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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Visitando Montmartre, lar da boemia de Paris

Charmoso e boêmio. Assim poderia ser definido o bairro parisiense de Montmartre em uma descrição restrita a apenas duas palavras. Mas é fato que adjetivos não faltam para descrever a região do 18º arrondisement: aconchegante, romântico, nostálgico ou simplesmente lindo. Visitar esse bairro, que é extremamente turístico, é como dar um verdadeiro mergulho no tempo, vivenciando uma Paris idealizada, tal como a vemos nos filmes.

É claro que na realidade nem tudo são flores. Paris é uma cidade enorme, com problemas tal como todas as grandes cidades mundiais, mas Montmartre guarda um quê de passado, que encanta qualquer visitante. Com suas ruelas e casarios, o bairro tem muitas opções para compras, turismo e gastronomia. É uma região obrigatória para quem está de passagem pela Cidade-Luz.

Panorama de Montmartre, tirado na Place Dalida. (Foto: Milton Raulino / EE)

Montmartre fica numa região mais afastada do Centro, portanto é preciso pegar algum transporte para chegar até lá. Descendo na estação Blanche do metrô, na Boulevard de Clichy, nos deparamos logo com um dos famosos cabarets franceses: o Moulin Rouge. Lá acontecem espetáculos musicais no estilo cabaré, famosos na cidade e no mundo. Aquela área, chamada Pigalle, é muito conhecida pela movimentação noturna, abrigando há anos sex shops e casas de show erótico. É uma área mais ríspida, humilde e mal cuidada da cidade. Se não foi assistir nenhum espetáculo, recomendo uma passagem lá, mas nada muito demorado.

Para os que gostam de ir direto ao ponto, para chegar logo a Montmartre, recomendo descer na estação Abbesses. A região é a mais alta de Paris e se situa bem sobre uma colina; assim, prepare-se para subir as ladeiras em paralelepípedo, que já serão um convite para conhecer a localidade. Para não cansar, faça o passeio sem pressa, observando as lojas, os cafés e os casarios antigos. Há muitas coisas interessantes para se ver.

Le Moulin Rouge, um dos mais famosos cabarés de Paris (Foto: Milton Raulino / EE)

Na Rue des Abbesses, próxima à estação, já se encontra um dos principais monumentos da região, o Murs des Je T'aimes. Trata-se de uma grande parede com várias inscrições de amor em diferentes idiomas. Seguindo a rua sentido oeste chegamos a Rue Lepic - é lá que estão o Café des Deux Moulin, no qual foram filmadas cenas do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulin", e o restaurante Moulin de la Galette. Vale lembrar que Montmartre, nos séculos XXVIII e XIX, era a região dos moinhos. O Moulin de la Galette é um dos poucos estabelecimentos que preservaram essa característica arquitetônica, o que por si só já se torna um atrativo.

Seguindo a rua, à leste, subiremos naturalmente o bairro até a região mais alta, que é a da Basílica do Sagrado Coração (Sacré Coeur). Na minha opinião é a igreja mais bonita de Paris e deve ser visitada de qualquer forma. É a principal atração do bairro e pode ser vista de quase toda a cidade, ao longe. Por isso, ao se aproximar dela, as ruas passarão a ter mais atrações, como restaurantes, bares, cafés e lojas diversas. É uma excelente opção para se comprar lembrancinhas em Paris, embora os preços não sejam os mais em conta.

Café Des Deux Moulins, em cena de Amélie Poulain (à esquerda), e o Moulin de la Galette (Foto: Milton Raulino / EE)

Antes de chegar à Sacré Coeur, há outros pontos que valem ser lembrados. Seguindo pela Lepic, chegaremos à Rue Norvins, que nos encaminha a Place du Tertre. É um dos lugares mais animados de Montmartre, mais conhecida como a praça dos artistas. Ali, a boemia corre solta; funcionam muitos ateliês e os artistas ficam na praça pintando quadros e fazendo caricaturas dos turistas. Pelos arredores muitos bares abertos e músicos arriscam no acordeão, dando a trilha sonora francesa perfeita para o passeio. Outros pontos interessantes do entorno é o Espaço Dalí, dedicado ao pintor surrealista Salvador Dalí, e o Museu de Montmartre, que honra o bairro com exposições interessantes.

Mais adiante chegamos à Sacre Coeur e, em frente as suas escadarias, temos a vista mais bonita da cidade. Cheguei a tempo de pegar um lindo por do sol. Como fazia bom tempo, muita gente lotava as escadas apenas para curtir a paisagem. Uma vez lá em cima, impossível não querer entrar no templo, que é muito bonito. Pode-se visitar a área comum gratuitamente; já o domo da catedral tem acesso pago pela lateral da basílica.

Boemia e agito noturno na Place du Tertre (Foto: Milton Raulino / EE)

E depois da jornada pelas ladeiras, nada melhor do que um jantar para reforçar as energias. Há muitas opções por ali, todas muito interessantes. Fica a seu gosto. Descendo as escadarias, chegamos à Funiculaire de Montmartre - uma espécie de trenzinho, usado para subir e descer da Sacré Coeur, para quem não tem pique para os degraus e ladeiras. Recomendo para quem tem pouco tempo ou tem dificuldades de locomoção.

O caminho da Funiculaire pode ser feito a pé por escadas. Essa é a principal região de chegada e saída da Sacré Coeur, com acesso direto à estação do metrô Anvers. É o trecho mais curto para se chegar à igreja, embora seja um dos mais íngremes. Por isso que recomendo uma subida mais leve, por ladeiras mais suaves. É possível curtir as atrações do bairro e subir a região sem nem notar. É mais divertido e menos cansativo.

Basílica do Sacré Coeur, no ponto mais alto da cidade, tem vista para boa parte de Paris (Foto: Milton Raulino / EE)

Para tomar esse caminho, recomendo bastante atenção, principalmente à noite. Por ser o principal acesso, há muitos turistas passando por ali e pessoas mal intencionadas tentando enrolá-los. Na saída, voltei pelas escadarias e fui abordado por dois rapazes que me intimidaram, tentando amarrar uma pulseira no meu braço. Já havia ouvido falar desse golpe, pelo qual eles tentam lhe cobrar pela bijuteria. Não caia na conversa deles! O segredo é seguir em frente e não dar atenção, principalmente se estiver sozinho, como eu estava.

Episódios como esse mostram como a boemia e as aventuras noturnas têm seus perigos, e requerem atenção dos curtidores, seja em que país for. Há muitos hotéis e albergues em Montmartre, e essas dicas valem também para quem se hospedar por ali. Se possível, evite sair à noite, chegar tarde demais e andar pelas ruas sozinho. De resto, basta ter atenção e curtir o melhor que o bairro pode lhe oferecer.

➲ SERVIÇO:
Basilique du Sacré Coeur
Rue du Chevalier de la Barre, nº 35, Paris - França
Aberta diariamente, das 6h às 22h30. Entrada Gratuita.
Acesso às torres: das 8h30 às 20h. (de maio a setembro), e das 9h às 17h (de outubro a abril).
Mais informações: http://www.sacre-coeur-montmartre.com/

Museu de Montmartre e os jardins de Renoir
Rue Cortot, nº 12, Paris - França
Aberto diariamente, das 10h às 18h. Valor para entrada comum: € 9,50.
Mais informações: http://www.museedemontmartre.fr/

Espace Dalí
Rue Poulbot, nº 11, Paris - França
Aberto diariamente, das 10h às 18h. Entre julho e agosto, fechamento às 20h. Tarifa comum: € 11,50.
Mais informações: http://daliparis.com/fr/

Cabaret Moulin Rouge
Boulevard de Clichy, n 82, Paris - França
Horário de visitação sujeito à programação da casa, disponível em: http://www.moulinrouge.fr/.

✈ Leia também:
Paris a pé: de Notre Dame ao Jardim de Luxemburgo
Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense
Como é o passeio de barco no Rio Sena?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense

Depois de quase um dia e meio em Paris, já familiarizado com o movimento local, me sentia preparado o suficiente para visitar o principal cartão-postal da Cidade-Luz: a Torre Eiffel. O monumento símbolo da França é um dos mais disputados para visitação. Sem dúvidas é a atração queridinha de todos os turistas, por isso é preciso paciência e disposição para curtir este passeio. 

Decidi não visitá-la logo a princípio, tentando bolar uma estratégia de deixar o melhor para o fim. Era uma manhã ensolarada quando desci de metrô no Trocadéro e já me senti impactado quando vi a cena. Os jardins do palácio formavam uma cena incrível com as margens do Sena, a Torre e aquele imenso céu azul. Apesar da animação, não me apressei em subir; resolvi contemplar o monumento do chão, andar pelo Campo de Marte, pelos arredores.

Após um dia de andanças, voltei à noite para ver a Eiffel iluminada. Um espetáculo! Tal com de dia, muita gente se aglomerava nas filas para subir e ver a cidade do alto. A torre é incrivelmente grande - mais do que eu imaginava - e bonita. Sem dúvidas, é um ponto de parada obrigatório para quem está pela primeira vez em Paris.

A Torre Eiffel de dia e à noite, vista do Palais de Chaillot, no Trocadéro (Fotos: Milton Raulino / EE)

Decidi encará-la no dia seguinte, pela manhã, pois durante o dia é melhor de se ver a cidade. Acordei o mais cedo que pude dentro da minha condição de disposição de mochileiro. Cheguei às 9h50, apenas vinte minutos depois de abrir os portões e, para meu governo, não tive surpresas: já havia filas. Bem menores do que durante a tarde e à noite, mas havia. Escolhi a menor, porque não pretendia ficar o dia todo lá, e desejei-me boa sorte.

A torre possui quatro pés, todos eles com acesso para subir. Nos dias que estive lá, apenas três estavam funcionando, duas com elevador e uma com escadarias. Como não estava disposto a passar o dia inteiro lá, escolhi a fila que estava menor, que era a para as escadas. Após esperar cerca de meia hora, comecei a subida. Fazer o percurso a pé tem lá suas vantagens: a espera na fila é menor, o ingresso é mais barato (paguei 5 euros) e, ao longo do caminho, há patamares com placas contando a história da criação do monumento e de seu criador. Não é tão mau negócio assim. 


Filas e mais filas. Vai encarar? (Fotos: Milton Raulino / EE)

No primeiro andar da torre temos uma grande área na qual se pode contemplar a vista, que é linda. O local passou por reformas e recentemente inaugurou novas instalações, como uma espécie de museu, mostrando em números a grandiosidade da Torre e de outros monumentos do mundo, e um piso de vidro onde os turistas têm a impressão de flutuar sobre o chão lá embaixo.

O meu ticket dava acesso a subir até o segundo andar da torre, Após mais escadas, cheguei até ele. O espaço é mais reduzido e mais disputado; o visual é tão lindo quanto. Falando em estrutura, enquanto o primeiro andar é maior e tem grades de proteção em toda sua extensão, o segundo possui uma espécie de sacada que lhe permite ver a vista sem obstáculos. Exceto pelas muitas pessoas querendo tirar foto e apreciar a vista.


Campo de Marte (à direita) e Paris vistos do primeiro andar da Torre (Foto: Milton Raulino / EE)

Em lugares assim apertados e cheios é onde também moram alguns perigos. Felizmente ou não, Paris é uma cidade conhecida e apreciada no mundo todo, atraindo pessoas de todas as partes. Devido a isso, é comum haver furtos em regiões turísticas muito lotadas. A dica é manter seus pertences muito bem guardados, próximos ao corpo, e ao alcance da vista. Mesmo assim, por pouco não fui uma vítima. Enquanto tentava tirar fotos no rebuliço de gente indo, vindo e esbarrando em mim, abriram minha bolsa. Sorte que percebi a movimentação antes que tivessem levado algo.

É  uma pena, mas fatos assim são comuns onde há muitos turistas. Os batedores de carteira estão em busca de pessoas distraídas; basta ficar atento e tudo dará certo. O bom é tomar cuidado em toda a região da Torre. No térreo, há sempre pessoas lhe abordando pedindo para assinar petições ou querendo pregar truques. Recomendo nem mesmo interagir com essas pessoas; mantenha seus pertences junto a você, seguros, e siga seu trajeto sem dar atenção.

Devido ao episódio, dei por encerrada minha jornada no segundo patamar. Era possível subir até o topo da torre, o terceiro e último andar. Mas para isso, teria que comprar outro ticket e encarar mais duas filas, uma para comprar e outra para subir. No fim das contas, seria a mesma vista de outro ângulo. Dei preferência então a economizar no tempo para outras atividades.

Área do Palais de Chaillot (ao centro) e o Rio Sena vistos do segundo andar da Torre. (Foto: Milton Raulino / EE)

Antes ou depois de descer, não deixe de ir ao Campo de Marte, que é uma área bonita para se sentar na grama, fazer um lanche e apreciar a Torre. Caso vá retornar de metrô, a região do Trocadéro também é interessante para um passeio mais atento. O edifício do Palais de Chaillot abriga o Museu Nacional da Marinha e um ambiente dedicado à arquitetura e ao patrimônio urbanístico de Paris. Em volta da praça Trocadéro, muitos restaurantes e bares charmosos são um convite para um jantar ou almoço na localidade.

Achei o passeio na Eiffel bem bacana, mas nada exatamente extraordinário. É um bonito monumento que, apesar de proporcionar uma bela vista, acredito que seja mais bonito de ser admirado ao longe. É a mesma opinião que tenho sobre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro: particularmente, gosto mais de observá-lo do que estar lá no alto. Mas isso vai de cada um, é claro. Mas, independentemente disso, a Torre Eiffel é incrível, e por isso é e será sempre a vedete do turismo preferida da França.

➲ SERVIÇO:
Torre Eiffel
Avenue Anatole France, nº 5, Paris, França
Aberta todos os dias. De junho a setembro, das 9h à 0h. No restante do ano, das 9h30 às 23h.
Como chegar: Estação Trocadéro (Linhas 6 e 9 do Metrô)
Website: http://www.toureiffel.paris/

✈ Leia também:
Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris
Como é o passeio de barco no Rio Sena?
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris


 Rio Sena à noite, em Paris. (Foto: Milton Raulino / EE) 

Para mim, estar na França era um mito; uma mistura de realização pessoal com sonho de consumo. Não sei como explicar, mas, desde os 19 anos, me aventuro pela cultura francesa, graças à santa Internet: paisagens, linguagens, música, gastronomia... Tudo ali me encantava. Resolvi, portanto, que, na minha primeira viagem à Europa, Paris seria o destino certeiro – E foi. Fiquei cinco dias na capital da França, estadia que, apesar de curta, me fez sair do platonismo e aprender a gostar de Paris tal como ela é, com suas qualidades e defeitos.

Cheguei à Cidade-Luz depois de 9 horas de avião e 3 de trem, já de noite. Tratei de chegar logo ao hostel para fazer check-in e cair na rua para ver a cidade cintilar. Jantei um crepe no bairro Le Marais, conhecido por ser um bairro jovem, de vida noturna animada, e caminhei um pouco para ver o movimento. Neste passeio, tive o primeiro contato com os monumentos da capital. Por toda parte, construções baixas e de arquitetura antiga totalmente preservadas denunciavam que a história está imortalizada. Por instantes, eu também podia fazer parte daquilo que, pra mim, só era concreto nos livros.

Ópera Garnier de Paris (à esquerda) e fachada do Teatro Olympia (Fotos: Milton Raulino / EE)

Passei pelo Hôtel de Ville – edifício que abriga a prefeitura de Paris, na frente do qual acontecia um protesto. Apesar do ambiente hostil, muitas pessoas caminhando e aproveitando a noite, que estava estrelada e agradável. Um frio sereno embalava a noite. Caminhei ao longo do Sena, passei pela Pont des Arts – a famosa ponte dos cadeados – e cheguei ao suntuoso Louvre. Ao longe, se via o topo da Torre Eiffel brilhando.

No dia seguinte, resolvi explorar melhor a região com o dia claro. Comecei pela linda região da Ópera Garnier, prédio da Academia Nacional de Música. Passei pelo famoso teatro Olympia – music hall de renome - e pela Place Vendôme até chegar ao Jardin des Tuileries. Fazia sol e muitas pessoas estavam aproveitando o dia ao ar livre: fazendo cooper, relaxando nas cadeiras à beira dos pequenos lagos e fontes do jardim, ou apenas passeando. É engraçado notar que, nos países onde há estações bem definidas, as pessoas dão muito valor ao sol e fazem questão de aproveitá-lo quando os dias frios estão por vir. Afinal, como as árvores já anunciavam, o outono havia chegado.

Cenas de uma tarde de sol no Jardin des Tuileries (Fotos: Milton Raulino / EE)

A região é bastante agradável e vale passeio lento, sem pressa. De uma ponta, tem-se acesso ao pátio do Louvre; do outro, o Obelisco, na Place de la Concorde, dá início à Champs-Elysées. Depois de explorar o parque, andei por toda a extensão da avenida, passando por dois museus importantes, o Grand e o Petit Palais, até chegar ao meu objetivo do dia: visitar o Arco do Triunfo, um dos dois principais ícones da França.

A entrada é fácil, através de um túnel por debaixo da larga rotatória de veículos que circunda o monumento. Essa é a única forma de atravessar, já que não há semáforos no local. No próprio túnel, uma movimentação já indica os guichês de compra do bilhete, pelo qual paguei € 9,50. Esse é o ticket para um adulto, mas tarifas diferentes para estudantes e grupos, por exemplo.

O Arco do Triunfo, símbolo francês da vitória (Foto: Milton Raulino / EE)

Na realidade, o acesso à praça Charles de Gaulle, onde fica o Arco, é gratuita. Pode-se observar os ricos entalhes de perto sem pagar nada. Em volta do monumento, que é o símbolo da vitória para os franceses, há placas que homenageiam a participação da França em guerras, combates e episódios históricos que marcaram o país.

O ingresso só é necessário para quem quer subir no Arco. É aí que se precisa de disposição para encarar alguns (vários) degraus. No caminho, há um pavimento com uma pequena galeria contando a história do monumento, mas a verdadeira recompensa está no topo, ao ar livre. De lá, tem-se uma linda vista da cidade em 360 graus. Vale o esforço em cada degrau.

E quem disse que eu queria ir embora? Fiquei durante muito tempo admirando aquela linda tarde de sol parisiense. Ali, meu sonho se realizava; me sentia abençoado, grato, e meu coração batia feliz. Até podia ouvir, na minha mente, Edith Piaf cantando a canção Sous le Ciel de Paris (Sob o Céu de Paris). Foi inesquecível. Que maravilha era estar sob aquele céu!
Sob o céu de Paris! (Foto: Milton Raulino / EE)

➲ SERVIÇO:
Arco do Triunfo
Praça Charles de Gaulle, S/N, Paris - França
Aberto todos os dias: de abril a setembro, das 10h às 23h; de outubro a março, 10h às 22h30.
Como chegar: Estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile (Linha 1 - Amarela)

Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias)
Rue de Rivoli, 113, Paris - França
Aberto regularmente de março a maio, das 7h às 21h; de junho a agosto, das 7h às 23h; no mês de setembro, das 7h às 21h; de outubro a abril, das 7h30 às 19h30.
Como chegar: Estação de metrô Tuileries (Linha 1 - Amarela)
Entrada Gratuita.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uma manhã na pequena grande Frankfurt

Primeiro contato com a Europa: Frankfurt, Alemanha (Foto: Milton Raulino / EE)

Após nove horas no voo, chego a Frankfurt. A cidade alemã foi o ponto de partida da minha aventura entre outubro e novembro de 2014, que englobou Paris, Londres, Amsterdã, Berlim, Colônia e Aachen (estas últimas cidades também alemãs, onde encontraria amigos brasileiros que estão morando pelas bandas de lá). A estadia de apenas uma manhã na cidade, antes de pegar um trem para Paris, me encantou e deixou um gostinho de quero mais.  

Frankfurt é uma pequena grande cidade. Trata-se de uma cosmopolita em tamanho ínfimo, se comparada às cidades desenvolvidas da Europa. Ela abriga um grande centro econômico-financeiro e um dos aeroportos mais movimentados do continente, recebendo voos de todo mundo. Devido a esse fluxo intenso, muitas pessoas, como eu, têm períodos curtos de estadia em Frankfurt e se perguntam: será que há atrações interessantes para se conhecer nesta cidade?

A resposta é sim. Se você dispor de ao menos um turno inteiro, cerca de cinco horas, em Frankfurt, é possível dar uma volta e conhecer coisas bem legais na cidade. Cheguei lá bem cedo, já com um bilhete de trem para Paris, com embarque no começo da tarde. Guardei minha mala na estação de trem e fui passear. A volta me encantou e me proporcionou o primeiro contato com a cultura europeia.

Apesar do movimento, a cidade é silenciosa, tranquila é agradável. Ela congrega bem o moderno e antigo: de um lado, arranha-céus envidraçados, sedes do Euro; mais algumas ruas adiante, edifícios históricos formam a Altstadt, a região antiga da cidade. Casas típicas da arquitetura alemã e igrejas compõem um lindo visual que pode ser percorrido todo a pé.   

Imagens da Altstadt, centro antigo de Frankfurt (Fotos: Milton Raulino / EE)

Me chamou atenção também o grande calçadão Zeil, onde se concentra o comércio local. Muitas lojas de vestuário, calçados, perfumes, maquiagem, restaurantes, lanchonetes, lembrancinhas... Tem de tudo um pouco. O shopping center MyZeil rouba a cena local com seu design moderno e arrojado: a fachada do centro de compras é toda feita de vidro trabalhado, o que forma uma arquitetura bem interessante. Sem dúvidas é uma opção válida para se comprar ou ver as novidades.

A região do Zeil é bem agradável, tem muitas árvores, bancos e bicicletas. Também havia muitos locais para comer e beber ao ar livre – são os chamados biergarten ou, em bom português, jardim da cerveja. É o local onde o pessoal se reúne para conversar, beber uma cerveja e se distrair em meio à loucura da rotina. Os biergaten de verdade são em locais mais arborizados, o que traz as pessoas mais pra perto da natureza. Mas também há alguns dentro da cidade. A manhã daquela quarta-feira, 29 de outubro, estava fria e, em horário comercial, não havia muita gente desfrutando das mesinhas, exceto eu e algumas poucas pessoas.

Cena do calçadão Zeil (à esquerda) e fachada do shopping MyZeil (Fotos: Milton Raulino)

A cidade ainda oferece mais opções turísticas. O zoológico de Frankfurt, por exemplo, é bem falado e avaliado por quem o conhece. Há também museus, como a casa em que nasceu o escritor Goethe. Para quem tem mais tempo pode ainda embarcar num ônibus turístico para dar uma volta rápida na cidade e ver as atrações e monumentos com a orientação de guias turísticos.

Se você tiver estiver de passagem por Frankfurt, não deixe de circular e ver um pouco dela. Mas a lembre-se que a cidade é pequena. Dois dias são o suficiente para passear por lá. Para mim, o tempo passou voando. Quando vi, já era hora de voltar à estação para encontrar e pegar meu trem. Apesar de breve, o passeio valeu a pena. Obrigado pela companhia, Frankfurt, nos encontramos mais noutra oportunidade. Agora, Paris me aguarda!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Voando pela Condor: como é o voo direto do Recife para a Alemanha?


A primeira viagem ao exterior a gente não esquece. Entre outubro e novembro de 2014, fiz a minha primeira viagem internacional: um tour de 20 dias pela Europa, passando por quatro países - França, Inglaterra, Holanda e Alemanha. Fui só, de mente e coração abertos, com fome e sede de tudo. O resultado foi uma das melhores experiências da minha vida, a qual compartilho aqui numa série de postagens.


Voei do Recife até Frankfurt, na Alemanha, onda iniciei minha aventura. Até então, estava acostumado apenas aos voos domésticos no Brasil, pela Tam ou Gol. Como encarar quase dez horas seguidas dentro de um avião? E como seria estar numa companhia aérea, até então, desconhecida para mim? A ansiedade era grande! Minhas perguntas foram respondidas no dia 28 de outubro, data em que embarquei na viagem. Gostei muito da experiência com a Condor, que tem aeronaves confortáveis e oferecem um ótimo serviço por tarifas atraentes.

Na ida, durante a noite, foi tudo minuciosamente exemplar. A primeira impressão me marcou muito: o avião era grande e espaçoso. Recebemos um kit de uma sacola de pano com protetores auriculares, máscara de dormir, fones de ouvido, um par de meias, escova e pasta de dente. As poltronas eram bastante confortáveis; esperando por nós, sobre elas, um pequeno travesseiro e um cobertor. O espaço entre os assentos era bem satisfatório. Na traseira da poltrona à frente, uma pequena TV trazia opções de filmes, séries, músicas e um mapa interativo com informações sobre a viagem.

Interior da aeronave da Condor, durante voo Recife-Frankfurt (Foto: Milton Raulino / EE)

Na volta, pela manhã, não recebemos o kit, mas o atendimento foi igualmente exemplar. No começo, estranhei a comunicação. Por ser uma companhia alemã, o principal idioma dos avisos e da abordagem do staff é toda em alemão. Mas todos falam inglês e são solícitos em ajudar no que for preciso.

Os voos de ida e de volta foram muito tranquilos; não tivemos turbulências, apenas balanços muito leves. Assisti dois filmes e fui aproveitando o serviço de bordo, que ofereceu refeições bem preparadas. Na ida, jantar e café da manhã; na volta, café e almoço; além de servirem água, chá, refrigerante e suco de tempos em tempos. As comidas, bem no estilo alemão, não são exatamente deliciosas; são bem apresentadas e boas basicamente para se matar a fome - afinal, é o que interessa. Tudo o que é servido é gratuito, exceto bebidas alcoólicas e cigarros - não que se possa fumar a bordo, mas, sim, eles vendem cigarros -, comercializados à parte.

Como acontece em toda viagem, a volta é sempre mais demorada, pois já estamos mais cansados e queremos chegar logo em casa. As novidades e a empolgação da ida fizeram o tempo do voo correr depressa. Depois de me familiarizar com todo o ambiente, adormeci e, para minha surpresa, acordei com o dia já claro. Espiei pela janela e me deparei com um lindo cartão de boas-vindas – eram os Alpes anunciando que já chegávamos ao velho continente e logo aterrissaríamos.

E não é que tudo isso era realidade mesmo? Não cabia em mim de tanta felicidade: eu havia chegado! 

Os Alpes: saudação de boas-vindas na chegada à Europa (Foto: Milton Raulino / EE)


✈ Continua...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Livro: Histórias de quem ama viajar para quem deseja viajar


A editora Mol lança, nesta quinta-feira (21), um livro para quem é apaixonado por viagem. "Eu amo viajar - 50 histórias para quem gostar de explorar o Brasil e o mundo" reúne causos, fotos e dicas de viagem de brasileiros que amam se aventurar por aí afora. O lançamento será na livraria Fnac, em Pinheiros, São Paulo, às 19h30. 

Em 98 páginas, blogueiros, turismólogos, jornalistas e viajantes experientes dão dicas que falam desde o minuto de escolher o destino, até o momento de arrumar a bagagem. E para fugir do estilo "guia de turismo" os convidados narraram suas experiências pessoais e também presentearam o leitor com dicas indispensáveis para evitar ciladas na viagem. Quem conta uma das histórias é o fotojornalista Valdemir Cunha, 47 anos, que já passou a casinha dos 80 países visitados. 

Leia um trecho do livro: 

“Como fotógrafo de revistas de turismo, Valdemir já viajou para mais de 80 países. Mergulhou nas Ilhas Maldivas, perdeu-se pela arquitetura de Veneza, trabalhou embalado por música cubana em Havana. Em Paris, sua paisagem urbana favorita, ele já esteve mais de 50 vezes. Mas a rotina não é para qualquer um: Valdemir passa ao menos 15 dias por mês longe de casa. E a busca pelos melhores ângulos começa muito antes do instante do clique: ‘Primeiro eu pesquiso livros, filmes e artistas plásticos do destino, para entender sua cultura. Sem isso, as boas imagens passam batido’, diz.”

Eu Amo Viajar é todo ilustrado por Mariana Cagnin, que trabalhou com carinho cada ícone de página e todos os demais detalhes visuais. Além da ilustradora, mais de 40 profissionais, entre jornalistas, fotógrafos, produtores e designers de todo o país trabalharam no livro.

A publicação é a segunda obra da coleção Eu Amo, que traz perfis de brasileiros que compartilham uma mesma paixão. Outro título que também está à venda é o livro Eu Amo Bike. O lançamento é nesta semana, mas o livro já está à venda nas principais livrarias do país, e também na página de divulgação do produto, no Facebook. Aliás, a fanpage traz um monte de curiosidades e artigos sobre viagens.

Na ocasião do lançamento, autores e entrevistados estarão prestigiando o evento e poderão autografar os exemplares. Além disso, haverá entrega de brindes e presentes exclusivos para quem adquirir o livro durante o evento. Parte do dinheiro arrecadado com a venda dos livros será doado para as ONGs Garupa e Instituto Cooperação Econômica Internacional (Icei). Ambas trabalham em projetos que incentivam o turismo sustentável. 

AS ONGs

A Garupa foi criada em 2013, e atua em todo o Brasil conectando pequenos empreendedores que tenham projetos de turismo sustentável com pessoas que gostariam de financiar essas iniciativas, tornando-as reais. Já o Icei atua, desde 2003, nos estados de Pernambuco e no Amazonas, promovendo projetos de valorização da identidade cultural e preservação da cultura popular, além de defender as causas do ecoturismo e da conservação ambiental na Amazônia. 


➲ SERVIÇO:
“Eu Amo Viajar – 50 Histórias de Quem Ama Explorar o Brasil e o Mundo”
Autor: Vários| Faria, Roberta (organizadora)
Editora: MOL
Páginas: 98
Preço: R$ 39


✈ A sugestão eu recebi da Editora MOL.

sábado, 26 de julho de 2014

A força de quem pesca para levar o camarão à sua mesa


Sabe aquelas delícias do mar que chegam com fartura na mesa da sua casa? Camarão, lagosta, peixe, caranguejo... tudo o que é transformado em pratos finos e vendido em bares e restaurantes por uma pequena fortuna. Mas, antes de se tornarem deliciosos quitutes, tudo isso passa pelas mãos de homens comuns, pescadores que atravessam o mar e passam pelo menos 15 dias lançando e puxando as redes de pesca, em busca dos frutos que vão levar o sustento para a as suas próprias casas.

Em Barra do Sirinhaém, Thiago Pescado, como é conhecido na região, é um desses braços fortes que, ao ancorar em terra, esvazia os baldes de peixe, limpa tudo, e vai vender de casa em casa para os fregueses. Por mês, diz que chega a tirar por volta de R$700 com 15 dias de pesca. “A parte mais difícil é quando pega temporada ruim, como tempo de chuva. Mas em época boa a gente ganha o trocado da gente”, diz Pescado, ressaltando que o dinheiro pode não ser muito, mas ele tem orgulho de dizer que é o trabalho que sustenta a família. 

Pescadores em Barra do Sirinhaém


Em alto mar, cinco homens dividem as tarefas, o mestre, que é geralmente o mais experiente, e os outros quatro são pescadores. Thiago Pescado é o proeiro, ou seja, aquela pessoa responsável por despescar (puxar) a rede. Eles viajam em um barco simples, geralmente de 9 ou 12 metros, mas existem embarcações de até 100 metros, segundo Thiago. Aliás, para quem quiser fazer passeio até a Ilha de Santo Aleixo, eles também alugam os barcos.

Da orla até o local da pesca são horas de viagem. Depois da Ilha, eles ainda seguem por 3h mar adentro. Ali, dormem e trabalham por mais de 10 noites, longe de suas casas e das famílias. De acordo com o pescador, o horário mais arriscado é durante a noite, quando passam os grandes navios e o pequeno barco deles pode não ser visto pelos outros navegantes. “Esse é o maior perigo de acidente. Se eles não virem nosso barco podem passar por cima da gente e aí acontece o pior”, conta. Apesar de já ter havido um acidente, eles não são tão frequentes. “Já aconteceu de dois mergulhadores serem atingidos por um navio, que partiu o barco ao meio. Um deles morreu no acidente”, conta Pescado.













Thiago mostra a lagosta de 2,5 kg

Quando chegam do mar, os homens começam a segunda parte do trabalho. Thiago, então, carrega a cestinha da bicicleta com camarões, lagosta, e diversos frutos do mar, e vai vender na cidade. Ali, a clientela é fixa. Tem gente de todo tipo, que compra mais e outros menos. A lagosta grande, que chega a pesar 2,5kg ele vende a R$70. Camarão sai a R$35 o quilo. A variedade de coisas que o pescador traz é tanta, que você se perde até no que vai escolher. Mas, se comprar bastante, ele ainda faz um bom preço.

O mais interessante dessa história de comprar na porta de casa é que a gente vê o que vai comer antes de colocar na panela, e tempera do jeitinho que quiser em casa - com a garantia de que vai sair tudo limpinho. Pergunto o segredo de Thiago pescar tanta coisa boa... e ele diz que não conta! Mas, se quiser experimentar tudo, é só ligar pra ele.



Camarão impressionante de 11cm. Ótimo pra fazer espetinho





➲ Thiago Pescado
Barra do Sirinhaém
(81) 9334.9578.

✈ Leia também:

ESPECIAL: Conheça Barra do Sirinhaém, PE ;
Como é o passeio de catamarã até a praia dos Carneiros ;


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cristo Redentor entre os melhores pontos turísticos do mundo

Foto: Milton Raulino / EE


O Cristo Redentor e o Parque do Ibirapuera estão entre os 25 principais pontos turísticos do mundo inteiro, segundo o ranking do Traveller's Choice, do site TripAdvisor, que classificou as atrações mais bem avaliadas em 2014, de acordo com a preferência dos próprios viajantes. A atração carioca ocupa o 22° lugar da lista, quando o assunto são os pontos de referência, e o parque paulista ficou na 8ª posição na lista dos parques mais bem avaliados.

São mais de 10.800 avaliações de usuários para o Cristo Redentor, exaltando a vista privilegiada do ponto turístico mais famoso do Rio de Janeiro que, ainda segundo o levantamento, é a terceira cidade que tem as atrações mais bem avaliadas do planeta. A capital brasileira só perde para as cidades de São Petersbusgo, na Rússia, e Israel, em Jerusalém.

Foram premiados pelo Traveller's Choice 2014, 929 destinos em diversas categorias no total. Dos 50 vencedores na América do Sul, 10 atrações e 17 parques ficam no Brasil, e estão localizados nos estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

➲ Confira o ranking completo dos melhores pontos turísticos do mundo, segundo o TripAdvisor, clicando aqui.

domingo, 29 de junho de 2014

Turismo e tecnologia em pauta na Campus Party Recife

Foto: Divulgação


O maior evento de tecnologia, internet e entretenimento eletrônico do mundo, a Campus Party, vai acampar no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, de 23 a 27 de julho, em sua 3° edição regional. Das 4 mil vagas disponibilizadas para os campuseiros, mais de 3500 já foram vendidas. Por isso, quem quiser participar, precisa se apressar em quebrar o porquinho para garantir a entrada, porque o grande dia está chegando. Os ingressos para a #CPRecife3 custam R$200 e valem para todos os dias de evento. 

A programação é extensa e terá debates que vão desde questões como o desenvolvimento da robótica e biotecnologia, até o fim dos endereços Internet Protocol version 4 (IPv4), mas também traz discussões sobre questões sociais como a inclusão dos games educativos, acessibilidade digital e empreendedorismo. Para os interessados em cultura digital, a agenda da #CPRecife3 vai trazer palestras sobre cultura pop e o universo geek, quadrinho nacional e como as mídias sociais transformaram o modo de viajar.

A discussão que o evento irá trazer em uma de suas paletras sobre o universo do turismo vem em um momento muito oportuno. Segundo pesquisa do Ministério do Turismo (MTur), a cada hora, são realizadas cerca de 625 mil buscas no Google, no mundo inteiro, sobre viagens. Isso consolida o papel da internet como principal fonte de pesquisa dos viajantes brasileiros e estrangeiros na hora de escolher um roteiro, organizar uma viagem e compartilhar informações.

Um bom exemplo é o perfil do MTur na rede, que ultrapassou o número de 630 mil conexões, entre fãs, seguidores e assinantes. Blogs e redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter também são destaque como importantes fontes de consulta na hora de o viajante definir o seu destino, já que tem a vantagem de ser um canal aberto com o viajante 3.0.

A jornalista Carol Pacobahyba, do blog Terra Estrangeira, vai falar sobre esse cenário no Palco Michelangelo. O bate-papo vai abordar como as mídias sociais estão transformando o comportamento dos turistas em todo o mundo, como o turismo era praticado há 20 anos e nos dias atuais, e como essas novas ferramentas contribuem para uma viagem bem sucedida. 

No mesmo palco, a programação ainda traz palestras sobre media training, jornalismo reload, podcast, cultura pop, design, e este ano a campus party recebe os irmãos Piologo, dupla formada por Ricardo e Rodrigo, responsáveis por sucessos da web como a série ParTOBA, VideoShock e outros vídeos do Mundo Canibal.

Outros destaques da #CPRecife3 são Sean Carasso, fundador do projeto Falling Whistles, campanha pela paz no Congo; Daniel Sieberg, gerente sênior de Marketing do Google; além do brasileiro Joe Penna, conhecido como Mystery Guitar Men. Os conteúdos serão distribuídos em cinco palcos que terão palestras, workshops, paineis e mesas-redondas. Serão oferecidas mais de 300 horas de palestras durante os cinco dias de evento.


➲ Confira a programação completa no site: http://recife.campus-party.org/

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Navegando de catamarã do Píer de Guadalupe até a Praia dos Carneiros

A vantagem de estar no litoral sul é que muitos lugares ficam ali, bem pertinho uns dos outros. Se você quiser dar um pulo em Porto de Galinhas, Maracaípe ou Serrambi, as praias ficam a poucos minutos uma da outra. E se você pretende tirar um dia para conhecer o lindo litoral de Alagoas, em pouco mais de 1h você chega na localidade.

Em Barra do Sirinhaém, uma das principais atividades turísticas é o passeio de Catamarã, que sai do Píer de Guadalupe até o pontal de vizinha Praia dos Carneiros, em Tamandaré. Para chegar ao Píer, é só pegar a pista que vai para a praia de A-Ver-o-Mar, passar a entrada do lugar, e seguir em frente. No caminho tem uma plaquinha meio desorientada, mas preste atenção também nos buracos, porque até lá a pista tem trechos completamente acidentados (veja nas fotos). Quem não é acostumado com a andar por lá pode acabar tendo que trocar um pneu de última hora - e eu não recomendo ficar por ali parado(a) dando bobeira.




Duas empresas fazem o passeio até o local, mas escolhemos passear com o Catamarã Cavalo Marinho, que sempre tem ótimas promoções em sites de compra coletiva (foi assim que comprei meus tickets, de R$60 saíram por R$25,90) e é referência como sendo o melhor passeio náutico da região. Apesar da minha decepção com Carneiros (leia mais adiante), o passeio está aprovado! E se você conseguir juntar uma turma vai ficar mais legal ainda. 

➲ RECOMENDAÇÕES



A primeira dica, e adianto ser a mais importante, é descansar bem na noite anterior ao passeio, e não dispensar de forma alguma o kit protetor solar + óculos de sol. A saída do Píer acontece, pontualmente, às 9h. Se o dia estiver radiante dá para caprichar nas fotos e no bronzeado (por isso o protetor solar vai ser seu melhor amigo durante a viagem).

Não é permitido fumar a bordo, atirar/arremessar/jogar nada no mar (por favor, sejamos civilizados!), e no barco também não há lugares marcados. Mas o catamarã é bem espaçoso e acomoda bem todo mundo, não há necessidade para brigas. Se ficar apertado(a) para fazer xixi, pode ficar tranquilo, que lá também tem um banheirinho (nada de fazer no mar). E também dá pra fazer o passeio se refrescando nas redes de banho do barco. É massa para as crianças ou pra quem não sabe nadar - como eu!  

Um dos guias é Luciano, que passa todas as orientações antes de iniciar o percurso. Começamos navegando por um braço de mar chamado de Rio Formoso, e em seguida entramos no Rio Ariquindá para conhecer o manguezal. Ali fazemos a primeira parada.

Depois, damos a volta pelo mesmo Rio e seguimos para a Área de Presevação Ambiental (APA) onde (dizem) dá para ver alguns cavalos marinhos e também é o local onde os tubarões vão para se reproduzirem. Por falar neles, surgiram algumas perguntas sobre ataques, mas o guia deu uma explicação bem rapidinha sobre o assunto. "Com a construção do Porto de Suape, desmataram todo o mangue da área e houve uma alteração na corrente marinha. Isso fez com que os tubarões se deslocassem até a praia de Boa Viagem, no Recife, e quando se encontram com um banhista ou surfista, ocorrem os ataques. Mas tubarão nunca se alimentou de gente", esclarece.

No caminho para a próxima descida, eles fazem uma parada para os que estão a bordo darem um mergulho em alto mar. É fundo, a corrente puxa, mas eles dão até colete salva-vidas para quem não sabe nadar, mas não tem medo de se arriscar no mergulho. 

Dali, a gente segue para a a praia de Guadalupe, onde ficamos por 30 minutos e é também onde tem o famoso banho de argila.

➲ BANHO DE ARGILA

Muita gente esperava mais dessa parte do passeio, e imaginava que faria um banho bem exótico de argila. Mas, na verdade, quando chegamos à praia, tudo o que vemos são algumas barracas que vendem água de coco e outros lanches, e algumas pessoas na margem que aguardam os turistas com grandes baldes de argila. Você, obviamente, vai se perguntar onde fica o tal banho, e talvez se decepcione quando descobrir que o atrativo nada mais é do que aquilo ali, bem à sua frente.

Ainda assim, se você quiser pegar um pouco da argila do balde e passar no corpo, não vai te custar nada. Dizem que o banho tem alguns efeitos terapêuticos e medicinais. O benefício ainda vai depender da cor da argila que você usar no "banho". 

Quem gostar da ideia e quiser levar o pó de argila para casa, tem gente por lá vendendo, só achei os preços pouco convidativos para a quantidade de argila que vem no saquinho.

➲ CARNEIROS

De Guadalupe, o Catamarã segue para um banco de areia da região, onde ficamos por 30 minutos. É a descida mais suave, onde não tem muita coisa para ver, mas dá para fazer um bom mergulho e relaxar. Finalmente, chegamos na Praia dos Carneiros, onde fazemos a última parada de aproximadamente 3h. Chegamos com a maré baixa, então até a orla, a gente faz uma pequena caminhada pelo mar seco e aproveita para ir catando conchinhas. 

Carneiros é um dos destinos queridinhos do litoral pernambucano, mas a popularização do lugar atraiu tantos turistas e visitantes de todos os tipos que, hoje, o cenário vendido como "paraíso" é mais ostentação do que "paradise". A praia fica a 113km do Recife, e recentemente foi eleita uma das melhores do mundo, ocupando o 12° lugar no prêmio Traveller's Choice 2014, promovido pelo site de viagens TripAdvisor.

● Confira o ranking das melhores praias do mundo segundo os leitores do TripAdvisor clicando aqui.

O ponto de referência na área onde ancoramos é o Restaurante Bora-Bora, que foi onde ficamos. Do outro lado do restaurante, ficam as piscinas naturais. São 3h de parada, então, se você não tiver pelo menos R$50 na carteira sugiro nem se acomodar no bar. A comida é bem razoável e o atendimento foi muito demorado, mesmo com o restaurante relativamente vazio. É verdade que o restaurante é cheio de atrativos, tem uma área de descanso, esteiras para se bronzear, um parquinho para a criançada, e o local é enorme e bem decorado. Mas prato bonito não enche barriga, né?

Nosso cardápio foi: 1 prato de camarão (gorjonete de camarão) - R$43,50; 4 cervejas; 1 caldinho; 1 água tônica; 1 refrigerante. Isso nos custou uma pequena fortuna de R$103,61 (incluindo o serviço, que não é dos melhores).


























Na praia, tinha até passeio de charrete para os turistas, fato que eu achei um absurdo sem tamanho, porque o cavalo faz cocô em toda a extensão da areia e deixa um mal cheiro terrível, que depois vai ser coberta pela água do mar, quando a maré subir. Além disso, coitado do animal, que fica plantado o dia inteiro em um sol escaldante. Outro detalhe é que não há fiscalização ou policiamento no local. E aí se foi o meu encanto por Carneiros...

Aliás, ali a gente vê uma concentração de comércio incrível. Barraquinhas móveis de artesanato carrinho de picolé, vendedor de cocada. É bem diverso. Exceto as coisas que produzem lixo (isso inclui os vários barcos e lanchas particulares que chegam na praia), acho legal essa variedade. Além disso, achei muita latinha e garrafa plástica (o clássico dos porcalhões, né?) jogadas pela areia.



Depois do almoço, o Catamarã vem nos pegar pontualmente à hora marcada. Na volta, o pessoal ainda faz uma parada na charmosa Igreja de São Benedito, datada do século XVIII, que fica em área de propriedade privada. De um tempo para cá, a capelinha à beira a mar tem sido palco de vários casamentos, ideal para os casais que querem uma cerimônia mais simples e romântica. Mas, não se iluda achando que vai economizar casando ali, o aluguel da igrejinha não sai por menos de R$12 mil.

➲ SERVIÇO:

Catamarã Cavalo Marinho
www.catamaracavalomarinho.com.br



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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O que fazer no Recife antes de cair na folia: praias, museus e restaurantes

Por Aline Souza
Do Entre Embarques


"Tomar umas e outras e cair no passo."

Oficialmente, a folia ainda não começou, mas quem vai desembarcar por esses dias na capital pernambucana, mesmo com a intenção de se acabar no carnaval, pode (e deve) reservar um espaço na agenda da alegria para conhecer o que todo mundo tanto fala de Pernambuco: a nossa pluralidade.

Neste post reunimos dicas sobre os principais pontos turísticos (e de fácil acesso) da cidade do Recife para otimizar o roteiro de quem vai ficar por aqui pelo menos três dias. Museus, praias, shoppings, restaurantes e os horários de abre/fecha de cada ponto listado no nosso pequeno guia carnavalesco.

Recentemente a cidade ganhou um espaço dedicado ao ritmo mais entoado nas ruas do Recife Antigo e nas ladeiras de Olinda: o frevo. E é justamente por ele que começam as nossas dicas do que fazer/conhecer no Recife durante a semana pré-carnaval. Confira:
➲ Paço do Frevo
Praça do Arsenal da Marinha, bairro do Recife, S/N.
www.pacodofrevo.org.br // (81) 3355-9500
R$ 6 e R$ 3 (meia). Nas terças, o ingresso é gratuito.

Foto: www.facebook.com/pacodofrevo / Reprodução
O museu, inaugurado recentemente, reúne um acervo com documentos e história do ritmo, exposições, além de manter atividades culturais como escolas de música e dança. Na semana pré-carnaval o Paço funciona até às 13h da quinta-feira (27), e reabre ao público na quarta-feira de cinzas, a partir das 14h.  

O site do museu nos dá uma dimensão do que você vai encontrar no local, mas nenhuma imagem ou descrição se comparam a grandiosidade do que está reunido naquele prédio histórico. É parada obrigatória, principalmente se você veio conferir de perto o carnaval da nossa cidade.

➲ Palácio do Campo das Princesas
Praça da República, bairro de santo Antônio.
http://www.pe.gov.br/
Entrada gratuita.

Foto: Alcides Cursino / Especial para o EE


Aos amantes de história ou mesmo para os aventureiros, passear pelo casarão histórico, sede do governo do estado desde 1841, é dica que vale a pena. O roteiro é realizado em grupos de até 75 pessoas, mas para fazer a visita é preciso agendar a participação com antecedência através do email (visitapalacio@governadoria.pe.gov.br). 

Os passeios são guiados por monitores, que através dos ambientes e da decoração do casario narram a história das revoluções, lutas e da cena política de Pernambuco. Da sacada, o visitante tem um vista privilegiada de uma das ruas mais famosas e míticas do Recife, a Aurora, além de avistar de cima o jardim do paisagista Burle Marx. Por isso, indico o passeio, inclusive, aos pernambucanos que ainda não conhecem o local.

E, apesar do calor que faz no Recife, quem quiser fazer este roteiro vai precisa tirar a velha calça do armário, pois não é permitido entrar no local trajando bermuda ou shorts. Roupas mais despojadas somente na visitação dos domingos. Na semana pré o Palácio vai receber visitantes até a quinta-feira (27), das 9h às 11h; e das 14h às 16h. As atividades recomeçam na primeira quinta de março, dia 6, das 9h às 11h; e das 14h às 16h.

➲ Centro Cultural Correios
Av. Marquês de Olinda, 262, bairro do Recife.
(81) 3224.5739 // Entrada gratuita.


Foto: Josivan Rodrigues / Dilvulgação
Vida e obra do artista sertanejo de Salgueiro, Zé do Mestre, estão em cartaz na principal exposição da casa "O sertão de Zé do Mestre", que foi prorrogada até o dia 23 de março. Além dessa exibição, o público poderá conferir o projeto "Sátiras". O Centro fica aberto até quinta-feira (26), das 9h às 18h, e abre novamente na quinta pós-carnaval, também das 9h às 18h.

➲ Caixa Cultural Recife
Av. Alfredo Lisboa, 505, bairro do Recife.
(81) 3224.1110 // Entrada gratuita.

Ficou aberta até o domingo, com a exposição de Ariano Suassuna. Durante a semana pré-carnaval a Caixa Cultural vai ficar fechada, só abre no dia 11 de março, depois da folia momesca. Mas achei bacana avisar por que vem aí duas novas exposições que me parecem imperdíveis: "Recife [é um] porto" e "Vinícius de Moraes". A coordenação do centro manda avisar que a entrada é gratuita, e enfatiza a importância do visitante assinar o livro de registros e deixar email para ficar sempre atualizado sobre a programação local.

➲ Passeio de Catamarã
Marco Zero do Recife
Preço a consultar


Foto: Aline Souza / EE




Se eu fosse recomendar apenas um passeio, diria para você fazer o roteiro das pontes do Recife Antigo a bordo do catamarã. Duas empresas prestam serviço no local: Catamarã Veneza e Catamarã Tours, todas duas empresas bem conceituadas e de referência no mercado. Para fazer o passeio você precisa comprar um ticket com alguma representante lá mesmo, no Marco Zero, de onde também saem os barcos. No ano passado, fiz o passeio a bordo do Catamarã Veneza. Você pode conferir todas as dicas clicando aqui.

➲ Parque de Esculturas Francisco Brennand
Arrecifes do Porto, S/N, bairro do Recife.
Acesso livre

Foto: Aline Souza / EE


O Marco Zero do Recife com certeza você vai conhecer, e quando chegar lá vai avistar, do bairro de São José, um paredão de esculturas a céu aberto representadas pelo grande ícone intitulado como Torre de Cristal (foto acima), com 32 metros de altura. O espaço foi inaugurado no ano 200, em homenagem aos 500 anos do descobrimento e foi dedicado à obra de um dos artistas plásticos mais influentes da cidade, Francisco Brennand. São 51 esculturas que podem ser observadas ao ar livre diante de uma vista privilegiada. 

Mas também é verdade que o local anda sendo muito mal vigiado e por esse motivo frequentado por gente que faz churrasquinho na área e joga dejetos no pobre Rio Capibaribe. Há dois modos de chegar até o Parque, mas o mais rápido e divertido é ir fazer a travessia de barco do Marco Zero até o local, feita por barqueiros de nativos, das 7h às 17h. Nesse período momesco é possível que eles cobrem um pouco mais pelo passeio para o turista.


➲ Instituto Ricardo Brennand
Alameda Antônio Brennand, S/N, bairro da Várzea.


Foto: Aline Souza / EE
Saindo do centro do Recife, você pode visitar um castelo curioso no bairro da Várzea que abriga um acervo com armas, pinacoteca com exposição sobre o período holandês e Pernambuco, além de galeria que abre para eventos e exposições temporárias. No site do Castelo é possível "visitar" virtualmente o espaço através de uma plataforma de observação em 360º. Durante a semana pré-carnaval, estará aberto até às 17h da quinta-feira (26), e reabre na quinta (6), das 13h às 17h.  O ingresso custa R$15. Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam R$5. 

➲ Oficina de Cerâmica Francisco Brennand
Propriedade Santos Cosme e Damião, S/N, bairro da Várzea.
(81) 3271.4814 // www.brennand.com.br
R$ 10 (inteira) e R$5 (meia).

Nas ruínas da antiga Fábrica de Cerâmica São João, Francisco Brennand deu vida a um espaço que hoje abriga uma exposição permanente de obras, entre esculturas e pinturas, do artista pernambucano ainda vivo. São aproximadamente 2 mil peças criadas expostas em um espaço preservado em meio a uma reserva de Mata Atlântica. No local também funciona uma fábrica de cerâmicas, que produz cerca de 20 mil m² do material por mês. Fica aberta até sexta-feira, das 8h às 16h, e reabre na quinta (6) pós-carnaval, das 8h às 17h.

➲ Praia de Boa Viagem
Av. Boa Viagem, Zona Sul do Recife, S/N
Acesso livre


Foto: Aline Souza / EE
Se você veio a passeio, com certeza vai aproveitar a prainha durante a semana. E, se eu fosse dar um conselho diria, por experiência própria, para você não confiar no sol das 7h. Se quer pegar uma corzinha, chegue cedinho à praia e a partir das 7h não fique sem protetor solar fator que seja mais adequado para a sua pele. 

Outra dica valiosa é ficar atento às PLACAS DE ORIENTAÇÃO ESPALHADAS POR TODA ORLA. Já teve acidente com turista por aqui e a primeira polêmica a ser levantada sempre é "falta de sinalização na orla" que, no meu conceito, é muito eficiente. Os alertas são bilíngues e muitos claros, eles falam sobre os perigos de tomar banho em área sujeita à ataque de tubarões. Por conta disso, entrar na água com a maré baixa e ficar de olho nos riscos evita esse e qualquer outro tipo de problema. Depois não diga que não avisei... Bom, salvo essas exceções, a praia de Boa Viagem vai te render muitos selfies e momentos para guardar no coração.

➲ Novo Pina
Rua da Moeda, bairro do Recife.
Consultar cardápio

O meu referencial ali é o Novo Pina, bar que logo se destaca por ser muito bem localizado na Rua da Moeda, estando na mesma calçada que a icônica estátua de Chico Science (vai ser fácil você achar). Nos dias de carnaval, inclusive, o ambiente pega fogo. Muita gente descolada (ou alternativa, como apelidam os mais tradicionais) nos arredores e, ali pertinho, o Shopping frescurento mais sem frescura da cidade, o Paço Alfândega, além de uma variedade de bares e restaurantes que inspiram aconchego e amizade. Tudo junto e misturado.

Foto: Rua da Moeda / Milton Raulino (EE)
O dono do bar pode não ser a pessoa mais simpática do mundo, em compensação a equipe de segurança e os garçons são, como a gente chama por aqui, "tudo gente fina". Eles têm um banheiro bem disputado e apertadinho no bar, uma radiola de fichas jurássica que ninguém acaba ouvindo nada por conta do barulho que fica na rua e nos bares da frente, e na minha opinião servem a melhor batata frita da Moeda. Se você for pessoa sem frescura, dá uma passada por lá no começo da noite, e aproveita pra conhecer Rossi, que não é o Reginaldo, mas é tão boêmio e feliz quanto foi o Rei do Brega um dia.

➲ Shopping Paço Alfândega
Rua da alfândega, 35, bairro do Recife.
www.pacoalfandega.com.br

Segundo o calendário oficial divulgado pelo mall, a semana pré-carnaval vai ter desfiles de blocos e as atividades continuam normalmente no local. Anexo ao shopping, você pode passar horas na livraria Cultura, conferir os lançamentos e vários títulos de escritores locais, e ainda tomar um café. No segundo piso tem a praça de alimentação com opções que vão desde o sushi até o camarão. Durante o carnaval, o Paço fica aberto e terá programação infantil, desfile de blocos líricos e apresentação de orquestra de frevo, das 15h às 21h (de domingo a terça de carnaval). O estacionamento fica aberto 24h durante o período carnavalesco, e a praça de alimentação das 12h à 1h. Depois, o shopping volta a funcionar no seu horário normal.

✈ Leia também:

Guia prático e sentimental do carnaval de Pernambuco