Antes de
escrever o texto abaixo, pensei bastante, porque, de certa forma,
envolve publicidade e, antes de qualquer negócio, o Entre Embarques
não nasceu para ser e-commerce. Pois bem, mesmo assim não relutei,
porque as linhas seguintes também honram a proposta do blog, de
contar boas e grandes histórias. Antes vamos contextualizar você,
cidadão do mundo. (:
Uma das
coisas que mais orgulha o pernambucano é a criatividade do povo.
Começa no sotaque, vai para a vestimenta, passa pelo turbilhão de
ideias – música, cinema, design, artes plásticas etc – e daqui
ganha o planeta Terra. Feito o Roger (de Renor) diz, “Já que
Recife só quer ser o umbigo do mundo, então: piercing nele”. E
nessa leva, a cidade ganhou a fama de megalomaníaca. Aqui tudo é
maior, menor, pior, melhor, mais ou menos. - E não é que é
mesmo?
- Mas, o
que isso tem a ver com a minha história?
No meio
de tanta excentricidade, as rendeiras, costureiras, artesãs do
tecido ou mulheres do bordado, que fazem arte até com um pedaço de
estopa, botão velho, portando só uma linha e agulha, passam
despercebidas. Todo mundo ama um badulaque (é fofo), mas a entrada
agressiva das grandes marcas do mercado nacional e internacional na
cidade (culpa do desenvolvimento [será?] da capital), acabaram
tirando a atenção da clientela para essas moças. Ainda assim, há
iniciativas que não deixam esse laço cultural ficar perdido no
tempo.
Na Rua do
Lazer, no coração da nossa querida Unicap, é possível encontrar
parte desse resgate. E ali, junto do famoso açaí na tigela, das
tortinhas do Paulo, do acarajé da baiana e do sushi do menino Aleph,
tem uma feirinha que me agrada muito e que desde que se instalou por
ali – agora com certa assiduidade – tem feito eu trocar qualquer
shopping pelos produtos das artesãs de sucesso da feirinha. Também
não sei de ninguém que resistiu até hoje sem comprar nada nas
barraquinhas.
Entre
sala de aula e a volta para casa, já comprei roupa, sandálias,
bolsas, trufas, chocolate caseiro do bom, chaveiros mimosos, brincos
artesanais feito com fitinhas, alémcde todo tipo de badulaque
superútil da feirinha. Umas coisas valem muito a pena (R$), outras
eu fico só na tentação. E aí, no último mês conheci a banca Maria Bonita, que faz um trabalho manual com tecidos de fazer
qualquer consumista perder o sono (sentiu o clima Beck Bloom no ar?
Eu sei!).
A
história da Joana Maria (daí o nome da marca), 36 anos, é bacana.
Trabalhou como consultora de vendas muitos anos, mas não estava
satisfeita. Descobriu que tinha talento, gosto e resolveu encarar o
mundo. Fez curso de Patchwork e começou vendendo as peças (no
início blusinhas bordadas), até que chegou ali, na Rua do Lazer, no
maior encontro de cultura e nacionalidade da capital pernambucana. E
é gente de todo lugar do mundo. Intercambistas da África, México e
até do Sul do País (why not?), além de uma infinidade de
visitantes que a Universidade traz todos os anos. Entendeu a viagem?
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| O DDD é (81) |
Hoje,
Joana vive da própria arte. “Eu sou a minha própria empresária.
Se tenho uma ideia, primeiro faço testes, peço opinião, pesquisa
bastante para depois colocar à venda. A minha filha também me
ajuda, mas o grande trabalho é meu, inclusive também preciso
investir em cursos e me atualizar das tendências de tecido e
material para fazer um produto de qualidade”, conta.
Uma das
criações da marca foi inspirada em uma peça de uma multinacional,
lembra a artesã. “O grande barato desse trabalho é que posso me
basear em produtos industriais e trabalhar aquilo com o tecido, com a
madeira e transformar em artesanato. Uma vez eu entrei em uma loja e
vi um produto que eu adoraria ter em casa (o suporte para
computadores almofadado), mas quando reparei no preço, vi que
custava mais de R$100. Então passei um ano testando soluções,
cheguei a um resultado ótimo, e finalmente coloquei o produto à
venda”, lembra Joana.
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| Joana Maria (: |
O espaço
da feirinha é tão democrático quanto o espaço acadêmico. Não dá
para dizer que há concorrência, porque cada produto é único, e
cada pessoa tem um gosto diferente. Algumas barraquinhas fabricam o
mesmo produto, mas tem sempre algo que diferencia uma coisa da outra
– nada é igual. Garanto! O mesmo esquema de artesanato também é
articulado na UFPE, onde a Joana também expõe os produtos dela.
Para quem vem visitar a cidade e quer conhecer a exclusividade dos
produtos, pode dar uma chegada na Rua do Bom Jesus, no Recife Antigo,
e conferir A MEGA VARIEDADE de coisas (boas e baratas) que o pessoal
da terra produz. Eu amo! #ÊtaPernambucobom
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| Art's nas Mãos, de Marli Branches (81) 3221.2672 / 8770.8578 |
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| Art's nas Mãos, de Marli Branches |
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Uau, que texto lindo Aline. Fiquei encantada com tudo e adorei as pulseirinhas tb.
ResponderExcluirPreciso comprar! :)
bjssss
Parabéns há vcs duas Joana pelos produtos e vc aline pela Materia bjss
ResponderExcluirBela história Aline, ficou ainda melhor contada por você.
ResponderExcluirArrasou!
Parabéns. :)
Obrigada, amiga Juuuu!!! :***
ResponderExcluirVamos combinar nossas próximas aventuras, prepare-se!
Muito obrigada, João!!! (:
ResponderExcluirSeja bem-vindo ao blog, sempre!!!
Beijão!! :*
Quando você vier pro casamento do Hugo a gente vai na feirinha comprar tuuuudo! :***
ResponderExcluirObrigada Aline, a matéria ficou ótima, adorei.
ResponderExcluirBjssssss até a próxima.
Obrigada João(:
ResponderExcluirBjsss!!
Obaaaa! Você também arrasaaaaaaa! (((:
ResponderExcluirBeijoooos! :***
Belo texto, essa menina.
ResponderExcluirObrigada, Jotaerri! (:
ResponderExcluirAline tu é arretada..!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirParabens.Bjos
Obrigada!!! :D :D :D
ResponderExcluirAmiga, não conhecia seu blog, estou navegando e adorando. Me identifiquei em várias postagens, vou aprender muito por aqui.
ResponderExcluirBjos
Seja muito bem-vinda!
ResponderExcluirE vamos trocar experiências. (:
Beijão!