A vantagem de estar no litoral sul é que muitos lugares ficam ali, bem pertinho uns dos outros. Se você quiser dar um pulo em Porto de Galinhas, Maracaípe ou Serrambi, as praias ficam a poucos minutos uma da outra. E se você pretende tirar um dia para conhecer o lindo litoral de Alagoas, em pouco mais de 1h você chega na localidade.
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Barra do Sirinhaém, uma das principais atividades turísticas é o passeio de Catamarã, que sai do Píer de Guadalupe até o pontal de vizinha Praia dos Carneiros, em Tamandaré. Para chegar ao Píer, é só pegar a pista que vai para a praia de A-Ver-o-Mar, passar a entrada do lugar, e seguir em frente. No caminho tem uma plaquinha meio desorientada, mas preste atenção também nos buracos, porque até lá a pista tem trechos completamente acidentados (veja nas fotos). Quem não é acostumado com a andar por lá pode acabar tendo que trocar um pneu de última hora - e eu não recomendo ficar por ali parado(a) dando bobeira.

Duas empresas fazem o passeio até o local, mas escolhemos passear com o Catamarã Cavalo Marinho, que sempre tem ótimas promoções em sites de compra coletiva (foi assim que comprei meus tickets, de R$60 saíram por R$25,90) e é referência como sendo o melhor passeio náutico da região. Apesar da minha decepção com Carneiros (leia mais adiante), o passeio está aprovado! E se você conseguir juntar uma turma vai ficar mais legal ainda.
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RECOMENDAÇÕES
A primeira dica, e adianto ser a mais importante, é descansar bem na noite anterior ao passeio, e não dispensar de forma alguma o kit protetor solar + óculos de sol. A saída do Píer acontece, pontualmente, às 9h. Se o dia estiver radiante dá para caprichar nas fotos e no bronzeado (por isso o protetor solar vai ser seu melhor amigo durante a viagem).
Não é permitido fumar a bordo, atirar/arremessar/jogar nada no mar (por favor, sejamos civilizados!), e no barco também não há lugares marcados. Mas o catamarã é bem espaçoso e acomoda bem todo mundo, não há necessidade para brigas. Se ficar apertado(a) para fazer xixi, pode ficar tranquilo, que lá também tem um banheirinho (nada de fazer no mar). E também dá pra fazer o passeio se refrescando nas redes de banho do barco. É massa para as crianças ou pra quem não sabe nadar - como eu!
Um dos guias é Luciano, que passa todas as orientações antes de iniciar o percurso. Começamos navegando por um braço de mar chamado de Rio Formoso, e em seguida entramos no Rio Ariquindá para conhecer o manguezal. Ali fazemos a primeira parada.
Depois, damos a volta pelo mesmo Rio e seguimos para a Área de Presevação Ambiental (APA) onde (dizem) dá para ver alguns cavalos marinhos e também é o local onde os tubarões vão para se reproduzirem. Por falar neles, surgiram algumas perguntas sobre ataques, mas o guia deu uma explicação bem rapidinha sobre o assunto. "Com a construção do Porto de Suape, desmataram todo o mangue da área e houve uma alteração na corrente marinha. Isso fez com que os tubarões se deslocassem até a praia de Boa Viagem, no Recife, e quando se encontram com um banhista ou surfista, ocorrem os ataques. Mas tubarão nunca se alimentou de gente", esclarece.
No caminho para a próxima descida, eles fazem uma parada para os que estão a bordo darem um mergulho em alto mar. É fundo, a corrente puxa, mas eles dão até colete salva-vidas para quem não sabe nadar, mas não tem medo de se arriscar no mergulho.
Dali, a gente segue para a a praia de Guadalupe, onde ficamos por 30 minutos e é também onde tem o famoso banho de argila.

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BANHO DE ARGILA
Muita gente esperava mais dessa parte do passeio, e imaginava que faria um banho bem exótico de argila. Mas, na verdade, quando chegamos à praia, tudo o que vemos são algumas barracas que vendem água de coco e outros lanches, e algumas pessoas na margem que aguardam os turistas com grandes baldes de argila. Você, obviamente, vai se perguntar onde fica o tal banho, e talvez se decepcione quando descobrir que o atrativo nada mais é do que aquilo ali, bem à sua frente.
Ainda assim, se você quiser pegar um pouco da argila do balde e passar no corpo, não vai te custar nada. Dizem que o banho tem alguns efeitos terapêuticos e medicinais. O benefício ainda vai depender da cor da argila que você usar no "banho".
Quem gostar da ideia e quiser levar o pó de argila para casa, tem gente por lá vendendo, só achei os preços pouco convidativos para a quantidade de argila que vem no saquinho.
➲ CARNEIROS

De Guadalupe, o Catamarã segue para um banco de areia da região, onde ficamos por 30 minutos. É a descida mais suave, onde não tem muita coisa para ver, mas dá para fazer um bom mergulho e relaxar. Finalmente, chegamos na Praia dos Carneiros, onde fazemos a última parada de aproximadamente 3h. Chegamos com a maré baixa, então até a orla, a gente faz uma pequena caminhada pelo mar seco e aproveita para ir catando conchinhas.
Carneiros é um dos destinos queridinhos do litoral pernambucano, mas a popularização do lugar atraiu tantos turistas e visitantes de todos os tipos que, hoje, o cenário vendido como "paraíso" é mais ostentação do que "paradise". A praia fica a 113km do Recife, e recentemente foi eleita uma das melhores do mundo, ocupando o 12° lugar no prêmio Traveller's Choice 2014, promovido pelo site de viagens TripAdvisor.
● Confira o ranking das melhores praias do mundo segundo os leitores do TripAdvisor
clicando aqui.
O ponto de referência na área onde ancoramos é o Restaurante Bora-Bora, que foi onde ficamos. Do outro lado do restaurante, ficam as piscinas naturais. São 3h de parada, então, se você não tiver pelo menos R$50 na carteira sugiro nem se acomodar no bar. A comida é bem razoável e o atendimento foi muito demorado, mesmo com o restaurante relativamente vazio. É verdade que o restaurante é cheio de atrativos, tem uma área de descanso, esteiras para se bronzear, um parquinho para a criançada, e o local é enorme e bem decorado. Mas prato bonito não enche barriga, né?
Nosso cardápio foi: 1 prato de camarão (gorjonete de camarão) - R$43,50; 4 cervejas; 1 caldinho; 1 água tônica; 1 refrigerante. Isso nos custou uma pequena fortuna de R$103,61 (incluindo o serviço, que não é dos melhores).
Na praia, tinha até passeio de charrete para os turistas, fato que eu achei um absurdo sem tamanho, porque o cavalo faz cocô em toda a extensão da areia e deixa um mal cheiro terrível, que depois vai ser coberta pela água do mar, quando a maré subir. Além disso, coitado do animal, que fica plantado o dia inteiro em um sol escaldante. Outro detalhe é que não há fiscalização ou policiamento no local. E aí se foi o meu encanto por Carneiros...
Aliás, ali a gente vê uma concentração de comércio incrível. Barraquinhas móveis de artesanato carrinho de picolé, vendedor de cocada. É bem diverso. Exceto as coisas que produzem lixo (isso inclui os vários barcos e lanchas particulares que chegam na praia), acho legal essa variedade. Além disso, achei muita latinha e garrafa plástica (o clássico dos porcalhões, né?) jogadas pela areia.
Depois do almoço, o Catamarã vem nos pegar pontualmente à hora marcada. Na volta, o pessoal ainda faz uma parada na charmosa Igreja de São Benedito, datada do século XVIII, que fica em área de propriedade privada. De um tempo para cá, a capelinha à beira a mar tem sido palco de vários casamentos, ideal para os casais que querem uma cerimônia mais simples e romântica. Mas, não se iluda achando que vai economizar casando ali, o aluguel da igrejinha não sai por menos de R$12 mil.
➲ SERVIÇO:
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Gostei das informações! Quando eu fizer o passeio, vou seguir as dicas.
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