pouco para ver o movimento. Neste passeio, tive o primeiro contato com os monumentos da capital. Por toda parte, construções baixas e de arquitetura antiga totalmente preservadas denunciavam que a história está imortalizada. Por instantes, eu também podia fazer parte daquilo que, pra mim, só era concreto nos livros.

Ópera Garnier de Paris (à esquerda) e fachada do Teatro Olympia (Fotos: Milton Raulino / EE)

Passei pelo Hôtel de Ville – edifício que abriga a prefeitura de Paris, na frente do qual acontecia um protesto. Apesar do ambiente hostil, muitas pessoas caminhando e aproveitando a noite, que estava estrelada e agradável. Um frio sereno embalava a noite. Caminhei ao longo do Sena, passei pela Pont des Arts – a famosa ponte dos cadeados – e cheguei ao suntuoso Louvre. Ao longe, se via o topo da Torre Eiffel brilhando.

No dia seguinte, resolvi explorar melhor a região com o dia claro. Comecei pela linda região da Ópera Garnier, prédio da Academia Nacional de Música. Passei pelo famoso teatro Olympia – music hall de renome - e pela Place Vendôme até chegar ao Jardin des Tuileries. Fazia sol e muitas pessoas estavam aproveitando o dia ao ar livre: fazendo cooper, relaxando nas cadeiras à beira dos pequenos lagos e fontes do jardim, ou apenas passeando. É engraçado notar que, nos países onde há estações bem definidas, as pessoas dão muito valor ao sol e fazem questão de aproveitá-lo quando os dias frios estão por vir. Afinal, como as árvores já anunciavam, o outono havia chegado.

Cenas de uma tarde de sol no Jardin des Tuileries (Fotos: Milton Raulino / EE)

A região é bastante agradável e vale passeio lento, sem pressa. De uma ponta, tem-se acesso ao pátio do Louvre; do outro, o Obelisco, na Place de la Concorde, dá início à Champs-Elysées. Depois de explorar o parque, andei por toda a extensão da avenida, passando por dois museus importantes, o Grand e o Petit Palais, até chegar ao meu objetivo do dia: visitar o Arco do Triunfo, um dos dois principais ícones da França.

A entrada é fácil, através de um túnel por debaixo da larga rotatória de veículos que circunda o monumento. Essa é a única forma de atravessar, já que não há semáforos no local. No próprio túnel, uma movimentação já indica os guichês de compra do bilhete, pelo qual paguei € 9,50. Esse é o ticket para um adulto, mas tarifas diferentes para estudantes e grupos, por exemplo.

O Arco do Triunfo, símbolo francês da vitória (Foto: Milton Raulino / EE)

Na realidade, o acesso à praça Charles de Gaulle, onde fica o Arco, é gratuita. Pode-se observar os ricos entalhes de perto sem pagar nada. Em volta do monumento, que é o símbolo da vitória para os franceses, há placas que homenageiam a participação da França em guerras, combates e episódios históricos que marcaram o país.

O ingresso só é necessário para quem quer subir no Arco. É aí que se precisa de disposição para encarar alguns (vários) degraus. No caminho, há um pavimento com uma pequena galeria contando a história do monumento, mas a verdadeira recompensa está no topo, ao ar livre. De lá, tem-se uma linda vista da cidade em 360 graus. Vale o esforço em cada degrau.

E quem disse que eu queria ir embora? Fiquei durante muito tempo admirando aquela linda tarde de sol parisiense. Ali, meu sonho se realizava; me sentia abençoado, grato, e meu coração batia feliz. Até podia ouvir, na minha mente, Edith Piaf cantando a canção Sous le Ciel de Paris (Sob o Céu de Paris). Foi inesquecível. Que maravilha era estar sob aquele céu!
Sob o céu de Paris! (Foto: Milton Raulino / EE)

➲ SERVIÇO:
Arco do Triunfo
Praça Charles de Gaulle, S/N, Paris - França
Aberto todos os dias: de abril a setembro, das 10h às 23h; de outubro a março, 10h às 22h30.
Como chegar: Estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile (Linha 1 - Amarela)

Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias)
Rue de Rivoli, 113, Paris - França
Aberto regularmente de março a maio, das 7h às 21h; de junho a agosto, das 7h às 23h; no mês de setembro, das 7h às 21h; de outubro a abril, das 7h30 às 19h30.
Como chegar: Estação de metrô Tuileries (Linha 1 - Amarela)
Entrada Gratuita.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uma manhã na pequena grande Frankfurt

Primeiro contato com a Europa: Frankfurt, Alemanha (Foto: Milton Raulino / EE)

Após nove horas no voo, chego a Frankfurt. A cidade alemã foi o ponto de partida da minha aventura entre outubro e novembro de 2014, que englobou Paris, Londres, Amsterdã, Berlim, Colônia e Aachen (estas últimas cidades também alemãs, onde encontraria amigos brasileiros que estão morando pelas bandas de lá). A estadia de apenas uma manhã na cidade, antes de pegar um trem para Paris, me encantou e deixou um gostinho de quero mais.  

Frankfurt é uma pequena grande cidade. Trata-se de uma cosmopolita em tamanho ínfimo, se comparada às cidades desenvolvidas da Europa. Ela abriga um grande centro econômico-financeiro e um dos aeroportos mais movimentados do continente, recebendo voos de todo mundo. Devido a esse fluxo intenso, muitas pessoas, como eu, têm períodos curtos de estadia em Frankfurt e se perguntam: será que há atrações interessantes para se conhecer nesta cidade?

A resposta é sim. Se você dispor de ao menos um turno inteiro, cerca de cinco horas, em Frankfurt, é possível dar uma volta e conhecer coisas bem legais na cidade. Cheguei lá bem cedo, já com um bilhete de trem para Paris, com embarque no começo da tarde. Guardei minha mala na estação de trem e fui passear. A volta me encantou e me proporcionou o primeiro contato com a cultura europeia.

Apesar do movimento, a cidade é silenciosa, tranquila é agradável. Ela congrega bem o moderno e antigo: de um lado, arranha-céus envidraçados, sedes do Euro; mais algumas ruas adiante, edifícios históricos formam a Altstadt, a região antiga da cidade. Casas típicas da arquitetura alemã e igrejas compõem um lindo visual que pode ser percorrido todo a pé.   

Imagens da Altstadt, centro antigo de Frankfurt (Fotos: Milton Raulino / EE)

Me chamou atenção também o grande calçadão Zeil, onde se concentra o comércio local. Muitas lojas de vestuário, calçados, perfumes, maquiagem, restaurantes, lanchonetes, lembrancinhas... Tem de tudo um pouco. O shopping center MyZeil rouba a cena local com seu design moderno e arrojado: a fachada do centro de compras é toda feita de vidro trabalhado, o que forma uma arquitetura bem interessante. Sem dúvidas é uma opção válida para se comprar ou ver as novidades.

A região do Zeil é bem agradável, tem muitas árvores, bancos e bicicletas. Também havia muitos locais para comer e beber ao ar livre – são os chamados biergarten ou, em bom português, jardim da cerveja. É o local onde o pessoal se reúne para conversar, beber uma cerveja e se distrair em meio à loucura da rotina. Os biergaten de verdade são em locais mais arborizados, o que traz as pessoas mais pra perto da natureza. Mas também há alguns dentro da cidade. A manhã daquela quarta-feira, 29 de outubro, estava fria e, em horário comercial, não havia muita gente desfrutando das mesinhas, exceto eu e algumas poucas pessoas.

Cena do calçadão Zeil (à esquerda) e fachada do shopping MyZeil (Fotos: Milton Raulino)

A cidade ainda oferece mais opções turísticas. O zoológico de Frankfurt, por exemplo, é bem falado e avaliado por quem o conhece. Há também museus, como a casa em que nasceu o escritor Goethe. Para quem tem mais tempo pode ainda embarcar num ônibus turístico para dar uma volta rápida na cidade e ver as atrações e monumentos com a orientação de guias turísticos.

Se você tiver estiver de passagem por Frankfurt, não deixe de circular e ver um pouco dela. Mas a lembre-se que a cidade é pequena. Dois dias são o suficiente para passear por lá. Para mim, o tempo passou voando. Quando vi, já era hora de voltar à estação para encontrar e pegar meu trem. Apesar de breve, o passeio valeu a pena. Obrigado pela companhia, Frankfurt, nos encontramos mais noutra oportunidade. Agora, Paris me aguarda!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Chás, Londres e Nothing Hill ♥

Por Natália Alexandre 
Do blog Menina da Bahia

Num dos meus passeios pelo Brasil, mais especificamente Petrópolis, no Rio de Janeiro, conheci um inglês na van da excursão que havia contratado no Rio (qualquer dia falo dessa empresa, é ótima³!) e viramos amigos. Na época ele morava no Brasil, mas já havia retornado para a Inglaterra. E mais vale um amigo no bolso que dois passarinhos voando (nem sei se o ditado é esse, rs, sou péssima nisso).













Fotos: Natália Alexandre / Especial para o EE



Então, esse amigo foi meu cicerone em Londres. E pessoal, como ele adooooooora andar. Não deixou eu pegar aquele famoso ônibus vermelho de turismo. Fizemos todo o percurso a pé. E Londres - para quem não sabe - é tipo Manaus, agora pode estar o maior sol e um minuto depois chuva!


Londres é maravilhosa e sim, os ingleses adoram chá! ♥ ♥ ♥ Sempre que eu cansava de caminhar, parávamos para tomar chá com leite (o chá não tinha muito gosto, mas eu tomei como se fosse a coisa mais gostosa do mundo. Afinal, 'quando em Londres...').

O Palácio da Rainha é suntuoso. E olha que legal, pela bandeira, os ingleses sabem quando ela está ou não em casa. Fiquei apaixonada pelo London Eye (infelizmente dessa vez não andei nele), soube que uma volta completa dura quase 30 minutos (não sei se é verdade).

Almocei num restaurante chamado Canteen, próximo ao London Eye, que me garantiram que não é um dos mais caros. Só posso dizer que o valor do almoço que paguei, daria para pagar três almoços em Paris! rs

Como já tinha feito todo o percurso, implorei para ir à Notting Hill (yes, por causa do filme!). Notting Hill é super fofinha, mas infelizmente não achei a livraria do filme. :(










*Próxima parada: Itália!
Como foi a experiência de viajar duas semanas por terras italianas e a emoção de ver o Papa Bento XVI um dia antes da sua renúncia.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Bate-volta em Londres by train



Por 
Natália Alexandre
Do blog Menina da Bahia




Inicialmente esse post se chamaria “Programando as férias”, mas eu lembrei que não contei sobre o último episódio de minhas últimas férias. O bate-volta em Londres. Eu iria passar 10 dias em Paris, e pesquisando em sites – como esse – descobri que daria para fazer um bate-volta em algum lugar. Poderia ir para Rouen na Normandia (Região francesa) ou Londres. Como eu tentaria arrumar tempo para Rouen, nos outros nove dias (coisa que não aconteceu) fui para Londres.

Primeiro veio a parte de pesquisa.
Como ir: avião ou trem? Escolhi o trem, porque estava mais barato.
E onde comprar? Há basicamente três sites para compra. Um em português Railtrem, outro em inglês, e um em francês.

Claro que primeiro fui olhar o site em português... é o site mais caro (ao menos quando comprei)! O site mais barato era o francês, da SNCF.

Também achei um tutorial no blog Caminho Rial (clique no link para acessar a página), que me ajudou bastante. 

1) Entrei no www.tgv.com;
2) Escolhi uma reserva aleatória (casualmente, a mesma que eu fiz: Paris - Narbonne);
3) O site me redirecionou direto para o www.voyages.sncf.com) mostrando as opções de horários e de preços;
4) Escolhi um deles e cliquei em reservar (em francês, ok);
5) Abriu a página da reserva e agora vi uma diferença: você pode escolher como retirar o bilhete (Choisissez comment retirer votre billet).

Acesse: 

a) "Service E-billet", que tem um maldito símbolo do "Verified by Visa", que deve dar o mesmo problema da RENFE (essa opção não tinha o ano passado quando eu fiz minhas compras);

b) "Borne Libre Service", que é esse sistema de retirar o bilhete nas máquinas automáticas das estações da SNCF na França e Luxemburgo, que eu falei abaixo. Essa opção NÃO TEM o símbolo do Verified by Visa e então, não deve dar esse problema, deve ser exatamente como eu fiz;

c) "Evoi gratuit pour courrier" (envio gratuito pelo correio): também tem o símbolo do Verified by Visa e portanto, também deve dar problema, fora que até onde eu saiba, eles não enviam para o Brasil.

Portanto, se você está escolhendo a opção do E-ticket, tente ao contrário escolher a opção do "Borne Libre Service".


Depois veio a questão: quantos dias em Londres? (Lembrando que eu estava em Paris e foi uma viagem curta, menos de 10 dias). Bem, três fatores me ajudaram a escolher um dia (bate-volta):
1- tempo curto
2- imigração rigorosa
3- é possível fazer bate-volta Paris/Londres!

Os detalhes do passeio eu conto no próximo post!


*Fotos: Natália Alexandre / Especial para o EE




sexta-feira, 18 de maio de 2012

Paris: Passeio no Le Cars Rouge

Por Natália Alexandre (www.meninadabahia.com.br)
*Especial para o Entre Embarques

Leia também: Paris (parte 1);
                      Perdendo a bagagem na França (Paris, parte 2);


Depois de quase 12h de viagem, passei tranquila pela imigração, "perdi" uma mala em Paris, consegui uma shuffle com um ótimo preço, rumei pro hotel e descobri que o guia de viagens que comprei na Saraiva -  por R$ 37,80 - não me ajudou em nada!

Em Paris há vários ônibus de turismo. Pegamos o Le Cars Rouge, por indicação de amigos. Custou (se me lembro bem) € 26,00 (euros), válidos para dois dias. O carro passa nos principais pontos turísticos de Paris (clique para baixar o mapa ao lado), você desce, pode ficar o tempo que quiser e esperar o próximo. No mesmo panfleto tem os horários. É super tranquilo, rápido e me senti à vontade. Vamos combinar que às vezes o chato de sair numa excursão é que você tem que seguir o horário regrado. O legal do ônibus é que tem um guia do roteiro, fone de ouvido e guia falado em sete idiomas.

No primeiro dia, demos uma volta completa, só tirando foto do deck do nosso ônibus. Para termos ideia do que viria e como seria o roteiro. Detalhe: voltamos na parte inferior, porque meu rosto estava quase congelado! rs

Depois da volta completa, continuamos até o primeiro ponto, descemos e... Já contei que meu francês basicamente se resume em Je ne parle pas français? Mas, como uma boa turista fui "estudar" e cheguei em Paris sabendo pedir taxi, a perguntar quanto custava e pedir a conta. 

É super tranquilo, praticamente todos falam inglês e pra melhorar nos pontos turísticos, pude falar portunhol (a velha mistura do português+espanhol) que os vendedores entendem. Mas se mesmo assim você ficar confusa e desesperada é só falar alto: Brasileiro aqui? Aposto que ao menos uns três pares de mãos irão levantar! Esbarrei com brasileiro em todos os lugares.  

No próximo post vou contar como foi a viagem para Londres. Decidi que PRECISAVA ir lá. Pesquisei bate e volta e fui. Ah, foi uma delícia andar de Eurostar. 

Beijos!

P.S.: O fundo do guia é o Moulin Rouge... aposto que todos conhecem pelo filme, com o lindo Ewan  ♥ . Então... era até próximo ao hotel, mas não fui :( Mais um motivo para retornar à Paris. :)


domingo, 29 de abril de 2012

Perdendo a bagagem em Paris

Por Natália Alexandre (www.menindadabahia.com.br)
*Especial para o Entre Embarques

Leia também: Paris (parte 1)

Continuando a série sobre a minha viagem para a belíssima Paris, o post de hoje é sobre o meu roteiro. Como só havia conseguido tirar 10 dias de férias, a viagem toda teria que durar 1 semana, sendo que 2 dias seriam de viagem. O trajeto Salvador-Madri-Paris durou aproximadamente 12 horas. Então reserve ao menos 1 dia para a viagem de ida e outro para a viagem de volta.

Entrei em vários sites, CVC, Mochileiros, Conexão Paris (olha a importância dos blogs! rsrs). Anotei todas as dicas possíveis: qual o melhor bairro para ficar, os restaurantes mais acessíveis, roteiros para poucos dias, etc e tal. Também comprei um guia de Paris na Saraiva. Acreditem, dinheiro perdido, não utilizei nem uma única vez!!!!

Segundo os sites, os bairros mais famosos que ficam próximos aos pontos turísticos são bons se você for apenas à Torre Eifel e Arco do Triunfo, por exemplo. Se você for jovem, como eu, tem os bairros boêmios, onde fica, por exemplo, o Moulin Rouge, mas são bairros um pouco perigosos, principalmente à noite, então a dica é ficar num bairro neutro, próximo aos pontos.

Fiquei num hotel em Gare du Nord e foi perfeito. Ele fica próximo à estação de mesmo nome. E era nessa estação que eu pegaria o EuroStar rumo à Londres. Fiz a reserva do hotel pelo Booking, que oferece descontos, os funcionários falavam espanhol e foram super atenciosos. Mas hoje quero focar na saída do Brasil.

Meu voo foi pela AirEuropa. O trajeto Salvador-Madri  foi ótimo, sem turbulência. Chegando em Madri meu medo: imigração. Sempre vemos na TV o quanto a imigração de lá é rigorosa e ferrenha com os brasileiros. Mas estava armada com todos os documentos exigidos - até mais! Não tinha muito o que temer, rs. 
Eles cobram um valor mínimo exigido por dia de permanência na Europa, exemplo 60 euros. Calculei e levei o dobro por dia, cartão de crédito internacional, comprovante de reserva de hotel, passagem de volta, carteira internacional de vacinação (que não era exigido, mas quis levar mesmo assim), roteiro do que eu faria (caso perguntassem). O atendente da imigração foi super simpático (era um gatinho!), me perguntou qual meu destino final, quantos dias ficaria em Paris, se havia reservado hotel. Eu respondi tudo e fui pegar o comprovante do hotel, ele disse que não precisava e carimbou meu passaporte (nem pediu para ver o dinheiro ou cartão de crédito), quando minha amiga de viagem foi passar, ele perguntou: está com ela? Ela disse sim, ele carimbou, sem maiores perguntas. 

Detalhe: Que frio em Madri!!!! Um sol lindo, típico do Nordeste Brasileiro, e um vento de gelar os ossos. Adorei o cenário! O vôo Madri-Paris, foi curto, algo em torno de 2 horas. Meu pesadelo começou no aeroporto em Paris: uma das minhas malas foi extraviada  (sim, levei três malas para passar uma semana), e como reclamar em francês? Não sei como, mas numa mistura de francês-inglês-espanhol-mímica consegui me fazer entender e reclamar. 

Soube que isso é bem corriqueiro e que logo minha mala chegaria e seria entregue no hotel. Realmente, dois dias antes da minha volta, devolveram no hotel, sem o lacre, e alguns pertences haviam sido furtados. Para sorte (ou azar) era a mala com material de higiene e sumiram coisas do tipo: perfume importado, óculos de sol que era de marca, hidratante... Tentei reclamar na volta do Brasil (não queria passar o sufoco de reclamar novamente com um francês pobre), mas não havia ninguém no guichê, do aeroporto em Salvador no horário que embarquei, não consegui reclamar no site e bem... deixei para lá!

No aeroporto em Paris, tinha “decorado” como chamaria um taxi para nos levar ao hotel. Nem precisou, lá tem as famosas shuffles (vans) e todos atendentes falam espanhol. Paguei o tranfer de ida e o de volta, eles foram super amáveis e no meu retorno chegaram no horário marcado no hotel. Detalhe: taxi só de ida custaria uns 80,00 Euros. Com a shuffles paguei 36,00 Euros de ida+ volta. Um must!

Conheci Paris à noite. Estava escura. Sombria. Fazia -1º. Pensei: Meu Deus, quero voltar pro aeroporto.

Bem, já escrevi demais, rs. Nos próximos  posts falarei dos dias, o que visitei e como foi o bate-volta em Londres.

Beijos!"


Dica da amiga Aline: Leia também o blog Sob O Céu de Paris, com um bocado de dicas sobre música francesa e outros assuntos, além do já citado pela Natália, o Conexão Paris. (:


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Embarque: Paris, França


Foto: Natália Alexandre / Especial para o EE
O Entre Embarques fica muito feliz quando recebe colaborações amigas. A minha prima linda, a Natália, fez uma viagem que eu gostaria muito de ter ido junto - mas (ainda) não deu - ela foi para Paris, na França (chique, né?). Então, aproveitando a oportunidade, pedi para que ela colaborasse com o EE e contasse como foi a experiência. Eu amei o relato. Bem didático e informativo, além de tornar esse destino - sonho de tantos - bem mais real e perto da possibilidade de muitos. 


"Olá pessoal,

Natália em Paris (:
Sou Natália (Menina da Bahia), prima de Aline, idealizadora desse blog.

Recentemente fiz a viagem dos meus sonhos. Passei uma semana em Paris e vou compartilhar um pouquinho do que vi/fiz com vocês. Espero que gostem!

Primeiro, a escolha do roteiro:

A última vez que saí de férias foi em 2008 e esse ano resolvi pedir ao menos 10 dias. Precisava descansar. Chefinho liberou! Uma amiga também estava querendo viajar, para Cancun, nadar com golfinhos e eu topei.

Na hora de verificar as passagens vimos que nessa época, carnaval, Cancun está impraticável – a menos que você peque uma promoção. O preço da passagem era superior a uma para Europa, então pensei, porque não Paris? Quero conhecer Paris desde... desde sempre. Consegui contagiar minha amiga com meu entusiasmo e depois de uns dias planejando o roteiro compramos as passagens.


Dicas:

1. Por agência de viagens é mais seguro, mas também bem mais caro. Optamos por comprar as passagens e hotel pela net.

2. Para comprar as passagens, sugiro seguir o site Melhores Destinos, se cadastre para receber newsletters. Ela são preciosas, eles sempre avisam quando as passagens estão baratas.

3. Para o hotel recomendo o Booking, sempre utilizo nas minhas viagens e nunca tive problemas. O Booking tem um preço especial, com desconto. É fácil e tranqüilo fazer a reserva por lá.

4. E por último, mas não menos importante: NUNCA pense: vai ser caro, nunca vou conseguir fazer a viagem dos meus sonhos. Não existe coisa pior do que negatividade. Se você pensar assim, realmente é capaz de não sair do lugar.


No próximo post vou contar um pouquinho sobre o roteiro, sobre o fato de ir pra França apenas sabendo falar Bonjour e sobre a imigração."

Au Revoir!