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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense

Depois de quase um dia e meio em Paris, já familiarizado com o movimento local, me sentia preparado o suficiente para visitar o principal cartão-postal da Cidade-Luz: a Torre Eiffel. O monumento símbolo da França é um dos mais disputados para visitação. Sem dúvidas é a atração queridinha de todos os turistas, por isso é preciso paciência e disposição para curtir este passeio. 

Decidi não visitá-la logo a princípio, tentando bolar uma estratégia de deixar o melhor para o fim. Era uma manhã ensolarada quando desci de metrô no Trocadéro e já me senti impactado quando vi a cena. Os jardins do palácio formavam uma cena incrível com as margens do Sena, a Torre e aquele imenso céu azul. Apesar da animação, não me apressei em subir; resolvi contemplar o monumento do chão, andar pelo Campo de Marte, pelos arredores.

Após um dia de andanças, voltei à noite para ver a Eiffel iluminada. Um espetáculo! Tal com de dia, muita gente se aglomerava nas filas para subir e ver a cidade do alto. A torre é incrivelmente grande - mais do que eu imaginava - e bonita. Sem dúvidas, é um ponto de parada obrigatório para quem está pela primeira vez em Paris.

A Torre Eiffel de dia e à noite, vista do Palais de Chaillot, no Trocadéro (Fotos: Milton Raulino / EE)

Decidi encará-la no dia seguinte, pela manhã, pois durante o dia é melhor de se ver a cidade. Acordei o mais cedo que pude dentro da minha condição de disposição de mochileiro. Cheguei às 9h50, apenas vinte minutos depois de abrir os portões e, para meu governo, não tive surpresas: já havia filas. Bem menores do que durante a tarde e à noite, mas havia. Escolhi a menor, porque não pretendia ficar o dia todo lá, e desejei-me boa sorte.

A torre possui quatro pés, todos eles com acesso para subir. Nos dias que estive lá, apenas três estavam funcionando, duas com elevador e uma com escadarias. Como não estava disposto a passar o dia inteiro lá, escolhi a fila que estava menor, que era a para as escadas. Após esperar cerca de meia hora, comecei a subida. Fazer o percurso a pé tem lá suas vantagens: a espera na fila é menor, o ingresso é mais barato (paguei 5 euros) e, ao longo do caminho, há patamares com placas contando a história da criação do monumento e de seu criador. Não é tão mau negócio assim. 


Filas e mais filas. Vai encarar? (Fotos: Milton Raulino / EE)

No primeiro andar da torre temos uma grande área na qual se pode contemplar a vista, que é linda. O local passou por reformas e recentemente inaugurou novas instalações, como uma espécie de museu, mostrando em números a grandiosidade da Torre e de outros monumentos do mundo, e um piso de vidro onde os turistas têm a impressão de flutuar sobre o chão lá embaixo.

O meu ticket dava acesso a subir até o segundo andar da torre, Após mais escadas, cheguei até ele. O espaço é mais reduzido e mais disputado; o visual é tão lindo quanto. Falando em estrutura, enquanto o primeiro andar é maior e tem grades de proteção em toda sua extensão, o segundo possui uma espécie de sacada que lhe permite ver a vista sem obstáculos. Exceto pelas muitas pessoas querendo tirar foto e apreciar a vista.


Campo de Marte (à direita) e Paris vistos do primeiro andar da Torre (Foto: Milton Raulino / EE)

Em lugares assim apertados e cheios é onde também moram alguns perigos. Felizmente ou não, Paris é uma cidade conhecida e apreciada no mundo todo, atraindo pessoas de todas as partes. Devido a isso, é comum haver furtos em regiões turísticas muito lotadas. A dica é manter seus pertences muito bem guardados, próximos ao corpo, e ao alcance da vista. Mesmo assim, por pouco não fui uma vítima. Enquanto tentava tirar fotos no rebuliço de gente indo, vindo e esbarrando em mim, abriram minha bolsa. Sorte que percebi a movimentação antes que tivessem levado algo.

É  uma pena, mas fatos assim são comuns onde há muitos turistas. Os batedores de carteira estão em busca de pessoas distraídas; basta ficar atento e tudo dará certo. O bom é tomar cuidado em toda a região da Torre. No térreo, há sempre pessoas lhe abordando pedindo para assinar petições ou querendo pregar truques. Recomendo nem mesmo interagir com essas pessoas; mantenha seus pertences junto a você, seguros, e siga seu trajeto sem dar atenção.

Devido ao episódio, dei por encerrada minha jornada no segundo patamar. Era possível subir até o topo da torre, o terceiro e último andar. Mas para isso, teria que comprar outro ticket e encarar mais duas filas, uma para comprar e outra para subir. No fim das contas, seria a mesma vista de outro ângulo. Dei preferência então a economizar no tempo para outras atividades.

Área do Palais de Chaillot (ao centro) e o Rio Sena vistos do segundo andar da Torre. (Foto: Milton Raulino / EE)

Antes ou depois de descer, não deixe de ir ao Campo de Marte, que é uma área bonita para se sentar na grama, fazer um lanche e apreciar a Torre. Caso vá retornar de metrô, a região do Trocadéro também é interessante para um passeio mais atento. O edifício do Palais de Chaillot abriga o Museu Nacional da Marinha e um ambiente dedicado à arquitetura e ao patrimônio urbanístico de Paris. Em volta da praça Trocadéro, muitos restaurantes e bares charmosos são um convite para um jantar ou almoço na localidade.

Achei o passeio na Eiffel bem bacana, mas nada exatamente extraordinário. É um bonito monumento que, apesar de proporcionar uma bela vista, acredito que seja mais bonito de ser admirado ao longe. É a mesma opinião que tenho sobre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro: particularmente, gosto mais de observá-lo do que estar lá no alto. Mas isso vai de cada um, é claro. Mas, independentemente disso, a Torre Eiffel é incrível, e por isso é e será sempre a vedete do turismo preferida da França.

➲ SERVIÇO:
Torre Eiffel
Avenue Anatole France, nº 5, Paris, França
Aberta todos os dias. De junho a setembro, das 9h à 0h. No restante do ano, das 9h30 às 23h.
Como chegar: Estação Trocadéro (Linhas 6 e 9 do Metrô)
Website: http://www.toureiffel.paris/

✈ Leia também:
Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris
Como é o passeio de barco no Rio Sena?
Paris a pé: de Notre Dame ao Jardim de Luxemburgo


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Voando pela Condor: como é o voo direto do Recife para a Alemanha?


A primeira viagem ao exterior a gente não esquece. Entre outubro e novembro de 2014, fiz a minha primeira viagem internacional: um tour de 20 dias pela Europa, passando por quatro países - França, Inglaterra, Holanda e Alemanha. Fui só, de mente e coração abertos, com fome e sede de tudo. O resultado foi uma das melhores experiências da minha vida, a qual compartilho aqui numa série de postagens.


Voei do Recife até Frankfurt, na Alemanha, onda iniciei minha aventura. Até então, estava acostumado apenas aos voos domésticos no Brasil, pela Tam ou Gol. Como encarar quase dez horas seguidas dentro de um avião? E como seria estar numa companhia aérea, até então, desconhecida para mim? A ansiedade era grande! Minhas perguntas foram respondidas no dia 28 de outubro, data em que embarquei na viagem. Gostei muito da experiência com a Condor, que tem aeronaves confortáveis e oferecem um ótimo serviço por tarifas atraentes.

Na ida, durante a noite, foi tudo minuciosamente exemplar. A primeira impressão me marcou muito: o avião era grande e espaçoso. Recebemos um kit de uma sacola de pano com protetores auriculares, máscara de dormir, fones de ouvido, um par de meias, escova e pasta de dente. As poltronas eram bastante confortáveis; esperando por nós, sobre elas, um pequeno travesseiro e um cobertor. O espaço entre os assentos era bem satisfatório. Na traseira da poltrona à frente, uma pequena TV trazia opções de filmes, séries, músicas e um mapa interativo com informações sobre a viagem.

Interior da aeronave da Condor, durante voo Recife-Frankfurt (Foto: Milton Raulino / EE)

Na volta, pela manhã, não recebemos o kit, mas o atendimento foi igualmente exemplar. No começo, estranhei a comunicação. Por ser uma companhia alemã, o principal idioma dos avisos e da abordagem do staff é toda em alemão. Mas todos falam inglês e são solícitos em ajudar no que for preciso.

Os voos de ida e de volta foram muito tranquilos; não tivemos turbulências, apenas balanços muito leves. Assisti dois filmes e fui aproveitando o serviço de bordo, que ofereceu refeições bem preparadas. Na ida, jantar e café da manhã; na volta, café e almoço; além de servirem água, chá, refrigerante e suco de tempos em tempos. As comidas, bem no estilo alemão, não são exatamente deliciosas; são bem apresentadas e boas basicamente para se matar a fome - afinal, é o que interessa. Tudo o que é servido é gratuito, exceto bebidas alcoólicas e cigarros - não que se possa fumar a bordo, mas, sim, eles vendem cigarros -, comercializados à parte.

Como acontece em toda viagem, a volta é sempre mais demorada, pois já estamos mais cansados e queremos chegar logo em casa. As novidades e a empolgação da ida fizeram o tempo do voo correr depressa. Depois de me familiarizar com todo o ambiente, adormeci e, para minha surpresa, acordei com o dia já claro. Espiei pela janela e me deparei com um lindo cartão de boas-vindas – eram os Alpes anunciando que já chegávamos ao velho continente e logo aterrissaríamos.

E não é que tudo isso era realidade mesmo? Não cabia em mim de tanta felicidade: eu havia chegado! 

Os Alpes: saudação de boas-vindas na chegada à Europa (Foto: Milton Raulino / EE)


✈ Continua...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O que fazer no Recife antes de cair na folia: praias, museus e restaurantes

Por Aline Souza
Do Entre Embarques


"Tomar umas e outras e cair no passo."

Oficialmente, a folia ainda não começou, mas quem vai desembarcar por esses dias na capital pernambucana, mesmo com a intenção de se acabar no carnaval, pode (e deve) reservar um espaço na agenda da alegria para conhecer o que todo mundo tanto fala de Pernambuco: a nossa pluralidade.

Neste post reunimos dicas sobre os principais pontos turísticos (e de fácil acesso) da cidade do Recife para otimizar o roteiro de quem vai ficar por aqui pelo menos três dias. Museus, praias, shoppings, restaurantes e os horários de abre/fecha de cada ponto listado no nosso pequeno guia carnavalesco.

Recentemente a cidade ganhou um espaço dedicado ao ritmo mais entoado nas ruas do Recife Antigo e nas ladeiras de Olinda: o frevo. E é justamente por ele que começam as nossas dicas do que fazer/conhecer no Recife durante a semana pré-carnaval. Confira:
➲ Paço do Frevo
Praça do Arsenal da Marinha, bairro do Recife, S/N.
www.pacodofrevo.org.br // (81) 3355-9500
R$ 6 e R$ 3 (meia). Nas terças, o ingresso é gratuito.

Foto: www.facebook.com/pacodofrevo / Reprodução
O museu, inaugurado recentemente, reúne um acervo com documentos e história do ritmo, exposições, além de manter atividades culturais como escolas de música e dança. Na semana pré-carnaval o Paço funciona até às 13h da quinta-feira (27), e reabre ao público na quarta-feira de cinzas, a partir das 14h.  

O site do museu nos dá uma dimensão do que você vai encontrar no local, mas nenhuma imagem ou descrição se comparam a grandiosidade do que está reunido naquele prédio histórico. É parada obrigatória, principalmente se você veio conferir de perto o carnaval da nossa cidade.

➲ Palácio do Campo das Princesas
Praça da República, bairro de santo Antônio.
http://www.pe.gov.br/
Entrada gratuita.

Foto: Alcides Cursino / Especial para o EE


Aos amantes de história ou mesmo para os aventureiros, passear pelo casarão histórico, sede do governo do estado desde 1841, é dica que vale a pena. O roteiro é realizado em grupos de até 75 pessoas, mas para fazer a visita é preciso agendar a participação com antecedência através do email (visitapalacio@governadoria.pe.gov.br). 

Os passeios são guiados por monitores, que através dos ambientes e da decoração do casario narram a história das revoluções, lutas e da cena política de Pernambuco. Da sacada, o visitante tem um vista privilegiada de uma das ruas mais famosas e míticas do Recife, a Aurora, além de avistar de cima o jardim do paisagista Burle Marx. Por isso, indico o passeio, inclusive, aos pernambucanos que ainda não conhecem o local.

E, apesar do calor que faz no Recife, quem quiser fazer este roteiro vai precisa tirar a velha calça do armário, pois não é permitido entrar no local trajando bermuda ou shorts. Roupas mais despojadas somente na visitação dos domingos. Na semana pré o Palácio vai receber visitantes até a quinta-feira (27), das 9h às 11h; e das 14h às 16h. As atividades recomeçam na primeira quinta de março, dia 6, das 9h às 11h; e das 14h às 16h.

➲ Centro Cultural Correios
Av. Marquês de Olinda, 262, bairro do Recife.
(81) 3224.5739 // Entrada gratuita.


Foto: Josivan Rodrigues / Dilvulgação
Vida e obra do artista sertanejo de Salgueiro, Zé do Mestre, estão em cartaz na principal exposição da casa "O sertão de Zé do Mestre", que foi prorrogada até o dia 23 de março. Além dessa exibição, o público poderá conferir o projeto "Sátiras". O Centro fica aberto até quinta-feira (26), das 9h às 18h, e abre novamente na quinta pós-carnaval, também das 9h às 18h.

➲ Caixa Cultural Recife
Av. Alfredo Lisboa, 505, bairro do Recife.
(81) 3224.1110 // Entrada gratuita.

Ficou aberta até o domingo, com a exposição de Ariano Suassuna. Durante a semana pré-carnaval a Caixa Cultural vai ficar fechada, só abre no dia 11 de março, depois da folia momesca. Mas achei bacana avisar por que vem aí duas novas exposições que me parecem imperdíveis: "Recife [é um] porto" e "Vinícius de Moraes". A coordenação do centro manda avisar que a entrada é gratuita, e enfatiza a importância do visitante assinar o livro de registros e deixar email para ficar sempre atualizado sobre a programação local.

➲ Passeio de Catamarã
Marco Zero do Recife
Preço a consultar


Foto: Aline Souza / EE




Se eu fosse recomendar apenas um passeio, diria para você fazer o roteiro das pontes do Recife Antigo a bordo do catamarã. Duas empresas prestam serviço no local: Catamarã Veneza e Catamarã Tours, todas duas empresas bem conceituadas e de referência no mercado. Para fazer o passeio você precisa comprar um ticket com alguma representante lá mesmo, no Marco Zero, de onde também saem os barcos. No ano passado, fiz o passeio a bordo do Catamarã Veneza. Você pode conferir todas as dicas clicando aqui.

➲ Parque de Esculturas Francisco Brennand
Arrecifes do Porto, S/N, bairro do Recife.
Acesso livre

Foto: Aline Souza / EE


O Marco Zero do Recife com certeza você vai conhecer, e quando chegar lá vai avistar, do bairro de São José, um paredão de esculturas a céu aberto representadas pelo grande ícone intitulado como Torre de Cristal (foto acima), com 32 metros de altura. O espaço foi inaugurado no ano 200, em homenagem aos 500 anos do descobrimento e foi dedicado à obra de um dos artistas plásticos mais influentes da cidade, Francisco Brennand. São 51 esculturas que podem ser observadas ao ar livre diante de uma vista privilegiada. 

Mas também é verdade que o local anda sendo muito mal vigiado e por esse motivo frequentado por gente que faz churrasquinho na área e joga dejetos no pobre Rio Capibaribe. Há dois modos de chegar até o Parque, mas o mais rápido e divertido é ir fazer a travessia de barco do Marco Zero até o local, feita por barqueiros de nativos, das 7h às 17h. Nesse período momesco é possível que eles cobrem um pouco mais pelo passeio para o turista.


➲ Instituto Ricardo Brennand
Alameda Antônio Brennand, S/N, bairro da Várzea.


Foto: Aline Souza / EE
Saindo do centro do Recife, você pode visitar um castelo curioso no bairro da Várzea que abriga um acervo com armas, pinacoteca com exposição sobre o período holandês e Pernambuco, além de galeria que abre para eventos e exposições temporárias. No site do Castelo é possível "visitar" virtualmente o espaço através de uma plataforma de observação em 360º. Durante a semana pré-carnaval, estará aberto até às 17h da quinta-feira (26), e reabre na quinta (6), das 13h às 17h.  O ingresso custa R$15. Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam R$5. 

➲ Oficina de Cerâmica Francisco Brennand
Propriedade Santos Cosme e Damião, S/N, bairro da Várzea.
(81) 3271.4814 // www.brennand.com.br
R$ 10 (inteira) e R$5 (meia).

Nas ruínas da antiga Fábrica de Cerâmica São João, Francisco Brennand deu vida a um espaço que hoje abriga uma exposição permanente de obras, entre esculturas e pinturas, do artista pernambucano ainda vivo. São aproximadamente 2 mil peças criadas expostas em um espaço preservado em meio a uma reserva de Mata Atlântica. No local também funciona uma fábrica de cerâmicas, que produz cerca de 20 mil m² do material por mês. Fica aberta até sexta-feira, das 8h às 16h, e reabre na quinta (6) pós-carnaval, das 8h às 17h.

➲ Praia de Boa Viagem
Av. Boa Viagem, Zona Sul do Recife, S/N
Acesso livre


Foto: Aline Souza / EE
Se você veio a passeio, com certeza vai aproveitar a prainha durante a semana. E, se eu fosse dar um conselho diria, por experiência própria, para você não confiar no sol das 7h. Se quer pegar uma corzinha, chegue cedinho à praia e a partir das 7h não fique sem protetor solar fator que seja mais adequado para a sua pele. 

Outra dica valiosa é ficar atento às PLACAS DE ORIENTAÇÃO ESPALHADAS POR TODA ORLA. Já teve acidente com turista por aqui e a primeira polêmica a ser levantada sempre é "falta de sinalização na orla" que, no meu conceito, é muito eficiente. Os alertas são bilíngues e muitos claros, eles falam sobre os perigos de tomar banho em área sujeita à ataque de tubarões. Por conta disso, entrar na água com a maré baixa e ficar de olho nos riscos evita esse e qualquer outro tipo de problema. Depois não diga que não avisei... Bom, salvo essas exceções, a praia de Boa Viagem vai te render muitos selfies e momentos para guardar no coração.

➲ Novo Pina
Rua da Moeda, bairro do Recife.
Consultar cardápio

O meu referencial ali é o Novo Pina, bar que logo se destaca por ser muito bem localizado na Rua da Moeda, estando na mesma calçada que a icônica estátua de Chico Science (vai ser fácil você achar). Nos dias de carnaval, inclusive, o ambiente pega fogo. Muita gente descolada (ou alternativa, como apelidam os mais tradicionais) nos arredores e, ali pertinho, o Shopping frescurento mais sem frescura da cidade, o Paço Alfândega, além de uma variedade de bares e restaurantes que inspiram aconchego e amizade. Tudo junto e misturado.

Foto: Rua da Moeda / Milton Raulino (EE)
O dono do bar pode não ser a pessoa mais simpática do mundo, em compensação a equipe de segurança e os garçons são, como a gente chama por aqui, "tudo gente fina". Eles têm um banheiro bem disputado e apertadinho no bar, uma radiola de fichas jurássica que ninguém acaba ouvindo nada por conta do barulho que fica na rua e nos bares da frente, e na minha opinião servem a melhor batata frita da Moeda. Se você for pessoa sem frescura, dá uma passada por lá no começo da noite, e aproveita pra conhecer Rossi, que não é o Reginaldo, mas é tão boêmio e feliz quanto foi o Rei do Brega um dia.

➲ Shopping Paço Alfândega
Rua da alfândega, 35, bairro do Recife.
www.pacoalfandega.com.br

Segundo o calendário oficial divulgado pelo mall, a semana pré-carnaval vai ter desfiles de blocos e as atividades continuam normalmente no local. Anexo ao shopping, você pode passar horas na livraria Cultura, conferir os lançamentos e vários títulos de escritores locais, e ainda tomar um café. No segundo piso tem a praça de alimentação com opções que vão desde o sushi até o camarão. Durante o carnaval, o Paço fica aberto e terá programação infantil, desfile de blocos líricos e apresentação de orquestra de frevo, das 15h às 21h (de domingo a terça de carnaval). O estacionamento fica aberto 24h durante o período carnavalesco, e a praça de alimentação das 12h à 1h. Depois, o shopping volta a funcionar no seu horário normal.

✈ Leia também:

Guia prático e sentimental do carnaval de Pernambuco


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Rio de Janeiro: pequeno roteiro para iniciantes

RIO DO BRASIL 

Por *Milton Raulino
miltonraulino@yahoo.com.br
Especial para o Entre Embarques 


Foto: Rio de Janeiro / Milton Raulino (Especial para o EE)
O Rio de Janeiro é, de fato, uma cidade maravilhosa, sem tirar, nem por. Cartão-postal obrigatório do Brasil, o Rio é um destino perfeito para quem curte agito a qualquer hora do dia. A cidade abriga uma infinidade de atrações turísticas, bares e boates, além das praias maravilhosas. Tudo isso com um visual de tirar o fôlego, composto pelas formações rochosas que envolvem toda a metrópole. Se seu destino for o Rio, vou logo avisando: vai ser difícil não se apaixonar.

A cidade já é uma velha conhecida minha e, de uma forma ou de outra, está um pouco no meu sangue. Minha família por parte de mãe é toda nascida no Rio de Janeiro, o que me rendeu boas viagens às terras fluminenses durante a infância e parte da adolescência. Mais recentemente, estive com amigos em uma breve estadia no Rio, entre os dias 6 e 10 de fevereiro deste ano. Apesar do curto tempo, a viagem foi suficiente para deixar muitas saudades e já me fazer preparar o bolso para uma próxima visita.

Foi a minha primeira vez no Rio durante o verão. E não há época melhor para se visitar a cidade maravilhosa. Há sempre bastante movimento nas ruas, especialmente nas áreas mais badaladas, na Zona Sul. Muitos turistas, especialmente estrangeiros, e gente bonita a todo tempo lotam os mais diversos lugares. O clima é super alto astral e, se você está solteiro, a paquera certamente vai rolar solta. Não preciso nem dizer para aproveitar.

E não é só no sentido figurado que o clima esquenta no Rio de Janeiro, ainda mais nesta época do ano. A cidade faz jus àquela música “Rio 40 graus”, chegando até a exceder facilmente essa dita temperatura. Por isso, a pedida para durante o dia são as praias, seja para tomar uma caipirinha e apreciar o movimento ou pegar um bronze na areia e cair nas águas geladas – sim, muito geladas – do mar carioca. Mesmo detestando água gelada, me rendi a um bom banho de mar e acabei descobrindo um método muito eficaz de me livrar do calor e do suor excessivos. Vista roupa leve, leve protetor solar e divirta-se!

➲ Praias

Copacabana, Ipanema, Leblon... As praias mais famosas ficam todas na Zona Sul da cidade e são de fácil acesso. De metrô, você chega facilmente até Copacabana e Ipanema. O Leblon fica logo depois, mas graças ao “metrô de superfície” – um tipo de ônibus expresso climatizado e seguro – você poderá caminhar pelas charmosas ruas arborizadas, entre os antigos e luxuosos prédios da localidade. Impossível não se sentir em uma novela de Manoel Carlos e não cantarolar algumas famosas canções da bossa nova ao longo do trajeto.

Foto: Lagoa Rodrigo de Freitas / Milton Raulino (Especial para o EE)




Se fosse para escolher minha preferida, optaria por Ipanema/Leblon, que são vizinhas. Oferecem menos estrutura, a não ser alugar cadeiras e guarda-sóis na própria areia, mas são bem mais tranquilas. Como o metrô ainda não abrange esse trecho da cidade, as praias são menos cheias e, por consequência, acabam sendo mais seguras. Copacabana, muito famosa e acessível, oferece vários quiosques bem estruturados à beira mar, com lanches e refeições à disposição, mas a praia é bem mais lotada. Fica mais a seu critério. Para quem tem disposição, pode tentar ir – apenas de táxi ou carro – até a Barra e ao Recreio dos Bandeirantes, locais mais recuados e escolhidos pelos novos ricos cariocas para morarem e curtirem o verão.

Outra opção boa para o período diurno é conhecer a Lagoa Rodrigo de Freitas. É um lugar muito bacana para caminhar, se exercitar, andar de bicicleta ou apenas apreciar a vista. Há restaurantes bastante agradáveis ao redor da lagoa, e, para os casais apaixonados, uma dica clichê, mas nem por isso descartável, é ir passear a dois no pedalinho em forma de cisne. Entre as opções, eu e meus amigos optamos por alugar bicicletas. Saímos de uma estação em Ipanema, passeamos por um trecho da Rodrigo de Freitas e depois seguimos voltando e fomos até Copacabana, terminando o trajeto em frente ao Copacabana Palace. Um passeio gostoso e simples, que enche a vista e o coração de encantamento pela natureza e pelos ares cariocas.

Foto: Vista da praia de Ipanema / Milton Raulino (Especial para o EE)



A noite de Ipanema é famosa, principalmente nas imediações do Posto 9, onde fica a rua Farme de Amoedo. Muitos bares e restaurantes ficam abertos até tarde da noite. Uma opção mais tradicional é ir à Lapa. Ali, a noite ferve! Bairro é reduto da boemia carioca e dispõe de bares para todos os gêneros e gostos, desde os mais refinados e seletos, até os mais “sujinhos” e baratos.

Em 2011, fui ao famoso Rio Scenarium, uma espécie de boate que funciona até hoje. Ela tem três andares; em cada ambiente, um gênero musical diferente. Confesso que não vi muita graça... Me diverti mais este ano, bebendo na rua, junto ao balcão do Bar da Boa, que mais parecia uma distribuidoras de bebidas bem popular. Afinal, o que seria do azul se todos gostassem só do vermelho? Viva a diversidade!

*Milton Raulino é jornalista, fotógrafo e ama viajar.

✈ Continua...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

#Manaus: Gastronomia e lazer


No centro da bela praça de São Sebastião (foto), um monumento erguido em 1900, em comemoração ao 4º centenário da independência do Brasil, figura-se imponente. Enquanto isso, no entorno, os amigos se encontram e ficam conversando nos banquinhos, seja para passar tempo ou matar o calor.

Sim, Manaus é uma cidade quente, mesmo à noite. Além disso, não venta muito no Centro, o que torna o ambiente mais abafado ainda. De dia ultrapassa facilmente os 33ºC, mas não é algo que atrapalhe a estadia e os passeios. Basta beber bastante água para repor o líquido que se perde no suor.

Por isso, tal como em cidades do interior, os manauaras frequentam a principal praça da cidade e lotam os principais estabelecimentos das redondezas. São bares, lanchonetes, boates que oferecem opção para todos os gostos. Aí vão as dicas dos lugares que conheci:

African House – Vende sanduíches e bebidas. O forte da casa são os sucos de fruta, todos naturais, feitos na hora. Destaque unânime para o suco de guaraná com limão e mel. Gente, estamos na Amazônia; portanto me refiro ao suco genuíno da fruta guaraná, não àqueles industrializados ou batidos como vitamina que se vendem em outras regiões. Não tem comparação!

Falando na fruta, outra pedida que não deixa nada a desejar são os refrigerantes locais, vendidos em qualquer local da cidade. Todos colocam Kuat e Antártica no chinelo. Não deixem de experimentar quando forem por lá! A lista de marcas é grande: Tuchaua, Magistral, Regente, Baré, Real...

Tacacá da Gisela – Eleito pela Revista Veja como o melhor Tacacá de 2013 de Manaus, barraquinha na Praça de São Sebastião vende uma das iguarias típicas mais conhecidas do Amazonas, vendido em muitos estabelecimentos do Estado. Feito essencialmente do tucupi – caldo extraído da farinha de mandioca – e do jambu – folha amazônica levemente picante e anestésica -, prato é servido numa cuia, como uma sopa, junto com camarões cozidos. Por ser bastante exótico, não agrada todos os paladares. Como não sou muito bom de garfo, acabei não me arriscando. Alguém se habilita?

Bar do Armando – Abre logo cedo para quem gosta de uma parada na rotina para apreciar uma cerveja gelada. À noite, com mesas na calçada, os boêmios se reúnem para beber madrugada à dentro. Depois das 22h, ao som de voz e violão, por vezes acompanhados de um batuque, os frequentadores dançam do rock ao samba. O cenário e a alegria que contagia me fizeram lembrar novamente minha terra natal. Automaticamente me recordei dos bares do Recife Antigo, o que foi impossível para mim não me sentir em casa. Além da bebida, o bar oferece algumas iguarias locais que podem ser apreciadas, como o sanduíche de pernil de porco e o pastel frito de pirarucu.

Sorveterias Glacial – Espalhadas por vários pontos da cidade, esta é uma das principais marcas de sorvete locais. Oferece uma grande variedade de sabores, alguns deles exclusivos da localidade, como buriti e açaí. Alguns nomes podem parecer desconhecidos e diferentes, como taperebá e mangarataia; contudo, nada mais são do que cajá e gengibre. No Norte, esses e outros itens da culinária ganham sinônimos bem exóticos. Não custa nada perguntar para descobrir.

Bar O Chefão – Saindo um pouco das atrações populares, encontramos, ainda no centro, o pub O Chefão. Com uma decoração charmosa e temática, inspirada no filme O Poderoso Chefão, local é aconchegante e oferece um cardápio com petiscos e refeições mais refinados, o que implica em preços um tanto salgados. A casa também conta, por vezes, com som ao vivo, mas o preço do couvert não é nada convidativo: R$ 20 por pessoa.

Praia de Ponta Negra – Que tal não morar no litoral e mesmo assim poder ir à praia? Assim são muitas cidades banhadas por rios, como Manaus. Saindo do Centro de Manaus chegamos à Zona Sul, área nobre da cidade, onde há uma faixa de areia que o rio beira e que funciona como praia. Nos dias de sol, nos fins de semana, os manauaras vão até ali para se refrescar ou apenas para caminhar pelo calçadão e lanchar alguma coisa. Entre as comidinhas vendidas ali estão desde sorvete da Bob’s até comidas típicas, como a tapioca de tucumã – fruta nativa servida salgada – com banana frita e queijo coalho.


✈ Continua...




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 Milton Raulino
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
Saiba mais sobre o autor clicando aqui.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Guia prático e sentimental do carnaval de Pernambuco

*O título deste post foi totalmente inspirado no livro de Gilberto Freyre, Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife, considerado o primeiro guia turístico da capital pernambucana.


Uma década de carnavais

Ai, ai... Saudades! Nem parece que já faz um ano. As memórias do Carnaval continuam bem vivas na minha mente, como se tivessem acontecido ontem. E em menos de uma semana, mais uma vez iremos às ruas festejar, dançar e cantar. Definitivamente, o período carnavalesco é uma das épocas do ano que mais encanta a mim e a boa parte dos brasileiros. É uma oportunidade de deixarmos nossas preocupações e problemas de lado, esquecermos a seriedade da vida e apenas nos divertir. E o Recife é um lugar perfeito para se vivenciar essa euforia.

Parando para pensar melhor, este ano estou completando uma década de Carnaval.  São 10 anos brincando pelas ladeiras de Olinda e entre os casarões e sobrados do Recife Antigo. Diante dessa data, resolvi selecionar alguns lugares que são legais para curtir o Carnaval em terras pernambucanas, que é considerado um dos melhores do Brasil.

O diferencial da festa de Momo em Pernambuco é que há diversas opções dentro da cidade, e boa parte delas é gratuita. Isso faz dos festejos locais um dos mais baratos do Brasil. Além disso, o Carnaval por aqui conserva a tradição do povo na rua, confraternizando e abusando da irreverência nas fantasias e no alto astral. Não é porque é minha terra natal, mas asseguro que você não vai resistir, se conhecer. Seja meu convidado e venha dar uma espiada. Garanto que vai dar gostinho de quero mais.

➲ Recife multicultural


Foto: Marco Zero / Aline Souza (EE)


O Carnaval na capital de Pernambuco se concentra majoritariamente no centro da cidade, especificamente no sítio histórico do município, na chamada Ilha do Recife. As antigas terras maurícias, que já fora território holandês, abriga casarões típicos da época e, durante o período carnavalesco, convivem lado a lado com vários polos de animação que prezam pelo multiculturalismo, formando uma festa que agrada todos os gêneros. As atrações, no geral, começam no início da tarde e entram pela noite e chegam até a madrugada.

O principal local onde acontece a festa é no Marco Zero do Recife, grande praça à beira mar que marca todas as distâncias no Estado. Ali, é armado um palco onde se apresentam as mais diferentes atrações: do frevo, ao manguebeat; do pop rock ao samba. Por ser o palco principal, apresenta geralmente artistas de renome nacional. Já passaram por lá Caetano Veloso, Maria Rita, Lulu Santos, Titãs, Alcione, Pitty, Crioulo, Elba Ramalho, Alceu Valença... A diversidade não para.

O lado ruim de o Marco Zero ser o principal palco é que sempre está bastante cheio. Contudo, coração do recifense sempre abre espaço para mais um, de forma que todos têm a chance de ver um pouco dos shows. Outro fato negativo é que não há pontos para comprar bebida por perto, nem banheiros públicos. Nesse último caso, não há muito a ser feito a não ser ir em busca dos banheiros químicos, que se situam a cerca de pelo menos 500 metros do Marco. Quanto às bebidas, pode ficar tranquilo, pois há sempre vendedores ambulantes passando na praça vendo água, cerveja e refrigerante. No entanto, o preço pode ser um pouco mais salgado do que o normal, em vista da comodidade.

Para quem não quer encarar a multidão e prefere algo mais tranquilo, em torno do Marco Zero há pequenos focos de folia que, apesar de pequenos, são grandes por natureza e sua animação não abre espaço para o marasmo. Confira as demais atrações e outras exceções:

● Praça do Arsenal: Ao lado do Arsenal da Marinha pernambucana, de frente ao emblemático observatório astronômico Torre Malakof e resquícios concretos da presença judaica no Recife, um animado ponto carnavalesco com palco de apresentações regionais, como blocos líricos de frevo e maracatus. A localidade é cheia de barracas com comidas típicas e bebidas, e algumas delas oferecem mesas e cadeiras para sentar.

Foto: Recife Antigo / Aline Souza (EE)


As ruas do entorno da praça também se transformam em palco com a chegada e partida de maracatus e orquestras de frevo que circulam o tempo todo. Diferente do Marco Zero, o som aqui preza pelo som regional, abrindo pouco espaço para diversidade. O principal corredor dos blocos são a Rua do Bom Jesus e a Rua da Guia, as quais também apresentam estrutura de banheiros químicos e alguns restaurantes, entre eles o bar “As Galerias”, conhecido pelo seu famoso maltado, um tipo de milk-shake de chocolate. O ambiente é bastante eclético, agradando desde famílias a grupos de amigos.

● Rua da Moeda: Aos pés da estátua da grande referência do manguebeat, Chico Science, se encontra o reduto oficial da boemia recifense, a Rua da Moeda e seus entornos. Na localidade, muitos bares lotados por gente jovem e descolada, como o Burburinho, famoso pelo pastel frito, feito na casa, e pelos eventuais shows de rock. Na Rua da Moeda mesmo, se destaca o Sushi Digital, que por vezes oferece música ao vivo. Ao fim da rua, geralmente um palco anima os foliões com um bom samba ou maracatu. A rua está bem localizada, próximo ao Shopping Paço Alfândega, espaço que serve para descansar um pouco, ir ao banheiro e encontrar os amigos para conversar.

Foto: Rua da Moeda / Milton Raulino (EE)


● Palco Recbeat: Do lado oposto à Rua da Moeda, por detrás do Paço Alfândega, à beira do Rio, está um dos points mais alternativos do Carnaval pernambucano. Com público eclético e sem preconceitos, localidade possui um palco com atrações multiculturais, contudo, menos pop. Por lá é que cantam novos rostos da cena musical, como Karina Buhr, Siba e Tulipa Ruiz. Também já apareceram por ali grandes nomes da música, como Odair José e Céu, além de atrações internacionais.

● Pátio de São Pedro: Mais distante do foco das atenções do Carnaval, o Pátio de São Pedro está localizado no coração do centro do Recife, no bairro de São José. Uma pequena pracinha entre casa antigas, de frente à igreja de São Pedro, acontecem muitos shows alternativos, com artistas nacionais e da terra. É um bom ponto para se conhecer bem as expressões artísticas de Pernambuco.

● Galo da Madrugada: Contrariando a maioria das atrações no Recife, a festa acontece durante o dia. Diante das alterações feitas ao longo dos anos, agremiação, que já foi eleita a maior do mundo pelo Guiness Book, começa por volta das 10h da manhã, no Forte das Cinco Pontes, e circula as principais ruas e avenidas do centro do Recife. Ao todo, em 2014, serão mais de 10 vias a serem contempladas pelo desfile, sendo a principal delas a Av. Dantas Barreto, reta final do desfile, que tem desfecho por volta das 15h.

Diante da multidão que o bloco move, é aconselhado não participar da festa na rua, visto que não há muita infraestrutura e segurança. Uma infinidade de camarotes oferece preços justos com estrutura com banheiro, bar, por vezes climatização e acesso a rua, para quem gosta de pular junto da multidão, mas sem abrir mão do conforto.

Na festa, desfilam trios elétricos com alegorias, passistas de frevo, orquestras e muitas atrações regionais. Também já passaram por lá artistas de outros gêneros, que sempre se rendem ao frevo e ao maracatu, como Wesley Safadão, banda Calypso, Carlinhos Brown, Gaby Amarantos, Fafá de Belém e muitos outros.

➲ Olinda, linda

Foto: Olinda / Aline Souza (EE)


Contrariando a multiculturalidade recifense, a cidade irmã da capital, Olinda, preza pelo respeito às expressões culturais regionais. A festa tem trilha sonora unicamente local, tocando frevo, maracatu, samba e gêneros próprios dos festejos carnavalescos. Além disso, a brincadeira acontece durante o dia, por volta das 9h e vai até altas horas da noite.

O palco dessa grande festa são as ladeiras do sítio histórico da parte antiga da cidade, eleita patrimônio cultural da humanidade. Em Olinda, não há polos específicos, se não que agremiações e blocos que desfilam pelas ruas arrastando multidões. Na localidade, não há camarotes, apenas casas de moradores locais, muitas vezes alugadas a grupos de amigos e turistas que desejam brincar o Carnaval na cidade.

Apesar disso, há banheiros químicos espalhados em pontos da cidade alta, além de barracas que vendem comidas e bebidas aos foliões. Fora isso, não há segredo. É preparar uma roupa leve, protetor solar e levar um dinheiro para consumir o que desejar. O som e a alegria são por conta da casa.

Na minha opinião, o carnaval em Olinda é mais gostoso do que no Recife. Além de ser no turno diurno, que dá mais energia para brincar, as pessoas entram realmente no clima da festa típica: se fantasiam mais, prezam pelas tradições de Pernambuco e privilegiam os ritmos regionais, formando assim uma festa única, cujo renome faz fama dentro e fora do Brasil.

➲ Confira alguns pontos legais para curtir o Carnaval em Olinda:


Foto: Quatro Cantos, Olinda / Milton Raulino (EE)

● Quatro Cantos: Cruzamento imortalizado em composição de Alceu Valença ferve durante o Carnaval. Trata-se da encruzilhada entre a Rua Prudente de Morais e a Rua de São Bento é ponto de passagem certo de muitos blocos, que, ao passarem na localidade, sempre ficam por ali um pouco mais em homenagem à fama dos Quatro Cantos.

Uma das quatro ruas do cruzamento dá acesso ao alto da Sé, ponto alto do sítio histórico de Olinda, que permite vista privilegiada do Recife. No entanto, o trajeto passa pela ladeira da Misericórdia, uma das mais íngremes da localidade. Aos corajosos que desejem subi-la depois de algumas cervejas, o consolo que os encontra acima é um local mais tranquilo para descansar, curtir a vista e comer uma boa tapioca.

Foto: Bodega de Véio, Olinda / Aline Souza (EE)


● Largo do Amparo: o largo em frente à Igreja de Guadalupe é famoso entre os moradores olindenses. Geralmente é ponto de concentração de muitos blocos, principalmente os grupos de maracatus e os famosos sambões, que desfilam levando os foliões ao delírio. É de lá que sai o Homem da Meia Noite, que desfila todo sábado de Carnaval à meia noite em ponto. O local também é ponto de largado do desfile dos famosos Bonecos Gigantes de Olinda, que, na terça-feira se despede dos foliões com uma agremiação que reúne dezenas de bonecos, de famosos a anônimos.

Todos esses blocos seguem por uma rua que tem o mesmo nome do largo. Se você passar pela Rua do Amparo, há boas opções de restaurantes e bares, como a Bodega de Véio, espécie de mercadinho local que é sucesso entre os foliões, seja com bebidas ou petiscos.

Foto: Rua São Bento, Olinda / Milton Raulino (EE)


● A Licoteria: Outro cruzamento importante do Carnaval olindense. Pontuado pelas Ruas de São Bento e 13 de Maio, também é ponto de passagem obrigatório dos blocos e que geralmente está bastante cheio de gente. O nome da localidade é tido por um bar famoso em uma de suas esquinas, cuja especialidade são os licores de variados sabores.

● Ribeira: No antigo mercado da Ribeira, no qual atualmente se vende artesanato típico de Olinda, durante o Carnaval, o espaço é lar para barracas de bebidas e comidas e encontro de foliões. No local, também há por vezes um pequeno palco com apresentações culturais de música regional, que divide as atenções com os blocos que desfilam na Rua de São Bento.

❝Se estiver de passagem por lá, não deixe de procurar a Sorveteria John’s, nas imediações. É uma opção boa para se refrescar ou tomar uma Sorvoska, uma espécie de milkshake com vodka. Recomendo!

● Pitombeira: Lar de um dos principais blocos de Olinda, localidade também oferece bom acesso às agremiações que desfilam no Carnaval. Uma boa área de sombra permite descanso e tomar alguns drinks nas barracas armadas no local. Descendo a Rua 27 de Janeiro, você chega ao pátio da Igreja de São Pedro, o qual abriga a famosa Creperia de Olinda. Uma opção boa para refeição ou lanche mais refinado.

● Rua 13 de maio: Reduto do público alternativo do Carnaval de Olinda, incluindo a turma LGBT. É passagem para muitos blocos irreverentes e a diversão é garantida. Em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), uma espécie de praça improvisada abriga banheiros públicos e barracas com opções de comidas e bebidas.

● Prefeitura de Olinda: situado no coração da Olinda Alta, a Prefeitura da cidade é um ponto marcante do Carnaval. O prédio e a área em volta está sempre bem decorada, com temas que são escolhidos anualmente. O local também é ponto de encontro de amigos e passagem obrigatória de muitas agremiações, apesar de muitas delas estarem já no final do trajeto.

➲ Para sobreviver e contar história
Foto: Alcides Cursino (Especial para o EE)



Como toda festa de rua, o folião está sujeito a problemas de força maior, seja ele causado pela natureza ou pelo próprio homem. É o preço que pagamos por ter uma festa pública e que é apreciada por muitas pessoas, com frequência de milhares de pessoas diariamente. Se você não quer traumas durante os quatro dias de folia e quer voltar ao Recife num outro ano, vão aí algumas dicas de quem já tem os pés calejados de subir e descer ladeira e de pular muito no Marco Zero:

● Calor: Em se tratando de Olinda, esse item ganha em disparada. Estamos no Nordeste, terra naturalmente quente. Imagine com o sol a pino, ao meio dia, em volta de milhares de pessoas? O calor é realmente estressante e pode ser agoniante. Por isso, para não perder sua festa, é bom seguir algumas recomendações:

→ Use roupas ou fantasias leves, que não lhe incomodem. Mais vale o seu conforto do que sair bem na fica e depois passar mal de calor;

→ O uso do protetor solar é obrigatório. Ninguém vai querer cultivar feridas na pele, nem ficar com aquele bronzeado feio, com marcas de óculos escuros ou de camiseta. Se previna!

→ Beba bastante líquido e se alimente. Se estiver ingerindo álcool, intercale com água mineral. E não deixe de fazer suas refeições. Sua festa vai render muito mais e você vai se livrar de uma desidratação ou insolação, que podem encurtar seu Carnaval.

● Multidão: Esse é o mau das festas públicas, de fato. Você não terá escapatória e terá que encará-la, se quiser conhecer o nosso Carnaval. No Recife Antigo, a área do Marco Zero é bastante disputada. Já em Olinda, não há ladeira que não tenha aperto. Mas sempre podemos dar um jeito de melhorar a situação. Aqui, as dicas são:

→ Brasileiros não são pontuais, logo a tendência é que todos cheguem mais tarde. Se você puder chegar cedo, vai aproveitar muitos mais os blocos e com muito mais espaço para se mover. Em Olinda, a partir do meio dia os lugares já começam a lotar. No Recife Antigo, o fim da tarde é mais tranquilo que a noite, apesar das melhores atrações serem mais tardes.

→ Ir atrás das troças e agremiações pode ser muito tentador, mas isso pode ser trabalhoso. O ideal é você escolher um lugar estratégico, numa sombra, sobre uma escadaria... Algum ponto confortável que você possa se estabelecer, tomar sua cerveja e ver o movimento e os blocos passarem.

→ Por mais que você se previna, vão chegar certas ocasiões que, sim, a multidão vai te empurrar, podem derrubar bebida em você, pisar no seu pé... A dica é só uma: relaxe. A Carnaval e ninguém está ali fazendo aquilo de propósito, todos querem se divertir, mas o espaço infelizmente é pouco. Entre no espírito da brincadeira e leve as coisas mais na esportivas. Você vai se estressar menos e não correrá o risco de brigar e perder a sua festa.

Foto: Blocos de rua / Aline Souza (EE)
● Brigas: Se insisto para você não brigar no Carnaval não é à toa, porque muitos foliões fazem isso. E não preciso nem dizer que são os maiores prejudicados, não é? São eles próprios. Isso quando não interferem na festa de terceiros. É fato que muitas pessoas não têm paciência e, depois de umas e outras caipirinhas, se tornam mais brigões. A dica novamente é ter a cabeça e ficar na sua em todas essas situações:

→ Não ouça provocações, nem discuta ou revide ameaças. Sorria, peça desculpas, faça uma brincadeira para descontrair. Se é Carnaval, não ligue se te levarem a sério. É perda de tempo, garanto. O mal entendido logo se desfaz e a festa segue. Ninguém vai querer ter razão durante Carnaval, não é mesmo? Deixe isso para os outros 361 dias do ano. É muito pouco tempo para perder.

→ De repente está tudo bem, mas uma briga estoura do seu lado. Parece que os esquentadinhos não leram o que você leu aqui. Pois bem, agora já é tarde, já está acontecendo. A lei então é se proteger. Mantenha-se longe do local para não sobrar para você e seus familiares ou amigos até que tudo se resolva ou a polícia interfira. Se preferir, pode mudar para um ambiente menos cheio e mais tranquilo. Vale sempre observar as pessoas da localidade e ver como elas se comportam. Fique onde se sentir mais seguro.

● Furtos/Roubos: É o grande problema das festas públicos, visto que o contingente policial nunca é suficiente para controlar os arruaceiros. Infelizmente são muitos os casos de roubo e assalto esta época do ano, e isso é difícil de se controlar, mas não é possível de se evitar. Confira:

→ Se é uma festa popular, não tem porque vestir o que há de melhor. Deixe seus relógios, correntes, pulseiras, anéis, brincos e outros objetos de valor para outras ocasiões. O que vale é a simplicidade para você curtir com segurança e sem ficar pensando que podem lhe roubar a qualquer hora.

→ Vale usar câmera fotográfica e celular, mas é preciso estar precavido. Minha recomendação é deixá-los em casa, mas se for necessário ou você quiser muito levá-los, não dê bobeira com esses utensílios em lugares estranhos, nem se exponha demais. Use com moderação. Fotografou, guardou logo em seguida; atendeu a ligação, não perde tempo e guarda logo. E lembre-se, NUNCA no bolso do short ou bermuda. Isso não é sinônimo de segurança. Guarde sempre em uma bolsa muito segura, a qual você possa estar sempre vigilante, ou você pode improvisar uma espécie de guarda volumes seguro no interior de sua roupa. O mesmo vale para seu dinheiro.

→ Evite caminhar só, e sim sempre em grupo. Sempre observe a frequência em volta para saber se está seguro para prosseguir por um caminho. Na dúvida, não vá. Procure sempre pelos locais mais movimentados.





 Milton Raulino
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dicas para não morrer de frio no inverno

Em qualquer destino do mundo, o que mais queremos depois de um dia cansativo de passeio é dormir bem. Quem já está habituado a enfrentar temperaturas extremas sabe que se defender do frio ou do calor não são tarefas simples. E a coisa complica ainda mais quando o viajante é acostumado a algum extremo desses (tipo o calor do Nordeste) e viaja, bem no inverno, para o Sul do País ou, sei lá, para a Rússia.

Com certeza você vai dormir algumas noites um pouco desesperado(a) porque está vestindo cinco blusas, um moletom, casaco de lã, luvas, cachecol, touca e três meias nos pés e, ainda assim, você continua morrendo de frio! O colchão pode ser o melhor do mundo, e a quantidade de roupas pode ser absurda, mas se os pés não estiverem aquecidos não tem santo que dê jeito. É verdade.

Como a época é propícia, e a temperatura aqui no Sul ainda vai baixar mais (sexta a previsão é de geada), fiz um resumo de algumas dicas que podem ajudar na hora de manter os pés quentinhos. Dicas valiosas que, se dão certo, garantem a boa noite de sono e rendem melhor o passeio no outro dia.

Meia-calça até em dias de sol!
De todos, o melhor conselho ainda é tomar um bom banho quente. Aliás, banho é sempre bom em qualquer ocasião - não sigam o exemplo dos franceses! O calor da água ajuda a manter o corpo aquecido durante o tempo suficiente para você colocar um bom agasalho e proteger bem as extremidades do corpo: cabeça, mãos e pés.

Massagear os pés com óleo bifásico até os pés aquecerem e em seguida calçá-los com meias de lã também ajudam, mas a minha preferida é a dica mais esquisita de todas - e que funciona muito bem. Pegue duas sacolas plásticas, calce os pés como se fossem sapatos e em seguida coloquem as meias. Para dormir ou ficar em casa é a melhor solução, só não aconselho usá-la para sair na rua - vai ficar estranho.

Aliás, para os passeios ou no dia a dia, um bom tênis pode ser ideal, mas nenhuma escolha substitui o poder e a elegância das botas, que vão muito bem com meia calça, jeans (mesmo não sendo a melhor pedida para o frio. Já comentei aqui no blog), legging e muita lã - sempre. 


Para quem viaja com crianças, cachecol, botas, meia grossa e aquele capricho na segunda pele (aquela blusinha mais fina por baixo) e no casaco. Embora sintam menos frio que a gente (a atividade e disposição delas é bem maior que a nossa), é melhor que reclamem do calor que ficarem expostas ao frio intenso. E o look também pode ficar um charme. A modelo ao lado é minha prima - linda, eu sei! (:


Mas, independente da sua escolha, o importante é não morrer de frio e saber tirar proveito da estação e do lugar que você está. Eu mesma, adoro essa elegância francesa e esse ar nórdico. Mas querer ser fina e fofa morrendo de frio, ninguém merece!