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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris


 Rio Sena à noite, em Paris. (Foto: Milton Raulino / EE) 

Para mim, estar na França era um mito; uma mistura de realização pessoal com sonho de consumo. Não sei como explicar, mas, desde os 19 anos, me aventuro pela cultura francesa, graças à santa Internet: paisagens, linguagens, música, gastronomia... Tudo ali me encantava. Resolvi, portanto, que, na minha primeira viagem à Europa, Paris seria o destino certeiro – E foi. Fiquei cinco dias na capital da França, estadia que, apesar de curta, me fez sair do platonismo e aprender a gostar de Paris tal como ela é, com suas qualidades e defeitos.

Cheguei à Cidade-Luz depois de 9 horas de avião e 3 de trem, já de noite. Tratei de chegar logo ao hostel para fazer check-in e cair na rua para ver a cidade cintilar. Jantei um crepe no bairro Le Marais, conhecido por ser um bairro jovem, de vida noturna animada, e caminhei um pouco para ver o movimento. Neste passeio, tive o primeiro contato com os monumentos da capital. Por toda parte, construções baixas e de arquitetura antiga totalmente preservadas denunciavam que a história está imortalizada. Por instantes, eu também podia fazer parte daquilo que, pra mim, só era concreto nos livros.

Ópera Garnier de Paris (à esquerda) e fachada do Teatro Olympia (Fotos: Milton Raulino / EE)

Passei pelo Hôtel de Ville – edifício que abriga a prefeitura de Paris, na frente do qual acontecia um protesto. Apesar do ambiente hostil, muitas pessoas caminhando e aproveitando a noite, que estava estrelada e agradável. Um frio sereno embalava a noite. Caminhei ao longo do Sena, passei pela Pont des Arts – a famosa ponte dos cadeados – e cheguei ao suntuoso Louvre. Ao longe, se via o topo da Torre Eiffel brilhando.

No dia seguinte, resolvi explorar melhor a região com o dia claro. Comecei pela linda região da Ópera Garnier, prédio da Academia Nacional de Música. Passei pelo famoso teatro Olympia – music hall de renome - e pela Place Vendôme até chegar ao Jardin des Tuileries. Fazia sol e muitas pessoas estavam aproveitando o dia ao ar livre: fazendo cooper, relaxando nas cadeiras à beira dos pequenos lagos e fontes do jardim, ou apenas passeando. É engraçado notar que, nos países onde há estações bem definidas, as pessoas dão muito valor ao sol e fazem questão de aproveitá-lo quando os dias frios estão por vir. Afinal, como as árvores já anunciavam, o outono havia chegado.

Cenas de uma tarde de sol no Jardin des Tuileries (Fotos: Milton Raulino / EE)

A região é bastante agradável e vale passeio lento, sem pressa. De uma ponta, tem-se acesso ao pátio do Louvre; do outro, o Obelisco, na Place de la Concorde, dá início à Champs-Elysées. Depois de explorar o parque, andei por toda a extensão da avenida, passando por dois museus importantes, o Grand e o Petit Palais, até chegar ao meu objetivo do dia: visitar o Arco do Triunfo, um dos dois principais ícones da França.

A entrada é fácil, através de um túnel por debaixo da larga rotatória de veículos que circunda o monumento. Essa é a única forma de atravessar, já que não há semáforos no local. No próprio túnel, uma movimentação já indica os guichês de compra do bilhete, pelo qual paguei € 9,50. Esse é o ticket para um adulto, mas tarifas diferentes para estudantes e grupos, por exemplo.

O Arco do Triunfo, símbolo francês da vitória (Foto: Milton Raulino / EE)

Na realidade, o acesso à praça Charles de Gaulle, onde fica o Arco, é gratuita. Pode-se observar os ricos entalhes de perto sem pagar nada. Em volta do monumento, que é o símbolo da vitória para os franceses, há placas que homenageiam a participação da França em guerras, combates e episódios históricos que marcaram o país.

O ingresso só é necessário para quem quer subir no Arco. É aí que se precisa de disposição para encarar alguns (vários) degraus. No caminho, há um pavimento com uma pequena galeria contando a história do monumento, mas a verdadeira recompensa está no topo, ao ar livre. De lá, tem-se uma linda vista da cidade em 360 graus. Vale o esforço em cada degrau.

E quem disse que eu queria ir embora? Fiquei durante muito tempo admirando aquela linda tarde de sol parisiense. Ali, meu sonho se realizava; me sentia abençoado, grato, e meu coração batia feliz. Até podia ouvir, na minha mente, Edith Piaf cantando a canção Sous le Ciel de Paris (Sob o Céu de Paris). Foi inesquecível. Que maravilha era estar sob aquele céu!
Sob o céu de Paris! (Foto: Milton Raulino / EE)

➲ SERVIÇO:
Arco do Triunfo
Praça Charles de Gaulle, S/N, Paris - França
Aberto todos os dias: de abril a setembro, das 10h às 23h; de outubro a março, 10h às 22h30.
Como chegar: Estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile (Linha 1 - Amarela)

Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias)
Rue de Rivoli, 113, Paris - França
Aberto regularmente de março a maio, das 7h às 21h; de junho a agosto, das 7h às 23h; no mês de setembro, das 7h às 21h; de outubro a abril, das 7h30 às 19h30.
Como chegar: Estação de metrô Tuileries (Linha 1 - Amarela)
Entrada Gratuita.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Uma manhã na pequena grande Frankfurt

Primeiro contato com a Europa: Frankfurt, Alemanha (Foto: Milton Raulino / EE)

Após nove horas no voo, chego a Frankfurt. A cidade alemã foi o ponto de partida da minha aventura entre outubro e novembro de 2014, que englobou Paris, Londres, Amsterdã, Berlim, Colônia e Aachen (estas últimas cidades também alemãs, onde encontraria amigos brasileiros que estão morando pelas bandas de lá). A estadia de apenas uma manhã na cidade, antes de pegar um trem para Paris, me encantou e deixou um gostinho de quero mais.  

Frankfurt é uma pequena grande cidade. Trata-se de uma cosmopolita em tamanho ínfimo, se comparada às cidades desenvolvidas da Europa. Ela abriga um grande centro econômico-financeiro e um dos aeroportos mais movimentados do continente, recebendo voos de todo mundo. Devido a esse fluxo intenso, muitas pessoas, como eu, têm períodos curtos de estadia em Frankfurt e se perguntam: será que há atrações interessantes para se conhecer nesta cidade?

A resposta é sim. Se você dispor de ao menos um turno inteiro, cerca de cinco horas, em Frankfurt, é possível dar uma volta e conhecer coisas bem legais na cidade. Cheguei lá bem cedo, já com um bilhete de trem para Paris, com embarque no começo da tarde. Guardei minha mala na estação de trem e fui passear. A volta me encantou e me proporcionou o primeiro contato com a cultura europeia.

Apesar do movimento, a cidade é silenciosa, tranquila é agradável. Ela congrega bem o moderno e antigo: de um lado, arranha-céus envidraçados, sedes do Euro; mais algumas ruas adiante, edifícios históricos formam a Altstadt, a região antiga da cidade. Casas típicas da arquitetura alemã e igrejas compõem um lindo visual que pode ser percorrido todo a pé.   

Imagens da Altstadt, centro antigo de Frankfurt (Fotos: Milton Raulino / EE)

Me chamou atenção também o grande calçadão Zeil, onde se concentra o comércio local. Muitas lojas de vestuário, calçados, perfumes, maquiagem, restaurantes, lanchonetes, lembrancinhas... Tem de tudo um pouco. O shopping center MyZeil rouba a cena local com seu design moderno e arrojado: a fachada do centro de compras é toda feita de vidro trabalhado, o que forma uma arquitetura bem interessante. Sem dúvidas é uma opção válida para se comprar ou ver as novidades.

A região do Zeil é bem agradável, tem muitas árvores, bancos e bicicletas. Também havia muitos locais para comer e beber ao ar livre – são os chamados biergarten ou, em bom português, jardim da cerveja. É o local onde o pessoal se reúne para conversar, beber uma cerveja e se distrair em meio à loucura da rotina. Os biergaten de verdade são em locais mais arborizados, o que traz as pessoas mais pra perto da natureza. Mas também há alguns dentro da cidade. A manhã daquela quarta-feira, 29 de outubro, estava fria e, em horário comercial, não havia muita gente desfrutando das mesinhas, exceto eu e algumas poucas pessoas.

Cena do calçadão Zeil (à esquerda) e fachada do shopping MyZeil (Fotos: Milton Raulino)

A cidade ainda oferece mais opções turísticas. O zoológico de Frankfurt, por exemplo, é bem falado e avaliado por quem o conhece. Há também museus, como a casa em que nasceu o escritor Goethe. Para quem tem mais tempo pode ainda embarcar num ônibus turístico para dar uma volta rápida na cidade e ver as atrações e monumentos com a orientação de guias turísticos.

Se você tiver estiver de passagem por Frankfurt, não deixe de circular e ver um pouco dela. Mas a lembre-se que a cidade é pequena. Dois dias são o suficiente para passear por lá. Para mim, o tempo passou voando. Quando vi, já era hora de voltar à estação para encontrar e pegar meu trem. Apesar de breve, o passeio valeu a pena. Obrigado pela companhia, Frankfurt, nos encontramos mais noutra oportunidade. Agora, Paris me aguarda!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Voando pela Condor: como é o voo direto do Recife para a Alemanha?


A primeira viagem ao exterior a gente não esquece. Entre outubro e novembro de 2014, fiz a minha primeira viagem internacional: um tour de 20 dias pela Europa, passando por quatro países - França, Inglaterra, Holanda e Alemanha. Fui só, de mente e coração abertos, com fome e sede de tudo. O resultado foi uma das melhores experiências da minha vida, a qual compartilho aqui numa série de postagens.


Voei do Recife até Frankfurt, na Alemanha, onda iniciei minha aventura. Até então, estava acostumado apenas aos voos domésticos no Brasil, pela Tam ou Gol. Como encarar quase dez horas seguidas dentro de um avião? E como seria estar numa companhia aérea, até então, desconhecida para mim? A ansiedade era grande! Minhas perguntas foram respondidas no dia 28 de outubro, data em que embarquei na viagem. Gostei muito da experiência com a Condor, que tem aeronaves confortáveis e oferecem um ótimo serviço por tarifas atraentes.

Na ida, durante a noite, foi tudo minuciosamente exemplar. A primeira impressão me marcou muito: o avião era grande e espaçoso. Recebemos um kit de uma sacola de pano com protetores auriculares, máscara de dormir, fones de ouvido, um par de meias, escova e pasta de dente. As poltronas eram bastante confortáveis; esperando por nós, sobre elas, um pequeno travesseiro e um cobertor. O espaço entre os assentos era bem satisfatório. Na traseira da poltrona à frente, uma pequena TV trazia opções de filmes, séries, músicas e um mapa interativo com informações sobre a viagem.

Interior da aeronave da Condor, durante voo Recife-Frankfurt (Foto: Milton Raulino / EE)

Na volta, pela manhã, não recebemos o kit, mas o atendimento foi igualmente exemplar. No começo, estranhei a comunicação. Por ser uma companhia alemã, o principal idioma dos avisos e da abordagem do staff é toda em alemão. Mas todos falam inglês e são solícitos em ajudar no que for preciso.

Os voos de ida e de volta foram muito tranquilos; não tivemos turbulências, apenas balanços muito leves. Assisti dois filmes e fui aproveitando o serviço de bordo, que ofereceu refeições bem preparadas. Na ida, jantar e café da manhã; na volta, café e almoço; além de servirem água, chá, refrigerante e suco de tempos em tempos. As comidas, bem no estilo alemão, não são exatamente deliciosas; são bem apresentadas e boas basicamente para se matar a fome - afinal, é o que interessa. Tudo o que é servido é gratuito, exceto bebidas alcoólicas e cigarros - não que se possa fumar a bordo, mas, sim, eles vendem cigarros -, comercializados à parte.

Como acontece em toda viagem, a volta é sempre mais demorada, pois já estamos mais cansados e queremos chegar logo em casa. As novidades e a empolgação da ida fizeram o tempo do voo correr depressa. Depois de me familiarizar com todo o ambiente, adormeci e, para minha surpresa, acordei com o dia já claro. Espiei pela janela e me deparei com um lindo cartão de boas-vindas – eram os Alpes anunciando que já chegávamos ao velho continente e logo aterrissaríamos.

E não é que tudo isso era realidade mesmo? Não cabia em mim de tanta felicidade: eu havia chegado! 

Os Alpes: saudação de boas-vindas na chegada à Europa (Foto: Milton Raulino / EE)


✈ Continua...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Navegando de catamarã do Píer de Guadalupe até a Praia dos Carneiros

A vantagem de estar no litoral sul é que muitos lugares ficam ali, bem pertinho uns dos outros. Se você quiser dar um pulo em Porto de Galinhas, Maracaípe ou Serrambi, as praias ficam a poucos minutos uma da outra. E se você pretende tirar um dia para conhecer o lindo litoral de Alagoas, em pouco mais de 1h você chega na localidade.

Em Barra do Sirinhaém, uma das principais atividades turísticas é o passeio de Catamarã, que sai do Píer de Guadalupe até o pontal de vizinha Praia dos Carneiros, em Tamandaré. Para chegar ao Píer, é só pegar a pista que vai para a praia de A-Ver-o-Mar, passar a entrada do lugar, e seguir em frente. No caminho tem uma plaquinha meio desorientada, mas preste atenção também nos buracos, porque até lá a pista tem trechos completamente acidentados (veja nas fotos). Quem não é acostumado com a andar por lá pode acabar tendo que trocar um pneu de última hora - e eu não recomendo ficar por ali parado(a) dando bobeira.




Duas empresas fazem o passeio até o local, mas escolhemos passear com o Catamarã Cavalo Marinho, que sempre tem ótimas promoções em sites de compra coletiva (foi assim que comprei meus tickets, de R$60 saíram por R$25,90) e é referência como sendo o melhor passeio náutico da região. Apesar da minha decepção com Carneiros (leia mais adiante), o passeio está aprovado! E se você conseguir juntar uma turma vai ficar mais legal ainda. 

➲ RECOMENDAÇÕES



A primeira dica, e adianto ser a mais importante, é descansar bem na noite anterior ao passeio, e não dispensar de forma alguma o kit protetor solar + óculos de sol. A saída do Píer acontece, pontualmente, às 9h. Se o dia estiver radiante dá para caprichar nas fotos e no bronzeado (por isso o protetor solar vai ser seu melhor amigo durante a viagem).

Não é permitido fumar a bordo, atirar/arremessar/jogar nada no mar (por favor, sejamos civilizados!), e no barco também não há lugares marcados. Mas o catamarã é bem espaçoso e acomoda bem todo mundo, não há necessidade para brigas. Se ficar apertado(a) para fazer xixi, pode ficar tranquilo, que lá também tem um banheirinho (nada de fazer no mar). E também dá pra fazer o passeio se refrescando nas redes de banho do barco. É massa para as crianças ou pra quem não sabe nadar - como eu!  

Um dos guias é Luciano, que passa todas as orientações antes de iniciar o percurso. Começamos navegando por um braço de mar chamado de Rio Formoso, e em seguida entramos no Rio Ariquindá para conhecer o manguezal. Ali fazemos a primeira parada.

Depois, damos a volta pelo mesmo Rio e seguimos para a Área de Presevação Ambiental (APA) onde (dizem) dá para ver alguns cavalos marinhos e também é o local onde os tubarões vão para se reproduzirem. Por falar neles, surgiram algumas perguntas sobre ataques, mas o guia deu uma explicação bem rapidinha sobre o assunto. "Com a construção do Porto de Suape, desmataram todo o mangue da área e houve uma alteração na corrente marinha. Isso fez com que os tubarões se deslocassem até a praia de Boa Viagem, no Recife, e quando se encontram com um banhista ou surfista, ocorrem os ataques. Mas tubarão nunca se alimentou de gente", esclarece.

No caminho para a próxima descida, eles fazem uma parada para os que estão a bordo darem um mergulho em alto mar. É fundo, a corrente puxa, mas eles dão até colete salva-vidas para quem não sabe nadar, mas não tem medo de se arriscar no mergulho. 

Dali, a gente segue para a a praia de Guadalupe, onde ficamos por 30 minutos e é também onde tem o famoso banho de argila.

➲ BANHO DE ARGILA

Muita gente esperava mais dessa parte do passeio, e imaginava que faria um banho bem exótico de argila. Mas, na verdade, quando chegamos à praia, tudo o que vemos são algumas barracas que vendem água de coco e outros lanches, e algumas pessoas na margem que aguardam os turistas com grandes baldes de argila. Você, obviamente, vai se perguntar onde fica o tal banho, e talvez se decepcione quando descobrir que o atrativo nada mais é do que aquilo ali, bem à sua frente.

Ainda assim, se você quiser pegar um pouco da argila do balde e passar no corpo, não vai te custar nada. Dizem que o banho tem alguns efeitos terapêuticos e medicinais. O benefício ainda vai depender da cor da argila que você usar no "banho". 

Quem gostar da ideia e quiser levar o pó de argila para casa, tem gente por lá vendendo, só achei os preços pouco convidativos para a quantidade de argila que vem no saquinho.

➲ CARNEIROS

De Guadalupe, o Catamarã segue para um banco de areia da região, onde ficamos por 30 minutos. É a descida mais suave, onde não tem muita coisa para ver, mas dá para fazer um bom mergulho e relaxar. Finalmente, chegamos na Praia dos Carneiros, onde fazemos a última parada de aproximadamente 3h. Chegamos com a maré baixa, então até a orla, a gente faz uma pequena caminhada pelo mar seco e aproveita para ir catando conchinhas. 

Carneiros é um dos destinos queridinhos do litoral pernambucano, mas a popularização do lugar atraiu tantos turistas e visitantes de todos os tipos que, hoje, o cenário vendido como "paraíso" é mais ostentação do que "paradise". A praia fica a 113km do Recife, e recentemente foi eleita uma das melhores do mundo, ocupando o 12° lugar no prêmio Traveller's Choice 2014, promovido pelo site de viagens TripAdvisor.

● Confira o ranking das melhores praias do mundo segundo os leitores do TripAdvisor clicando aqui.

O ponto de referência na área onde ancoramos é o Restaurante Bora-Bora, que foi onde ficamos. Do outro lado do restaurante, ficam as piscinas naturais. São 3h de parada, então, se você não tiver pelo menos R$50 na carteira sugiro nem se acomodar no bar. A comida é bem razoável e o atendimento foi muito demorado, mesmo com o restaurante relativamente vazio. É verdade que o restaurante é cheio de atrativos, tem uma área de descanso, esteiras para se bronzear, um parquinho para a criançada, e o local é enorme e bem decorado. Mas prato bonito não enche barriga, né?

Nosso cardápio foi: 1 prato de camarão (gorjonete de camarão) - R$43,50; 4 cervejas; 1 caldinho; 1 água tônica; 1 refrigerante. Isso nos custou uma pequena fortuna de R$103,61 (incluindo o serviço, que não é dos melhores).


























Na praia, tinha até passeio de charrete para os turistas, fato que eu achei um absurdo sem tamanho, porque o cavalo faz cocô em toda a extensão da areia e deixa um mal cheiro terrível, que depois vai ser coberta pela água do mar, quando a maré subir. Além disso, coitado do animal, que fica plantado o dia inteiro em um sol escaldante. Outro detalhe é que não há fiscalização ou policiamento no local. E aí se foi o meu encanto por Carneiros...

Aliás, ali a gente vê uma concentração de comércio incrível. Barraquinhas móveis de artesanato carrinho de picolé, vendedor de cocada. É bem diverso. Exceto as coisas que produzem lixo (isso inclui os vários barcos e lanchas particulares que chegam na praia), acho legal essa variedade. Além disso, achei muita latinha e garrafa plástica (o clássico dos porcalhões, né?) jogadas pela areia.



Depois do almoço, o Catamarã vem nos pegar pontualmente à hora marcada. Na volta, o pessoal ainda faz uma parada na charmosa Igreja de São Benedito, datada do século XVIII, que fica em área de propriedade privada. De um tempo para cá, a capelinha à beira a mar tem sido palco de vários casamentos, ideal para os casais que querem uma cerimônia mais simples e romântica. Mas, não se iluda achando que vai economizar casando ali, o aluguel da igrejinha não sai por menos de R$12 mil.

➲ SERVIÇO:

Catamarã Cavalo Marinho
www.catamaracavalomarinho.com.br



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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Rio de Janeiro: pequeno roteiro para iniciantes

RIO DO BRASIL 

Por *Milton Raulino
miltonraulino@yahoo.com.br
Especial para o Entre Embarques 


Foto: Rio de Janeiro / Milton Raulino (Especial para o EE)
O Rio de Janeiro é, de fato, uma cidade maravilhosa, sem tirar, nem por. Cartão-postal obrigatório do Brasil, o Rio é um destino perfeito para quem curte agito a qualquer hora do dia. A cidade abriga uma infinidade de atrações turísticas, bares e boates, além das praias maravilhosas. Tudo isso com um visual de tirar o fôlego, composto pelas formações rochosas que envolvem toda a metrópole. Se seu destino for o Rio, vou logo avisando: vai ser difícil não se apaixonar.

A cidade já é uma velha conhecida minha e, de uma forma ou de outra, está um pouco no meu sangue. Minha família por parte de mãe é toda nascida no Rio de Janeiro, o que me rendeu boas viagens às terras fluminenses durante a infância e parte da adolescência. Mais recentemente, estive com amigos em uma breve estadia no Rio, entre os dias 6 e 10 de fevereiro deste ano. Apesar do curto tempo, a viagem foi suficiente para deixar muitas saudades e já me fazer preparar o bolso para uma próxima visita.

Foi a minha primeira vez no Rio durante o verão. E não há época melhor para se visitar a cidade maravilhosa. Há sempre bastante movimento nas ruas, especialmente nas áreas mais badaladas, na Zona Sul. Muitos turistas, especialmente estrangeiros, e gente bonita a todo tempo lotam os mais diversos lugares. O clima é super alto astral e, se você está solteiro, a paquera certamente vai rolar solta. Não preciso nem dizer para aproveitar.

E não é só no sentido figurado que o clima esquenta no Rio de Janeiro, ainda mais nesta época do ano. A cidade faz jus àquela música “Rio 40 graus”, chegando até a exceder facilmente essa dita temperatura. Por isso, a pedida para durante o dia são as praias, seja para tomar uma caipirinha e apreciar o movimento ou pegar um bronze na areia e cair nas águas geladas – sim, muito geladas – do mar carioca. Mesmo detestando água gelada, me rendi a um bom banho de mar e acabei descobrindo um método muito eficaz de me livrar do calor e do suor excessivos. Vista roupa leve, leve protetor solar e divirta-se!

➲ Praias

Copacabana, Ipanema, Leblon... As praias mais famosas ficam todas na Zona Sul da cidade e são de fácil acesso. De metrô, você chega facilmente até Copacabana e Ipanema. O Leblon fica logo depois, mas graças ao “metrô de superfície” – um tipo de ônibus expresso climatizado e seguro – você poderá caminhar pelas charmosas ruas arborizadas, entre os antigos e luxuosos prédios da localidade. Impossível não se sentir em uma novela de Manoel Carlos e não cantarolar algumas famosas canções da bossa nova ao longo do trajeto.

Foto: Lagoa Rodrigo de Freitas / Milton Raulino (Especial para o EE)




Se fosse para escolher minha preferida, optaria por Ipanema/Leblon, que são vizinhas. Oferecem menos estrutura, a não ser alugar cadeiras e guarda-sóis na própria areia, mas são bem mais tranquilas. Como o metrô ainda não abrange esse trecho da cidade, as praias são menos cheias e, por consequência, acabam sendo mais seguras. Copacabana, muito famosa e acessível, oferece vários quiosques bem estruturados à beira mar, com lanches e refeições à disposição, mas a praia é bem mais lotada. Fica mais a seu critério. Para quem tem disposição, pode tentar ir – apenas de táxi ou carro – até a Barra e ao Recreio dos Bandeirantes, locais mais recuados e escolhidos pelos novos ricos cariocas para morarem e curtirem o verão.

Outra opção boa para o período diurno é conhecer a Lagoa Rodrigo de Freitas. É um lugar muito bacana para caminhar, se exercitar, andar de bicicleta ou apenas apreciar a vista. Há restaurantes bastante agradáveis ao redor da lagoa, e, para os casais apaixonados, uma dica clichê, mas nem por isso descartável, é ir passear a dois no pedalinho em forma de cisne. Entre as opções, eu e meus amigos optamos por alugar bicicletas. Saímos de uma estação em Ipanema, passeamos por um trecho da Rodrigo de Freitas e depois seguimos voltando e fomos até Copacabana, terminando o trajeto em frente ao Copacabana Palace. Um passeio gostoso e simples, que enche a vista e o coração de encantamento pela natureza e pelos ares cariocas.

Foto: Vista da praia de Ipanema / Milton Raulino (Especial para o EE)



A noite de Ipanema é famosa, principalmente nas imediações do Posto 9, onde fica a rua Farme de Amoedo. Muitos bares e restaurantes ficam abertos até tarde da noite. Uma opção mais tradicional é ir à Lapa. Ali, a noite ferve! Bairro é reduto da boemia carioca e dispõe de bares para todos os gêneros e gostos, desde os mais refinados e seletos, até os mais “sujinhos” e baratos.

Em 2011, fui ao famoso Rio Scenarium, uma espécie de boate que funciona até hoje. Ela tem três andares; em cada ambiente, um gênero musical diferente. Confesso que não vi muita graça... Me diverti mais este ano, bebendo na rua, junto ao balcão do Bar da Boa, que mais parecia uma distribuidoras de bebidas bem popular. Afinal, o que seria do azul se todos gostassem só do vermelho? Viva a diversidade!

*Milton Raulino é jornalista, fotógrafo e ama viajar.

✈ Continua...

Entre Embarques ganha novo logo e aplicativo para android

De cara e casa novas

Quem costuma acessar o blog já deve ter percebido que nos últimos dias demos um upgrade no nosso visual e também no endereço. É que desde a semana passada estamos hospedados no domínio .com , e agora para você acessar o blog rapidamente basta alterar o link do blog na aba dos seus favoritos (já estamos lá, né? rs).

Resolvemos mudar de casa porque o novo domínio, além de ser mais fácil de acessar e memorizar (segundo as pesquisas amigas), nos permite ter contas de emails personalizadas (aproveita e anota aí o meu novo email: aline@entreembarques.com), e também nos oferece outras funcionalidades. Nesse upgrade também ganhamos novos ícones e uma identidade original customizada por mim mesma, com todo o meu enxerimento (veja ao lado). 

O novo logo foi criado a partir da reunião de vários elementos que já andavam espalhados por aqui, que dão um visual de movimento ao blog e também representam o espírito da nossa viagem. Com certeza quando você visualizar algum símbolo relacionado ao Entre Embarques vai logo lembrar de nós. :) 

Mas as novidades não param por aí...

Pensando naquele leitor mais prático e que não desgruda do smartphone ou tablet (que nem a gente), o Entre Embarques ganhou um aplicativo para dispositivos móveis (no momento disponível apenas para android).



O app é uma versão mobile estendida e nele o leitor terá acesso às últimas notícias do blog, fotos, conteúdo de redes sociais e muito mais. O design e a concepção do aplicativo são de Alcides Cursino (alcides87@gmail.com), que acreditou no projeto e se dedicou muito para deixar tudo bonito e fácil de navegar.
Acessando este link ou clicando no ícone do android lá no cabeçalho do blog, você baixa o nosso app direto da loja Google Play.

Depois que fizer o download do app, é só espalhar a novidade pra todo mundo e em seguida contar pra gente o que achou.

✈ Entre & Embarque!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

#Manaus: O encantador de botos e outras histórias...













Depois do almoço, embarcamos numa longa jornada no sentido contrário ao qual navegamos. Agora, estávamos subindo o Rio Negro. Chegamos até um dos passeios pelo qual eu mais esperei, mas que para mim foi o mais frustrante. Depois de quase duas horas navegando (deu tempo até de cochilar), chegamos a uma casa flutuante com um dique, no qual poderíamos entrar na água e tomar banho com os botos.

Junto com o grupo, entrava um habitante do local. Sua profissão? Encantador de botos. Com alguns peixes em mãos, o rapaz fazia sons e brincava com a água para chamar a atenção dos botos. Pouco a pouco, alguns se aproximaram, mas não chegaram a interagir conosco. A justificativa para tal foi que possivelmente os botos não estavam famintos.

O fato se confirmou ao vermos o balde do encantador com pouquíssimos peixes. De barriguinha cheia diante da visita de outros grupos em horário mais cedo, os botos ainda fizeram alguma graça conosco: passaram entre nossas pernas e deram alguns pequenos saltos, mas não muito próximos de nós.



De lá atravessamos para outra margem do rio e chegamos a um reduto dos índios da etnia Dessana Tukana, do alto Rio Negro. Em uma grande oca, nos saúdam em bom português e, em seguida, interpretam uma dança típica na qual homens e mulheres cantam em seu idioma nativo e tocam flauta. Depois, nos convidam para dançar, o que resulta em um interessante sincretismo entre as culturas branca e indígena. 

Em pouco mais de meia hora, o ritual se encerra e pode-se tirar fotos com a comunidade e comprar artesanato dito feito por eles. Algumas peças como colares e chaveiros encontra-se à venda em lojas de souvenirs e na feirinha de Manaus pelo mesmo preço ou até mais em conta. No entanto, certos artefatos, como zarabatana o “apanhador de sonhos” – espécie de mensageiro dos ventos para enfeitar ambientes –, não vi à venda em nenhum outro lugar.

MUSEU DO SERINGAL - Para aqueles que dispensam guias turísticos e preferem se aventurar, uma boa dica é conhecer a Zona Sul de Manaus, a chamada Ponta Negra. Próximo ao terminal de ônibus local, é possível ir andando até a conhecida Marina do Davi. De lá, saem barcos a todo instante para várias comunidades – ribeirinhas e terrestres –, trechos de praia fluvial e um dos passeios mais legais que fiz em minha estadia na Amazônia: o Museu do Seringal Vila Paraíso.

Pagando R$9, embarquei uma lancha mediana, coberta, com coletes e capacidade para cerca de 20 pessoas. Tudo muito organizado, tal como o grande barco do passeio anterior. A lancha desbravava o Negro e ancorando em algumas comunidades ou em trechos onde a areia se mostrava. É o caso das praias do Tupé e da Lua.



Era uma quente tarde de domingo, portanto, imagine quantos manauaras estavam se refrescando nesses lugares. Além de poder tomar um banho de rio, se bronzear ou ficar de bobeira tomando algo, não há muito que fazer nesses lugares. Se você encara um mergulho, sugiro pegar o barco até essas duas praias. A praia da Ponta Negra oferece menos estrutura e é mais suja. Como não nenhuma delas me pareceu convidativa, permaneci a bordo até meu destino final.

O Museu do Seringal foi a última parada do passeio, pela qual valeu a pena esperar. Trata-se de uma vila imaginária que remonta uma fazenda seringalista do final do século 19. O cenário foi set de gravação, em 2001, o filme luso-brasileiro “A Selva”, com Maitê Proença, Cláudio Marzo e Chico Diaz. Após o lançamento do longa, o local foi preservado como museu, contando a história do Ciclo da Borracha, que gerou riqueza e bons frutos a Manaus, como a construção do Teatro Amazonas.

Passeando por construções como casa do barão, casa de aviamento, igreja, seringal e casa do seringueiro, guias turísticos contam um pouco da história do filme, que contextualiza a exploração que os seringueiros sofriam na Amazônia entre os séculos 19 e 20. É possível ver como era extraída e fabricada a borracha e também a mandioca, na qual se produz a farinha e o tucupi – caldo da raiz. Os R$5 investidos na visita guiada valeram a pena. Foi o mais perto que me senti da floresta, passeando por entre as árvores, além de adquirir conhecimento, o que nunca é demais.

Senti falta de atrações educativas assim em Manaus. Durante a estadia, além desse, descobri que existia o Museu do Índio, dentro da cidade. Contudo, por conta dos feriados os quais mencionei – dias 5 e 7 de setembro –, o local estava fechado.




✈ Continua...


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Manaus: No coração da Amazônia...
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 Milton Raulino
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
Saiba mais sobre o autor clicando aqui.

#Manaus: Desbravando os rios amazônicos


Depois de um longo voo, o avião inicia, finalmente, o processo de pouso. De momento, ao olhar pela janela, vejo que a Amazônia já me recepciona com um incrível presente de boas vindas – lá do alto avista-se nitidamente um dos principais cartões postais do Amazonas: o famoso encontro das águas entre os rios Negro e Solimões.

De um lado, as águas turvas e barrentas do Solimões, vindas das terras andinas do Peru, se mesclam à escuridão, como próprio nome sugere, das do Negro, que nasce na Colômbia. Em composição bifásica, ambas seguem juntas por alguns bons metros sem se misturar; apenas mais à frente se unem para formar o então Rio Amazonas.

Os rios da Amazônia são lindos e são os principais caminhos para os amantes de aventuras que desejam desbravar o lado mais selvagem do Estado. Pela capital, Manaus, estão espalhadas diversas agências de turismo que oferecem passeios de barco que visitam não apenas o Encontro das Águas, mas muitas outras atrações da natureza. Algumas vale a pena conferir, outras nem tanto.



Existem vários pacotes de passeios que podem ser comprados isoladamente ou em combo, tais como o Encontro das Águas, visita à comunidade flutuante e ao Lago Janauari, encontro com animais selvagens, banho de rio com os botos, visita à tribo Tukana Dessana do alto Rio Negro, e muitos outros. Em geral, para melhor aproveitamento, cada passeio é composto de duas atrações, custando em média entre R$ 200, R$ 250 por pessoa.

Importante: Não apenas em Manaus, mas como em qualquer outra cidade, deve-se estar atento à qualidade da agência turística da qual se está contratando um serviço. Como os passeios são ecológicos, os guias devem ter crachá que os habilita para a função. Portanto, sempre pergunte antes de fechar qualquer negócio, mesmo que o preço esteja com um valor em conta.

Tomadas essas precauções, que as aventuras comecem!

ENCONTRO DAS ÁGUAS, LAGO JANAUARI E COMUNIDADE FLUTUANTE 

Saindo do porto de Manaus, embarcamos num grande barco com capacidade para cerca de 50 pessoas; era bastante seguro, equipado com coletes salva-vidas e assentos acolchoados. À nossa disposição tínhamos banheiro, água mineral, um guia para ir explicando as curiosidades do trajeto.

Navegamos por alguns minutos em direção à foz do rio e vimos de perto o encontro das águas. Não se pode mergulhar, mas é possível tocar na água. De lá, seguimos para a comunidade flutuante. No entorno de Manaus, há muitas famílias que levam uma vida literalmente imersa na natureza; moram em casas na beira do rio e se locomovem unicamente por barcos. São residências simples, que são construídas de modo que possam flutuar, acompanhando as cheias e secas do rio.

Numa das casas, visitamos os animais selvagens. Essa foi minha primeira decepção – esperava que fôssemos entrar na selva e ver os bichos em seu habitat. No entanto, nos deparamos com três rapazes que saíram da residência e entraram no barco: um segurava uma grande cobra, o outro um pequeno jacaré e o terceiro um filhote de bicho-preguiça.

Pode-se tocar e até segurar os animais para uma foto. Não fazem medo a ninguém. Ficamos mais temerosos com a possibilidade de os animais viverem em cativeiro e serem usados para aqueles homens ganharem dinheiro. O guia, no entanto, nos assegurou que os animais eram pegos da natureza instantes antes dos turistas chegarem e soltos depois das “sessões de fotos”. Não me convenceu muito, mas preferi acreditar no que ele falou.



Depois de mais alguns minutos navegando pela comunidade, chegamos ao restaurante Rainha da Selva, que fica na porta de entrada do lago Janauari. Esse foi o maior contato que tive com a selva. De cima de uma passarela, observei alguns jacarés nadando livremente e alguns macacos passeando pelas árvores. Do centro do lago, temos uma bonita paisagem no local. Na água, pode-se ver algumas poucas (e murchas) vitórias-régias como amostras grátis das famosas numerosas plantas aquáticas da Amazônia. Sinceramente, esperava ver mais.

Depois do passeio, tem almoço no restaurante. Um Buffet composto de frutas, peixes, carnes e saladas é posto à mesa para que todos se sirvam. O valor da refeição já está inclusa no pacote do passeio. Apenas as bebidas (refrigerante ou suco) devem ser pagas por fora, em dinheiro e direto ao garçom. No cardápio, muitas opções dos deliciosos sucos da fruta e refrigerantes da região.



 Milton Raulino
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

#Manaus: Gastronomia e lazer


No centro da bela praça de São Sebastião (foto), um monumento erguido em 1900, em comemoração ao 4º centenário da independência do Brasil, figura-se imponente. Enquanto isso, no entorno, os amigos se encontram e ficam conversando nos banquinhos, seja para passar tempo ou matar o calor.

Sim, Manaus é uma cidade quente, mesmo à noite. Além disso, não venta muito no Centro, o que torna o ambiente mais abafado ainda. De dia ultrapassa facilmente os 33ºC, mas não é algo que atrapalhe a estadia e os passeios. Basta beber bastante água para repor o líquido que se perde no suor.

Por isso, tal como em cidades do interior, os manauaras frequentam a principal praça da cidade e lotam os principais estabelecimentos das redondezas. São bares, lanchonetes, boates que oferecem opção para todos os gostos. Aí vão as dicas dos lugares que conheci:

African House – Vende sanduíches e bebidas. O forte da casa são os sucos de fruta, todos naturais, feitos na hora. Destaque unânime para o suco de guaraná com limão e mel. Gente, estamos na Amazônia; portanto me refiro ao suco genuíno da fruta guaraná, não àqueles industrializados ou batidos como vitamina que se vendem em outras regiões. Não tem comparação!

Falando na fruta, outra pedida que não deixa nada a desejar são os refrigerantes locais, vendidos em qualquer local da cidade. Todos colocam Kuat e Antártica no chinelo. Não deixem de experimentar quando forem por lá! A lista de marcas é grande: Tuchaua, Magistral, Regente, Baré, Real...

Tacacá da Gisela – Eleito pela Revista Veja como o melhor Tacacá de 2013 de Manaus, barraquinha na Praça de São Sebastião vende uma das iguarias típicas mais conhecidas do Amazonas, vendido em muitos estabelecimentos do Estado. Feito essencialmente do tucupi – caldo extraído da farinha de mandioca – e do jambu – folha amazônica levemente picante e anestésica -, prato é servido numa cuia, como uma sopa, junto com camarões cozidos. Por ser bastante exótico, não agrada todos os paladares. Como não sou muito bom de garfo, acabei não me arriscando. Alguém se habilita?

Bar do Armando – Abre logo cedo para quem gosta de uma parada na rotina para apreciar uma cerveja gelada. À noite, com mesas na calçada, os boêmios se reúnem para beber madrugada à dentro. Depois das 22h, ao som de voz e violão, por vezes acompanhados de um batuque, os frequentadores dançam do rock ao samba. O cenário e a alegria que contagia me fizeram lembrar novamente minha terra natal. Automaticamente me recordei dos bares do Recife Antigo, o que foi impossível para mim não me sentir em casa. Além da bebida, o bar oferece algumas iguarias locais que podem ser apreciadas, como o sanduíche de pernil de porco e o pastel frito de pirarucu.

Sorveterias Glacial – Espalhadas por vários pontos da cidade, esta é uma das principais marcas de sorvete locais. Oferece uma grande variedade de sabores, alguns deles exclusivos da localidade, como buriti e açaí. Alguns nomes podem parecer desconhecidos e diferentes, como taperebá e mangarataia; contudo, nada mais são do que cajá e gengibre. No Norte, esses e outros itens da culinária ganham sinônimos bem exóticos. Não custa nada perguntar para descobrir.

Bar O Chefão – Saindo um pouco das atrações populares, encontramos, ainda no centro, o pub O Chefão. Com uma decoração charmosa e temática, inspirada no filme O Poderoso Chefão, local é aconchegante e oferece um cardápio com petiscos e refeições mais refinados, o que implica em preços um tanto salgados. A casa também conta, por vezes, com som ao vivo, mas o preço do couvert não é nada convidativo: R$ 20 por pessoa.

Praia de Ponta Negra – Que tal não morar no litoral e mesmo assim poder ir à praia? Assim são muitas cidades banhadas por rios, como Manaus. Saindo do Centro de Manaus chegamos à Zona Sul, área nobre da cidade, onde há uma faixa de areia que o rio beira e que funciona como praia. Nos dias de sol, nos fins de semana, os manauaras vão até ali para se refrescar ou apenas para caminhar pelo calçadão e lanchar alguma coisa. Entre as comidinhas vendidas ali estão desde sorvete da Bob’s até comidas típicas, como a tapioca de tucumã – fruta nativa servida salgada – com banana frita e queijo coalho.


✈ Continua...




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 Milton Raulino
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
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