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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Museu Cais do Sertão: uma viagem pelas terras do Rei do Baião

Juazeiro autêntico foi replantado na entrada do museu


Parece bonito nas fotos, mais interessante ainda a paisagem da frente, onde um enorme e autêntico juazeiro foi posto à sombra, para receber as visitas dos olhares curiosos e admiradores. Para quem nunca teve a oportunidade de viajar para além do litoral, é quase um presente dado a quem vai ali conhecer ou, simplesmente, passa em frente ao Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga, no Recife.

O equipamento está novinho em folha (foi inauglocal em umcom atraso, em março de 2014), e ainda é novidade para muitos pernambucanos distraídos ou ocupados para tirar um dia inteiro de visitação ao espaço. O museu foi criado para prestar homenagem ao eterno mestre Luiz Gonzaga, o nosso Rei do Baião, em comemoração ao centenário de seu nascimento, e que há exatos 25 anos deixou saudade em muitos corações, e um legado de sentimento e poesia em forma de canções para toda a eternidade.


Instrumentos de trabalho e sobrevivência do povo sertanejo




O aniversário de sua morte foi comemorado no inicio de agosto, mas o ano inteiro a festa do forrozeiro acontece, das paredes para dentro, em um enorme galpão que virou o cenário mais incrível da cidade do Recife. Ali dentro eu quase vi o sertão vivo, tamanha a fidelidade de referências da cultura, música e memória recriadas – tudo isso sem criar estereótipos ou ser piegas.

“Numa tarde bem tristonha gado muge sem parar, lamentando seu vaqueiro que não vem mais aboiar.”

O Cais do Sertão não deixa nada a desejar. Ou melhor, me deixou com vontade de ir ali mais vezes e desfrutar daqueles detalhes que vi rapidamente. No meio do cenário, uma reprodução do Rio São Francisco corta a paisagem de um lado a outro, tal como nas terras de Gonzagão, e nos envolve num misto de som, luzes e clima de aconchego, nos conduzindo aos diferentes “terrenos” da vida sertaneja. A água que nos conduz aos caminhos...
                
Logo na entrada, o mistério do grande juazeiro da fachada é revelado em um pequeno curta-metragem. A árvore foi retirada lá de Garanhuns, no agreste, desencravada da terra e trazida, ainda com suas raízes, para o Recife, e aqui se tornou o retrato oficial do Museu. Segundo uma das monitoras do museu, a ideia de colocá-lo na entrada foi para reproduzir o largo onde os sanfoneiros do Exu se encontravam.

O juazeiro é uma árvore que dá flores brancas e frutos amarelos, e por servir de sombra e alimento ao gado em épocas de seca, se tornou um ícone forte da cultura sertaneja.

Sanfona e traje original de Luiz Gonzaga



Da retirada até o replantio, tudo virou filme que está sendo exibido na entrada do Cais. Os minutos de curta são tão curiosos que nos distraem em dias de grande fila. Mas antes de passar pela catraca, saque sua melhor câmera ou vá com o celular carregado porque, dali para dentro, o mundo todo fica para trás. Ainda no salão, ficam expostos utensílios originais que pertenceram ao rei do baião: sua sanfona, seu chapéu e suas vestes.       

O museu possui três salas de projeção que abordam a vida, a música e a poesia na região Nordeste. A primeira delas, Sertão Mundo, vai te levar ao meio da exposição, então para ficar mais misterioso, sugiro que você comece o passeio daí. Mas se a sessão já tiver começado ou estiver lotada você pode ir direto para a exposição. No salão principal a representação do São Francisco nos conduz aos demais territórios que demonstram um pouco da vida, do trabalho, da cultura, e da religiosidade dos sertanejos.



Para quem desconhece o cenário, uma projeção sobre gesso traz informações sobre a vegetação, clima e população local. E assim, através de objetos, imagens e sons, o visitante pode ver, ouvir e imaginar um pouco da atmosfera do sertão nordestino. O mais interessante é que tudo parece ter sido feito a minúcia, desde a pesquisa e documentação até a organização espacial dos objetos, e isso nos faz perdoar o atraso na entrega do museu.
                
Mas a graça não fica apenas no visual. O Cais também foi projetado para ser um espaço interativo e altamente tecnológico, então há muito para ser desvendado. Jogos, filmes, canções e, no andar superior, quem se arriscar no vocal pode entrar em um dos vários estúdios e gravar uma canção de Gonzagão. E, ao fim do passeio, na sala de instrumentos, é onde funciona a oficina de música, onde crianças e adultos podem se aventurar na mistura de ritmos.





Orçado em R$ 97 milhões, o Cais do Sertão Luiz Gonzaga contou com recursos dos governos federal e estadual. 

Isa Grinspum Ferraz é o nome por trás da museografia do Cais do Sertão. Ela é pernambucana, natural do Recife, e participou da equipe de trabalho do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, equipamento que também é referência em dinâmica e tecnologia.

Veja no post do Facienda um pouco do Cais do Sertão em fase de acabamento.

A equipe de criação envolve ainda nomes como Tom Zé, José Miguel Wisnik, Antônio Risério, Frederico Pernambucano de Mello, entre outros. Cineastas como Kleber Mendonça, Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Marcelo Gomes, Camilo Cavalcanti, Carlos Nader, Leandro Lima e Sérgio Rozemblit, além do xilogravurista e cordelista J. Borges e dos artistas plásticos Cafi, Derlon Almeida, Luis Hermano e Miguel Rio Branco também produziram conteúdo para o acervo.  

Existe uma intenção de expansão para o Cais do Sertão, onde restaurante, cafe, lojinha e até um Centro Cultural estão previstos. A ideia estava no projeto inicial, inclusive, e a previsão é que a segunda etapa do museu seja inaugurada até o final de 2014. Mas, nunca se sabe... Bom, se ficar tão bacana como está o primeiro módulo, vai valer a pena esperar!


➲ SERVIÇO:

Horários de funcionamento: 
Terça, das 9h às 21h | Quarta a sexta, das 9h às 18h | Sábado e domingo, das 13h às 19h.
Endereço: Novo terminal marítimo do Porto do Recife (Antigo Armazém 10), bairro do Recife.
Entradas: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia) | Nas terças-feiras a visitação é gratuita.
Outras informações: 81 3084.2974

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Uma tarde em Olinda

Neste 6 de agosto, a cidade de Olinda feria em comemoração a uma data muito especial. Hoje é dia do padroeiro do município, São Salvador do Mundo. Não haveria data melhor para embarcar em uma aventura pelo sítio histórico da cidade-irmã do Recife, que abriga, com simplicidade e requinte, boas atrações seja para turistas ou para nativos que desejam se desapegar da rotina e ter um momento de lazer e descontração.

Passar uma tarde na Olinda Antiga é uma terapia, possível graças a um simples fato: o sítio histórico de Olinda é como um oásis na cidade grande. O local conserva casa antigas preservadas e charmosas, ruas em paralelepípedo, praças e largos tranquilos. O movimento é menos intenso, o que permite boas caminhadas a pé. É como uma área do município que parou no tempo e conserva as características de uma vila interiorana. Isso tudo somada a belas paisagens e opções de gastronomia.

Olinda é feita para se encher os olhos. A dica é caminhar. Ande sem muito compromisso e deixe a cidade se mostrar. Não deixe de conhecer as famosas ruas onde acontece o Carnaval local e seus pontos principais: os Quatro Cantos, Rua do Amparo, Mercado da Ribeira... Aproveite, pois em fevereiro essas ruas fervem de tanta gente, música e alegria. No restante do ano predomina a calmaria e a cultura. Pela localidade não faltarão ateliês comercializando artesanato e lembrancinhas.

Catedral da Sé, vista do Mirante da Caixa D'água

O mesmo acontece no Alto da Sé, um dos melhores locais para se estar. O local é privilegiado pela vista que permite avistar o litoral e boa parte da cidade de Recife. Por ali não faltam restaurantes e lanchonetes. Mas a pedida é mesmo comer uma boa tapioca na rua, vendo o movimento e se deliciando com a vista. E claro, mais e mais ateliês e barracas de artesanato estão por ali, com muita arte e souvernirs para ver e, quem sabe, comprar.

Logo adiante está a grande homenagem de Olinda a seu patrono, a Catedral de São Salvador do Mundo, mais conhecida como a Igreja da Sé, símbolo da religiosidade e uma das principais igrejas de Olinda. Poucos conhecem a história do templo, mas ele data de aproximadamente 1540. Começou com apenas uma capelinha de taipa que cresceu e tornou-se catedral. Foi alvo de reformas, sofreu um incêndio e ficou praticamente destruída após a invasão dos holandeses a Pernambuco. 

Com esforços da população e do poder público, a Igreja foi reconstruída e passou por diversos estilos arquitetônicos, como o neogótico e o eclético, até chegar ao colonial maneirista, estilo adotado em 1983 e que permanece até a atualidade. A trajetória da Catedral da Sé de Olinda reflete toda a história de Pernambuco e pode ser visitada diariamente, das 9h às 17h. No local, estão expostas fotografias das várias fases do templo. Não deixe também de visitar o terraço lateral da igreja, muito bom de se apreciar a vista.

Para coroar seu passeio, não deixe de subir ao elevador panorâmico da Sé. Fica quase em frente à Igreja e permite uma incrível vista do mar, da cidade e, no fim da tarde, vê-se o o sol se pondo entre os edifícios do Recife. A atração foi feita sobre uma antiga caixa d´água, que hoje é lar do mirante, uma das atrações turísticas mais queridas de Olinda. O acesso pode ser feito de escada ou pelo elevador, e pode ser feito entre 8h e 18h, de segunda a quarta-feira. De quinta a domingo, o horário de funcionamento vai até as 20h.

     Fotos: Aline Souza / EE.

Falar de Olinda, para mim, é um pouco complicado, pois sou suspeito. Morei na cidade por toda minha vida até dois anos atrás, quando me mudei para o Recife. Mas o sentimento e o carinho por ela não mudam em nada. Se você está livre esta tarde - ou numa tarde qualquer -, não deixe de se maravilhar com o bem estar e a delícia que é estar cidade!

➲ SERVIÇO:

• Catedral de São Salvador do Mundo
Endereço: Alto da Sé, s/n, Olinda - Pernambuco.
Visitas: diariamente, das 9h às 17h. Entrada franca.
Telefone: (81) 3271.4270

• Mirante da Caixa D'água do Alto da Sé
Visitas: diariamente, de 8h às 18h (de segunda a quarta-feira) e de 8h às 20h (de quinta a domingo)
Entrada: R$ 5. A atração dispõe de escadas, elevador panorâmico e toaletes.

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Guia prático e sentimental do Carnaval de Pernambuco...

sábado, 26 de julho de 2014

A força de quem pesca para levar o camarão à sua mesa


Sabe aquelas delícias do mar que chegam com fartura na mesa da sua casa? Camarão, lagosta, peixe, caranguejo... tudo o que é transformado em pratos finos e vendido em bares e restaurantes por uma pequena fortuna. Mas, antes de se tornarem deliciosos quitutes, tudo isso passa pelas mãos de homens comuns, pescadores que atravessam o mar e passam pelo menos 15 dias lançando e puxando as redes de pesca, em busca dos frutos que vão levar o sustento para a as suas próprias casas.

Em Barra do Sirinhaém, Thiago Pescado, como é conhecido na região, é um desses braços fortes que, ao ancorar em terra, esvazia os baldes de peixe, limpa tudo, e vai vender de casa em casa para os fregueses. Por mês, diz que chega a tirar por volta de R$700 com 15 dias de pesca. “A parte mais difícil é quando pega temporada ruim, como tempo de chuva. Mas em época boa a gente ganha o trocado da gente”, diz Pescado, ressaltando que o dinheiro pode não ser muito, mas ele tem orgulho de dizer que é o trabalho que sustenta a família. 

Pescadores em Barra do Sirinhaém


Em alto mar, cinco homens dividem as tarefas, o mestre, que é geralmente o mais experiente, e os outros quatro são pescadores. Thiago Pescado é o proeiro, ou seja, aquela pessoa responsável por despescar (puxar) a rede. Eles viajam em um barco simples, geralmente de 9 ou 12 metros, mas existem embarcações de até 100 metros, segundo Thiago. Aliás, para quem quiser fazer passeio até a Ilha de Santo Aleixo, eles também alugam os barcos.

Da orla até o local da pesca são horas de viagem. Depois da Ilha, eles ainda seguem por 3h mar adentro. Ali, dormem e trabalham por mais de 10 noites, longe de suas casas e das famílias. De acordo com o pescador, o horário mais arriscado é durante a noite, quando passam os grandes navios e o pequeno barco deles pode não ser visto pelos outros navegantes. “Esse é o maior perigo de acidente. Se eles não virem nosso barco podem passar por cima da gente e aí acontece o pior”, conta. Apesar de já ter havido um acidente, eles não são tão frequentes. “Já aconteceu de dois mergulhadores serem atingidos por um navio, que partiu o barco ao meio. Um deles morreu no acidente”, conta Pescado.













Thiago mostra a lagosta de 2,5 kg

Quando chegam do mar, os homens começam a segunda parte do trabalho. Thiago, então, carrega a cestinha da bicicleta com camarões, lagosta, e diversos frutos do mar, e vai vender na cidade. Ali, a clientela é fixa. Tem gente de todo tipo, que compra mais e outros menos. A lagosta grande, que chega a pesar 2,5kg ele vende a R$70. Camarão sai a R$35 o quilo. A variedade de coisas que o pescador traz é tanta, que você se perde até no que vai escolher. Mas, se comprar bastante, ele ainda faz um bom preço.

O mais interessante dessa história de comprar na porta de casa é que a gente vê o que vai comer antes de colocar na panela, e tempera do jeitinho que quiser em casa - com a garantia de que vai sair tudo limpinho. Pergunto o segredo de Thiago pescar tanta coisa boa... e ele diz que não conta! Mas, se quiser experimentar tudo, é só ligar pra ele.



Camarão impressionante de 11cm. Ótimo pra fazer espetinho





➲ Thiago Pescado
Barra do Sirinhaém
(81) 9334.9578.

✈ Leia também:

ESPECIAL: Conheça Barra do Sirinhaém, PE ;
Como é o passeio de catamarã até a praia dos Carneiros ;


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Navegando de catamarã do Píer de Guadalupe até a Praia dos Carneiros

A vantagem de estar no litoral sul é que muitos lugares ficam ali, bem pertinho uns dos outros. Se você quiser dar um pulo em Porto de Galinhas, Maracaípe ou Serrambi, as praias ficam a poucos minutos uma da outra. E se você pretende tirar um dia para conhecer o lindo litoral de Alagoas, em pouco mais de 1h você chega na localidade.

Em Barra do Sirinhaém, uma das principais atividades turísticas é o passeio de Catamarã, que sai do Píer de Guadalupe até o pontal de vizinha Praia dos Carneiros, em Tamandaré. Para chegar ao Píer, é só pegar a pista que vai para a praia de A-Ver-o-Mar, passar a entrada do lugar, e seguir em frente. No caminho tem uma plaquinha meio desorientada, mas preste atenção também nos buracos, porque até lá a pista tem trechos completamente acidentados (veja nas fotos). Quem não é acostumado com a andar por lá pode acabar tendo que trocar um pneu de última hora - e eu não recomendo ficar por ali parado(a) dando bobeira.




Duas empresas fazem o passeio até o local, mas escolhemos passear com o Catamarã Cavalo Marinho, que sempre tem ótimas promoções em sites de compra coletiva (foi assim que comprei meus tickets, de R$60 saíram por R$25,90) e é referência como sendo o melhor passeio náutico da região. Apesar da minha decepção com Carneiros (leia mais adiante), o passeio está aprovado! E se você conseguir juntar uma turma vai ficar mais legal ainda. 

➲ RECOMENDAÇÕES



A primeira dica, e adianto ser a mais importante, é descansar bem na noite anterior ao passeio, e não dispensar de forma alguma o kit protetor solar + óculos de sol. A saída do Píer acontece, pontualmente, às 9h. Se o dia estiver radiante dá para caprichar nas fotos e no bronzeado (por isso o protetor solar vai ser seu melhor amigo durante a viagem).

Não é permitido fumar a bordo, atirar/arremessar/jogar nada no mar (por favor, sejamos civilizados!), e no barco também não há lugares marcados. Mas o catamarã é bem espaçoso e acomoda bem todo mundo, não há necessidade para brigas. Se ficar apertado(a) para fazer xixi, pode ficar tranquilo, que lá também tem um banheirinho (nada de fazer no mar). E também dá pra fazer o passeio se refrescando nas redes de banho do barco. É massa para as crianças ou pra quem não sabe nadar - como eu!  

Um dos guias é Luciano, que passa todas as orientações antes de iniciar o percurso. Começamos navegando por um braço de mar chamado de Rio Formoso, e em seguida entramos no Rio Ariquindá para conhecer o manguezal. Ali fazemos a primeira parada.

Depois, damos a volta pelo mesmo Rio e seguimos para a Área de Presevação Ambiental (APA) onde (dizem) dá para ver alguns cavalos marinhos e também é o local onde os tubarões vão para se reproduzirem. Por falar neles, surgiram algumas perguntas sobre ataques, mas o guia deu uma explicação bem rapidinha sobre o assunto. "Com a construção do Porto de Suape, desmataram todo o mangue da área e houve uma alteração na corrente marinha. Isso fez com que os tubarões se deslocassem até a praia de Boa Viagem, no Recife, e quando se encontram com um banhista ou surfista, ocorrem os ataques. Mas tubarão nunca se alimentou de gente", esclarece.

No caminho para a próxima descida, eles fazem uma parada para os que estão a bordo darem um mergulho em alto mar. É fundo, a corrente puxa, mas eles dão até colete salva-vidas para quem não sabe nadar, mas não tem medo de se arriscar no mergulho. 

Dali, a gente segue para a a praia de Guadalupe, onde ficamos por 30 minutos e é também onde tem o famoso banho de argila.

➲ BANHO DE ARGILA

Muita gente esperava mais dessa parte do passeio, e imaginava que faria um banho bem exótico de argila. Mas, na verdade, quando chegamos à praia, tudo o que vemos são algumas barracas que vendem água de coco e outros lanches, e algumas pessoas na margem que aguardam os turistas com grandes baldes de argila. Você, obviamente, vai se perguntar onde fica o tal banho, e talvez se decepcione quando descobrir que o atrativo nada mais é do que aquilo ali, bem à sua frente.

Ainda assim, se você quiser pegar um pouco da argila do balde e passar no corpo, não vai te custar nada. Dizem que o banho tem alguns efeitos terapêuticos e medicinais. O benefício ainda vai depender da cor da argila que você usar no "banho". 

Quem gostar da ideia e quiser levar o pó de argila para casa, tem gente por lá vendendo, só achei os preços pouco convidativos para a quantidade de argila que vem no saquinho.

➲ CARNEIROS

De Guadalupe, o Catamarã segue para um banco de areia da região, onde ficamos por 30 minutos. É a descida mais suave, onde não tem muita coisa para ver, mas dá para fazer um bom mergulho e relaxar. Finalmente, chegamos na Praia dos Carneiros, onde fazemos a última parada de aproximadamente 3h. Chegamos com a maré baixa, então até a orla, a gente faz uma pequena caminhada pelo mar seco e aproveita para ir catando conchinhas. 

Carneiros é um dos destinos queridinhos do litoral pernambucano, mas a popularização do lugar atraiu tantos turistas e visitantes de todos os tipos que, hoje, o cenário vendido como "paraíso" é mais ostentação do que "paradise". A praia fica a 113km do Recife, e recentemente foi eleita uma das melhores do mundo, ocupando o 12° lugar no prêmio Traveller's Choice 2014, promovido pelo site de viagens TripAdvisor.

● Confira o ranking das melhores praias do mundo segundo os leitores do TripAdvisor clicando aqui.

O ponto de referência na área onde ancoramos é o Restaurante Bora-Bora, que foi onde ficamos. Do outro lado do restaurante, ficam as piscinas naturais. São 3h de parada, então, se você não tiver pelo menos R$50 na carteira sugiro nem se acomodar no bar. A comida é bem razoável e o atendimento foi muito demorado, mesmo com o restaurante relativamente vazio. É verdade que o restaurante é cheio de atrativos, tem uma área de descanso, esteiras para se bronzear, um parquinho para a criançada, e o local é enorme e bem decorado. Mas prato bonito não enche barriga, né?

Nosso cardápio foi: 1 prato de camarão (gorjonete de camarão) - R$43,50; 4 cervejas; 1 caldinho; 1 água tônica; 1 refrigerante. Isso nos custou uma pequena fortuna de R$103,61 (incluindo o serviço, que não é dos melhores).


























Na praia, tinha até passeio de charrete para os turistas, fato que eu achei um absurdo sem tamanho, porque o cavalo faz cocô em toda a extensão da areia e deixa um mal cheiro terrível, que depois vai ser coberta pela água do mar, quando a maré subir. Além disso, coitado do animal, que fica plantado o dia inteiro em um sol escaldante. Outro detalhe é que não há fiscalização ou policiamento no local. E aí se foi o meu encanto por Carneiros...

Aliás, ali a gente vê uma concentração de comércio incrível. Barraquinhas móveis de artesanato carrinho de picolé, vendedor de cocada. É bem diverso. Exceto as coisas que produzem lixo (isso inclui os vários barcos e lanchas particulares que chegam na praia), acho legal essa variedade. Além disso, achei muita latinha e garrafa plástica (o clássico dos porcalhões, né?) jogadas pela areia.



Depois do almoço, o Catamarã vem nos pegar pontualmente à hora marcada. Na volta, o pessoal ainda faz uma parada na charmosa Igreja de São Benedito, datada do século XVIII, que fica em área de propriedade privada. De um tempo para cá, a capelinha à beira a mar tem sido palco de vários casamentos, ideal para os casais que querem uma cerimônia mais simples e romântica. Mas, não se iluda achando que vai economizar casando ali, o aluguel da igrejinha não sai por menos de R$12 mil.

➲ SERVIÇO:

Catamarã Cavalo Marinho
www.catamaracavalomarinho.com.br



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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O que fazer no Recife antes de cair na folia: praias, museus e restaurantes

Por Aline Souza
Do Entre Embarques


"Tomar umas e outras e cair no passo."

Oficialmente, a folia ainda não começou, mas quem vai desembarcar por esses dias na capital pernambucana, mesmo com a intenção de se acabar no carnaval, pode (e deve) reservar um espaço na agenda da alegria para conhecer o que todo mundo tanto fala de Pernambuco: a nossa pluralidade.

Neste post reunimos dicas sobre os principais pontos turísticos (e de fácil acesso) da cidade do Recife para otimizar o roteiro de quem vai ficar por aqui pelo menos três dias. Museus, praias, shoppings, restaurantes e os horários de abre/fecha de cada ponto listado no nosso pequeno guia carnavalesco.

Recentemente a cidade ganhou um espaço dedicado ao ritmo mais entoado nas ruas do Recife Antigo e nas ladeiras de Olinda: o frevo. E é justamente por ele que começam as nossas dicas do que fazer/conhecer no Recife durante a semana pré-carnaval. Confira:
➲ Paço do Frevo
Praça do Arsenal da Marinha, bairro do Recife, S/N.
www.pacodofrevo.org.br // (81) 3355-9500
R$ 6 e R$ 3 (meia). Nas terças, o ingresso é gratuito.

Foto: www.facebook.com/pacodofrevo / Reprodução
O museu, inaugurado recentemente, reúne um acervo com documentos e história do ritmo, exposições, além de manter atividades culturais como escolas de música e dança. Na semana pré-carnaval o Paço funciona até às 13h da quinta-feira (27), e reabre ao público na quarta-feira de cinzas, a partir das 14h.  

O site do museu nos dá uma dimensão do que você vai encontrar no local, mas nenhuma imagem ou descrição se comparam a grandiosidade do que está reunido naquele prédio histórico. É parada obrigatória, principalmente se você veio conferir de perto o carnaval da nossa cidade.

➲ Palácio do Campo das Princesas
Praça da República, bairro de santo Antônio.
http://www.pe.gov.br/
Entrada gratuita.

Foto: Alcides Cursino / Especial para o EE


Aos amantes de história ou mesmo para os aventureiros, passear pelo casarão histórico, sede do governo do estado desde 1841, é dica que vale a pena. O roteiro é realizado em grupos de até 75 pessoas, mas para fazer a visita é preciso agendar a participação com antecedência através do email (visitapalacio@governadoria.pe.gov.br). 

Os passeios são guiados por monitores, que através dos ambientes e da decoração do casario narram a história das revoluções, lutas e da cena política de Pernambuco. Da sacada, o visitante tem um vista privilegiada de uma das ruas mais famosas e míticas do Recife, a Aurora, além de avistar de cima o jardim do paisagista Burle Marx. Por isso, indico o passeio, inclusive, aos pernambucanos que ainda não conhecem o local.

E, apesar do calor que faz no Recife, quem quiser fazer este roteiro vai precisa tirar a velha calça do armário, pois não é permitido entrar no local trajando bermuda ou shorts. Roupas mais despojadas somente na visitação dos domingos. Na semana pré o Palácio vai receber visitantes até a quinta-feira (27), das 9h às 11h; e das 14h às 16h. As atividades recomeçam na primeira quinta de março, dia 6, das 9h às 11h; e das 14h às 16h.

➲ Centro Cultural Correios
Av. Marquês de Olinda, 262, bairro do Recife.
(81) 3224.5739 // Entrada gratuita.


Foto: Josivan Rodrigues / Dilvulgação
Vida e obra do artista sertanejo de Salgueiro, Zé do Mestre, estão em cartaz na principal exposição da casa "O sertão de Zé do Mestre", que foi prorrogada até o dia 23 de março. Além dessa exibição, o público poderá conferir o projeto "Sátiras". O Centro fica aberto até quinta-feira (26), das 9h às 18h, e abre novamente na quinta pós-carnaval, também das 9h às 18h.

➲ Caixa Cultural Recife
Av. Alfredo Lisboa, 505, bairro do Recife.
(81) 3224.1110 // Entrada gratuita.

Ficou aberta até o domingo, com a exposição de Ariano Suassuna. Durante a semana pré-carnaval a Caixa Cultural vai ficar fechada, só abre no dia 11 de março, depois da folia momesca. Mas achei bacana avisar por que vem aí duas novas exposições que me parecem imperdíveis: "Recife [é um] porto" e "Vinícius de Moraes". A coordenação do centro manda avisar que a entrada é gratuita, e enfatiza a importância do visitante assinar o livro de registros e deixar email para ficar sempre atualizado sobre a programação local.

➲ Passeio de Catamarã
Marco Zero do Recife
Preço a consultar


Foto: Aline Souza / EE




Se eu fosse recomendar apenas um passeio, diria para você fazer o roteiro das pontes do Recife Antigo a bordo do catamarã. Duas empresas prestam serviço no local: Catamarã Veneza e Catamarã Tours, todas duas empresas bem conceituadas e de referência no mercado. Para fazer o passeio você precisa comprar um ticket com alguma representante lá mesmo, no Marco Zero, de onde também saem os barcos. No ano passado, fiz o passeio a bordo do Catamarã Veneza. Você pode conferir todas as dicas clicando aqui.

➲ Parque de Esculturas Francisco Brennand
Arrecifes do Porto, S/N, bairro do Recife.
Acesso livre

Foto: Aline Souza / EE


O Marco Zero do Recife com certeza você vai conhecer, e quando chegar lá vai avistar, do bairro de São José, um paredão de esculturas a céu aberto representadas pelo grande ícone intitulado como Torre de Cristal (foto acima), com 32 metros de altura. O espaço foi inaugurado no ano 200, em homenagem aos 500 anos do descobrimento e foi dedicado à obra de um dos artistas plásticos mais influentes da cidade, Francisco Brennand. São 51 esculturas que podem ser observadas ao ar livre diante de uma vista privilegiada. 

Mas também é verdade que o local anda sendo muito mal vigiado e por esse motivo frequentado por gente que faz churrasquinho na área e joga dejetos no pobre Rio Capibaribe. Há dois modos de chegar até o Parque, mas o mais rápido e divertido é ir fazer a travessia de barco do Marco Zero até o local, feita por barqueiros de nativos, das 7h às 17h. Nesse período momesco é possível que eles cobrem um pouco mais pelo passeio para o turista.


➲ Instituto Ricardo Brennand
Alameda Antônio Brennand, S/N, bairro da Várzea.


Foto: Aline Souza / EE
Saindo do centro do Recife, você pode visitar um castelo curioso no bairro da Várzea que abriga um acervo com armas, pinacoteca com exposição sobre o período holandês e Pernambuco, além de galeria que abre para eventos e exposições temporárias. No site do Castelo é possível "visitar" virtualmente o espaço através de uma plataforma de observação em 360º. Durante a semana pré-carnaval, estará aberto até às 17h da quinta-feira (26), e reabre na quinta (6), das 13h às 17h.  O ingresso custa R$15. Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam R$5. 

➲ Oficina de Cerâmica Francisco Brennand
Propriedade Santos Cosme e Damião, S/N, bairro da Várzea.
(81) 3271.4814 // www.brennand.com.br
R$ 10 (inteira) e R$5 (meia).

Nas ruínas da antiga Fábrica de Cerâmica São João, Francisco Brennand deu vida a um espaço que hoje abriga uma exposição permanente de obras, entre esculturas e pinturas, do artista pernambucano ainda vivo. São aproximadamente 2 mil peças criadas expostas em um espaço preservado em meio a uma reserva de Mata Atlântica. No local também funciona uma fábrica de cerâmicas, que produz cerca de 20 mil m² do material por mês. Fica aberta até sexta-feira, das 8h às 16h, e reabre na quinta (6) pós-carnaval, das 8h às 17h.

➲ Praia de Boa Viagem
Av. Boa Viagem, Zona Sul do Recife, S/N
Acesso livre


Foto: Aline Souza / EE
Se você veio a passeio, com certeza vai aproveitar a prainha durante a semana. E, se eu fosse dar um conselho diria, por experiência própria, para você não confiar no sol das 7h. Se quer pegar uma corzinha, chegue cedinho à praia e a partir das 7h não fique sem protetor solar fator que seja mais adequado para a sua pele. 

Outra dica valiosa é ficar atento às PLACAS DE ORIENTAÇÃO ESPALHADAS POR TODA ORLA. Já teve acidente com turista por aqui e a primeira polêmica a ser levantada sempre é "falta de sinalização na orla" que, no meu conceito, é muito eficiente. Os alertas são bilíngues e muitos claros, eles falam sobre os perigos de tomar banho em área sujeita à ataque de tubarões. Por conta disso, entrar na água com a maré baixa e ficar de olho nos riscos evita esse e qualquer outro tipo de problema. Depois não diga que não avisei... Bom, salvo essas exceções, a praia de Boa Viagem vai te render muitos selfies e momentos para guardar no coração.

➲ Novo Pina
Rua da Moeda, bairro do Recife.
Consultar cardápio

O meu referencial ali é o Novo Pina, bar que logo se destaca por ser muito bem localizado na Rua da Moeda, estando na mesma calçada que a icônica estátua de Chico Science (vai ser fácil você achar). Nos dias de carnaval, inclusive, o ambiente pega fogo. Muita gente descolada (ou alternativa, como apelidam os mais tradicionais) nos arredores e, ali pertinho, o Shopping frescurento mais sem frescura da cidade, o Paço Alfândega, além de uma variedade de bares e restaurantes que inspiram aconchego e amizade. Tudo junto e misturado.

Foto: Rua da Moeda / Milton Raulino (EE)
O dono do bar pode não ser a pessoa mais simpática do mundo, em compensação a equipe de segurança e os garçons são, como a gente chama por aqui, "tudo gente fina". Eles têm um banheiro bem disputado e apertadinho no bar, uma radiola de fichas jurássica que ninguém acaba ouvindo nada por conta do barulho que fica na rua e nos bares da frente, e na minha opinião servem a melhor batata frita da Moeda. Se você for pessoa sem frescura, dá uma passada por lá no começo da noite, e aproveita pra conhecer Rossi, que não é o Reginaldo, mas é tão boêmio e feliz quanto foi o Rei do Brega um dia.

➲ Shopping Paço Alfândega
Rua da alfândega, 35, bairro do Recife.
www.pacoalfandega.com.br

Segundo o calendário oficial divulgado pelo mall, a semana pré-carnaval vai ter desfiles de blocos e as atividades continuam normalmente no local. Anexo ao shopping, você pode passar horas na livraria Cultura, conferir os lançamentos e vários títulos de escritores locais, e ainda tomar um café. No segundo piso tem a praça de alimentação com opções que vão desde o sushi até o camarão. Durante o carnaval, o Paço fica aberto e terá programação infantil, desfile de blocos líricos e apresentação de orquestra de frevo, das 15h às 21h (de domingo a terça de carnaval). O estacionamento fica aberto 24h durante o período carnavalesco, e a praça de alimentação das 12h à 1h. Depois, o shopping volta a funcionar no seu horário normal.

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Guia prático e sentimental do carnaval de Pernambuco


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Um cantinho para a memória do Frevo

No que diz respeito ao turismo, o Recife ainda anda a passos curtos, apesar de o atual governo ter se concentrado relativamente nesse aspecto na capital pernambucana. Obviamente por força da ocasião, já que seremos um dos estados nordestinos a receber jogos do maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo 2014.

E se por um lado perdemos na organização urbana com obras inacabadas por vários pontos da cidade (junte isso ao caos do transporte público e a uma legião de veículos conduzidos por motoristas cheios de direito), ganhamos, porque apesar da demora, se as reformas realmente ficarem prontas um dia ao menos tivemos algumas ruas recapeadas e ganhamos importantes equipamentos culturais.

O Paço do Frevo é um desses presentes dados à memória da cidade. O espaço foi inaugurado para preservar e difundir a memória cultural do ritmo, considerado pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade, e também irá funcionar como um centro de cultura local. 

→ A cerimônia oficial de abertura Paço do Frevo aconteceu no domingo retrasado (9), na Praça do Arsenal, no Recife Antigo, num dia bem oportuno já que nesta data comemora-se o Dia do Frevo no Recife.

No imóvel onde o equipamento está instalado funcionava, até 1973, a Western Telegraph Company. O local ficou 36 anos sem uso até a intervenção atual. O prédio foi tombado pelo IPHAN desde 1998 e é integrante do complexo cultural, histórico e turístico das cidades do Recife e de Olinda.

De acordo com a Prefeitura do Recife, cerca de R$ 13,2 milhões foram gastos na reforma do lugar através de investimentos do Governo do Estado, em parceria com o BNDES, Celpe, Instituto Camargo Corrêa, Instituto Votorantim, Itaú, Rede Globo, IPHAN e Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

O projeto de restauração incluiu a recuperação das fachadas e a adaptação dos espaços internos do edifício e durou uns quatro anos. O resultado pode ser visto em quatro pavimentos do imóvel, divididos em cerca de 1.700 metros quadrados, que abrigaram um Centro de Documentação, Escola de Dança e Música e Exposições.

Na programação estão previstas exposições permanentes e temporárias, aulas de dança e música, além de um centro de documentação, um estúdio de gravação e uma rádio online. As visitas ao Paço do Frevo, que fica na Praça do Arsenal, no Recife Antigo, custam R$ 6 e R$ 3 (meia). Nas terças-feiras, a entrada é gratuita.

● Horários de funcionamento: terças, quartas e sextas, das 9h às 18h; nas quintas, das 9h às 21h; e nos sábados e domingos, das 12h às 19h.

➲ Confira a programação:

18 a 21 de fevereiro

Vivência – Vamos cair no passo!
Idade: Livre
Horário: Das 9h às 12h e das 13h às 16h
Local: Praça do Frevo (3º andar)
Mediante apresentação do bilhete de acesso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

Vivência – Toca Frevo
Agendado (escolas e instituições)
Horário: Das 10h às 10h40 e das 15h às 15h40
Local: Praça do Frevo (3º andar)
Gratuito

18 a 21, 25 e 26 de fevereiro

Oficina – Passo para o Carnaval (Infantil), com instrutora Inaê Silva
Idade: 5 a 8 anos
Horário: Das 14h às 15h
Local: Sala Abre Alas
Inscrição: R$ 50

Oficina – Passo para o Carnaval (Infantil), com instrutora Inaê Silva
Idade: 9 a 12 anos
Horário: Das 15h às 16h
Local: Sala Abre Alas
Inscrição: R$ 50

Oficina – Passo para o Carnaval (Adolescente e Adultos), com instrutor Jaflis Nascimento
Idade: A partir de 13 anos
Horário: Das 10h às 12h
Local: Sala Tesoura
Inscrição: R$ 50

Oficina – Passo para o Carnaval (Adolescente e Adultos), com instrutor Alexandre Macedo
Idade: A partir de 13 anos
Horário: Das 16h às 18h
Local: Sala Tesoura
Inscrição: R$ 50

Oficina – Adereços de Carnaval, com os instrutores Pedro Coelho e Henrique Lopes
Idade: Livre
Horário: Das 9h às 11h30
Local: Sala Badia
Inscrição: Gratuita (vagas limitadas)

Oficina – Maquiagem, com instrutor Gedson Silva
Idade: Livre
Horário: Das 14h30 às 17h
Local: Sala Badia
Inscrição: Gratuita (vagas limitadas)

20 de fevereiro

Quinta no Paço, com a Companhia de dança da Escola Municipal de Frevo
Idade: Livre
Horário: Das 18h30 às 21h
Local: Praça do Frevo (3º andar)
Mediante apresentação do bilhete de acesso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

21 de fevereiro

Hora do Frevo, com o trio Saracotia
Idade: Livre
Horário: Das 12h às 12h40
Local: Recepção/Café
Gratuito

22 e 23 de fevereiro

Vivência – Vamos cair no passo!
Idade: Livre
Horário: Das 15h às 18h
Local: Praça do Frevo (3º andar)
Mediante apresentação do bilhete de acesso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

Vivência – Apreciação Musical
Idade: Livre
Horário: Das 14h às 15h40 e das 16h às 17h40
Local: Sala Capiba
Mediante apresentação do bilhete de acesso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

25 e 26 de fevereiro

Vivência – Vamos cair no passo!
Idade: Livre
Horário: Das 9h às 12h e das 13h às 16h
Local: Praça do Frevo (3º andar)
Mediante apresentação do bilhete de acesso: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

Vivência – Toca Frevo
Agendado (Escolas e Instituições)
Horário: 10h às 10h40h e das 15 às 15h40
Local: Praça do Frevo (3º andar)
Gratuito

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Conheça Barra do Sirinhaém, em Pernambuco

Fotos: Alcides Cursino / Especial para o EE
O azul do céu e a imensidão do mar nos põe a perder de vista nesse pedaço de paraíso meio habitado, meio deserto. Mas o tanto que tem de infinito, o mar de Barra do Sirinhaém também tem de agitado. Por isso, se natação não for seu esporte favorito, eu te aconselho a ficar na areia tomando "banho de sol" - de preferência, com bastante protetor solar.

❝Barra do Sirinhaém é um dos destinos esquecidos do litoral sul de Pernambuco, e é onde o Entre Embarques foi explorar nesta série de reportagens que começa a partir deste post. 

À primeira vista, a cor do mar pode assustar, mas seu tom ligeiramente marrom é justificado pela influência das águas que recebe do mangue nos arredores. E se você conseguir avistar ao longe, vai observar o contraste do mar de Barra ao azul celeste das praias adjacentes, quase como uma linha imaginária.

A praia é tranquila e quase deserta. Poucas casas na orla são a única coisa que tiram a atenção da paisagem que (custo acreditar) parece que só foi modificada por Deus. Não ache estranho se avistar poucos transeuntes ou nenhum por essas bandas, porque apesar de muito requinte e vista privilegiada, há diversos casarões às beira-mar ao sabor do esquecimento. Também não há comércio na orla, cadeiras de praia ou agitação. Porém, é bom ficar atento e evitar dar oportunidade ao desconhecido.

Quem gosta de caminhadas ainda pode arriscar andar os quase seis quilômetros de faixa de areia quando o mar está baixo e o solo um pouco úmido. Para não torrar os pés, passar protetor e usar uma sandália confortável são itens essenciais. Durante o percurso, ao longe você consegue avistar a Ilha privada a qual chamam de Santo Aleixo - um encanto.



➲ Como chegar:

Barra do Sirinhaém é distrito do município de Sirinhaém, Zona da Mata Sul de Pernambuco, que fica a pouco mais de 70 quilômetros do Recife. A região é um misto de interior e litoral. Na "cidade" a área de mata chama atenção com construções datadas do século XVII e muitos caminhos rurais.

No litoral, o principal destino é a já citada Ilha de Santo Aleixo, mas fica difícil escolher qual é o ponto mais bonito depois que você visita as praias do Sol, Guadalupe e Aver-o-Mar, que além de tudo têm nomes poéticos.

O acesso à Sirinhaém é feito pela BR-101 Sul, e no chegando no Cabo de Santo Agostinho deve-se pegar o acesso à PE-60. Chegando na cidade, vindo do Recife, o destino à Barra começa pelo trevo, que fica logo ao lado esquerdo da pista, contrário ao posto BR na entrada de Sirinhaém.

O caminho é entrecortado por cana e, apesar de ser rota turística do litoral sul do estado, ainda é mal sinalizado e a pista exige muita atenção do condutor. Trechos com lombadas, às vezes alguns animais na pista, e se a viagem for feita durante a noite é preciso ter mais atenção ainda, pois a iluminação é fraca e só existe em alguns pontos.

➲ A cidade

O centro de Barra é pequeno com alguns mercadinhos, lojinhas variadas com produtos a preços bem interessantes, igrejas, farmácias, borracharia, escola municipal etc. Quando tem festa na cidade é nesse mesmo local que os nativos e visitantes se reúnem. Noutros dias há feirinha de artesanato e "breguinaites" à noite.

É também próximo ao centro que os pescadores se encontram e os barcos que atravessam para a paradisíaca Ilha de Santo Aleixo ancoram. E é, justamente, nesse ponto que começamos o próximo post.


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terça-feira, 20 de agosto de 2013

"Eu vi o mundo... Ele começava no Recife."


Algumas sensações eu acho fácil explicar, tipo paixão, que com certeza é algo próximo a dor de estômago. Mas a emoção de navegar sobre as águas do Rio Capibaribe, no Recife, um dos principais destinos turísticos do país, sabendo que foi nessa cidade que você nasceu e se criou, é tão intenso que o peito se enche de orgulho e a sensação é de riqueza.

E Deus abençoe a câmera fotográfica por registrar tantas imagens lindas e nos permitir jogá-las ao mundo. A capital do frevo revista pelo roteiro das sete pontes do centro histórico, com direito a um arco-íris lindo e, para abençoar, uma chuvinha ao cair da noite.



Se você está na cidade a passeio, sugiro que reserve algum dinheiro para fazer o passeio de catamarã pelo Rio Capibaribe. Caso você seja morador daqui e ainda não conhece o roteiro, junte alguns amigos e vá.

O tour começou lindo, num fim de tarde de uma sexta-feira que ainda parecia férias. As crianças corriam na praça do Marco Zero, comiam pipoca e turistas de muitos lugares tiravam dezenas de fotos, conheciam o nosso rico centro de artesanato e aguardavam passeios de barco.

É aqui que começa o seu roteiro. Você pode comprar o ticket de acesso à barca na hora, pelo valor de R$35. O passeio é feito a bordo de um catamarã com a presença do condutor, uma guia e mais dois auxiliares de bordo, e tem duração de aproximadamente 1h15. Quase todos os passageiros da vez eram turistas (brasileiros). Mesmo assim fiquei contente em ver muita gente de fora na cidade.

Antes de tudo, um alerta: Conserve a educação que você recebeu em casa e não jogue nada dentro do Rio. Ouvi algumas pessoas falando que iriam jogar moedas, papeis e fazer pedidos. O Capibaribe não é um rio mágico, nem funciona como uma fonte de desejos. Não retire ou deixe coisas no lugar. Preserve!

A guia Liliana começa a contextualizar a viagem pela Praça Rio Branco, mais conhecida como o marco zero da cidade do Recife (aquele local de onde iniciamos o trajeto). É de lá que começam a ser medidas todas as distâncias de Pernambuco. "Ao infinito e além..."

Do outro lado do cais fica o parque de esculturas Francisco Brennand, com obras do artista de mesmo nome. O local, segundo a guia, foi inaugurado na ocasião dos  500 anos do "descobrimento" do Brasil, através do projeto "Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife", no ano 2000, inspirado na obra do pintor pernambucano de Escada, Cícero Dias. A principal escultura é a Coluna de Cristal, com 32 metros de altura, feita de argila e bronze. Devido a sua estrutura, o monumento foi carinhosamente apelidado pelos recifenses mais travessos de "pica".



✈ Além do parque das esculturas, a estrutura da Rosa dos Ventos que se encontra no chão do Marco Zero também foi inaugurada na mesma ocasião. [Fico devendo a foto]

O passeio de catamarã não faz descidas no parque, mas voltando ao ponto de partida, alguns barqueiros fazem a travessia até o local, e geralmente cobram R$5 por pessoa. Do outro lado do parque, as ondas quebram lindamente na encosta. Cheiro de rio, mar, muito vento. É um lugar lindo, rende ótimas fotos, mas não invente de ir sozinho(a). Há também outro acesso ao local, com um restaurante e estacionamento. Conto em um próximo post.

Ainda a bordo do catamarã, a guia simpática desvenda a história das pontes, do circuito da poesia e dos monumentos históricos ao redor do Capibaribe, quase sempre esquecidos pelos recifenses. O antigo Bataclã, o primeiro hotel da cidade, a arquitetura das pontes, o colégio onde estudou Clarice Lispector e outros ícones, os monumentos históricos como o caranguejo da aurora e o tortura nunca mais, e terminamos avistando o infinito passando por trás do porto e sentindo o cheiro de mel de engenho e açúcar que Liliane definiu lindamente como "cheiro de Pernambuco", e eu amei.


De volta ao Marco Zero, você pode conferir a programação da Caixa Cultural, que tem exposições e apresentações de dança, teatro e exibições de filmes (consultar programação). Depois a boa é aproveitar a noite do Recife Antigo nos bares da rua da moeda, que inclusive melhorou bastante com o posto policial que foi reativado na área - ainda que persistam algumas inconveniências.

Minha avaliação: ✈✈✈✈✈

Uma dica: Fique de olho nos sites de compra coletiva e reserve logo o seu ticket quando tiver uma promoção para o roteiro.

CATAMARÃ VENEZA
Valor: R$35
Duração: 1h15

*Esse post foi "patrocinado" pelo amigo Zé Guilherme, que me deu os tickets de presente. :)

Assista ao vídeo:




Recife, 20 de agosto, 2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Internet gratuita para turistas de Porto de Galinhas

Do Entre Embarques
*Com informações da Prefeitura do Ipojuca


A praia mais famosa do litoral pernambucano agora tem internet ao alcance de todos. A prefeitura de Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, litoral sul do estado, investiu mais de R$50 mil na ampliação da rede wi-fi na região. O interesse é facilitar a vida dos turistas e movimentar a cidade tendo em vista, principalmente, o aumento de visitantes por conta da copa da confederações - que sediará alguns jogos na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife (RMR).

Agora os visitantes vão poder navegar na internet com uma velocidade superior ao 3G, de 0,5 Megabits por segundo (Mbps). E não há limite de usuários. segundo a prefeitura, o serviço já existia, mas era limitado por ter uma cobertura muito restrita e muitos desconhecerem a existência do benefício. 

COMO USAR O SERVIÇO:

Para acessar a internet, o visitante deve escolhar a rede "Ipojuca Digital". Quando conectado, deve preencher o nome de usuário “portodegalinhas” e a senha “turismo”. 

O serviço está disponível na parte mais movimentada da Vila de Porto: Da Rua Beijupirá, a partir do Centro de Atendimento ao Turista, passando pelo calçadão da Rua Esperança e seguindo por toda a rua da Praça das Piscinas Naturais.

Até o final do ano, a Prefeitura pretende cadastrar os turistas na rede wi-fi do distrito já check-in no hotel, a intenção é verficar cada perfil de visitante e poder distribuir o serviço conforme a necessidade de cada turista.