Sabe aquelas delícias do mar que chegam com fartura na mesa da sua casa? Camarão, lagosta, peixe, caranguejo... tudo o que é transformado em pratos finos e vendido em bares e restaurantes por uma pequena fortuna. Mas, antes de se tornarem deliciosos quitutes, tudo isso passa pelas mãos de homens comuns, pescadores que atravessam o mar e passam pelo menos 15 dias lançando e puxando as redes de pesca, em busca dos frutos que vão levar o sustento para a as suas próprias casas.
Em Barra do Sirinhaém, Thiago Pescado, como é conhecido na região, é um desses braços fortes que, ao ancorar em terra, esvazia os baldes de peixe, limpa tudo, e vai vender de casa em casa para os fregueses. Por mês, diz que chega a tirar por volta de R$700 com 15 dias de pesca. “A parte mais difícil é quando pega temporada ruim, como tempo de chuva. Mas em época boa a gente ganha o trocado da gente”, diz Pescado, ressaltando que o dinheiro pode não ser muito, mas ele tem orgulho de dizer que é o trabalho que sustenta a família.
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| Pescadores em Barra do Sirinhaém |
Em alto mar, cinco homens dividem as tarefas, o mestre, que é geralmente o mais experiente, e os outros quatro são pescadores. Thiago Pescado é o proeiro, ou seja, aquela pessoa responsável por despescar (puxar) a rede. Eles viajam em um barco simples, geralmente de 9 ou 12 metros, mas existem embarcações de até 100 metros, segundo Thiago. Aliás, para quem quiser fazer passeio até a Ilha de Santo Aleixo, eles também alugam os barcos.
Da orla até o local da pesca são horas de viagem. Depois da Ilha, eles ainda seguem por 3h mar adentro. Ali, dormem e trabalham por mais de 10 noites, longe de suas casas e das famílias. De acordo com o pescador, o horário mais arriscado é durante a noite, quando passam os grandes navios e o pequeno barco deles pode não ser visto pelos outros navegantes. “Esse é o maior perigo de acidente. Se eles não virem nosso barco podem passar por cima da gente e aí acontece o pior”, conta. Apesar de já ter havido um acidente, eles não são tão frequentes. “Já aconteceu de dois mergulhadores serem atingidos por um navio, que partiu o barco ao meio. Um deles morreu no acidente”, conta Pescado.
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| Thiago mostra a lagosta de 2,5 kg |
Quando chegam do mar, os homens começam a segunda parte do trabalho. Thiago, então, carrega a cestinha da bicicleta com camarões, lagosta, e diversos frutos do mar, e vai vender na cidade. Ali, a clientela é fixa. Tem gente de todo tipo, que compra mais e outros menos. A lagosta grande, que chega a pesar 2,5kg ele vende a R$70. Camarão sai a R$35 o quilo. A variedade de coisas que o pescador traz é tanta, que você se perde até no que vai escolher. Mas, se comprar bastante, ele ainda faz um bom preço.
O mais interessante dessa história de comprar na porta de casa é que a gente vê o que vai comer antes de colocar na panela, e tempera do jeitinho que quiser em casa - com a garantia de que vai sair tudo limpinho. Pergunto o segredo de Thiago pescar tanta coisa boa... e ele diz que não conta! Mas, se quiser experimentar tudo, é só ligar pra ele.
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| Camarão impressionante de 11cm. Ótimo pra fazer espetinho |
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Thiago Pescado
Barra do Sirinhaém
(81) 9334.9578.
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