quinta-feira, 19 de setembro de 2013

#Manaus: Gastronomia e lazer


No centro da bela praça de São Sebastião (foto), um monumento erguido em 1900, em comemoração ao 4º centenário da independência do Brasil, figura-se imponente. Enquanto isso, no entorno, os amigos se encontram e ficam conversando nos banquinhos, seja para passar tempo ou matar o calor.

Sim, Manaus é uma cidade quente, mesmo à noite. Além disso, não venta muito no Centro, o que torna o ambiente mais abafado ainda. De dia ultrapassa facilmente os 33ºC, mas não é algo que atrapalhe a estadia e os passeios. Basta beber bastante água para repor o líquido que se perde no suor.

Por isso, tal como em cidades do interior, os manauaras frequentam a principal praça da cidade e lotam os principais estabelecimentos das redondezas. São bares, lanchonetes, boates que oferecem opção para todos os gostos. Aí vão as dicas dos lugares que conheci:

African House – Vende sanduíches e bebidas. O forte da casa são os sucos de fruta, todos naturais, feitos na hora. Destaque unânime para o suco de guaraná com limão e mel. Gente, estamos na Amazônia; portanto me refiro ao suco genuíno da fruta guaraná, não àqueles industrializados ou batidos como vitamina que se vendem em outras regiões. Não tem comparação!

Falando na fruta, outra pedida que não deixa nada a desejar são os refrigerantes locais, vendidos em qualquer local da cidade. Todos colocam Kuat e Antártica no chinelo. Não deixem de experimentar quando forem por lá! A lista de marcas é grande: Tuchaua, Magistral, Regente, Baré, Real...

Tacacá da Gisela – Eleito pela Revista Veja como o melhor Tacacá de 2013 de Manaus, barraquinha na Praça de São Sebastião vende uma das iguarias típicas mais conhecidas do Amazonas, vendido em muitos estabelecimentos do Estado. Feito essencialmente do tucupi – caldo extraído da farinha de mandioca – e do jambu – folha amazônica levemente picante e anestésica -, prato é servido numa cuia, como uma sopa, junto com camarões cozidos. Por ser bastante exótico, não agrada todos os paladares. Como não sou muito bom de garfo, acabei não me arriscando. Alguém se habilita?

Bar do Armando – Abre logo cedo para quem gosta de uma parada na rotina para apreciar uma cerveja gelada. À noite, com mesas na calçada, os boêmios se reúnem para beber madrugada à dentro. Depois das 22h, ao som de voz e violão, por vezes acompanhados de um batuque, os frequentadores dançam do rock ao samba. O cenário e a alegria que contagia me fizeram lembrar novamente minha terra natal. Automaticamente me recordei dos bares do Recife Antigo, o que foi impossível para mim não me sentir em casa. Além da bebida, o bar oferece algumas iguarias locais que podem ser apreciadas, como o sanduíche de pernil de porco e o pastel frito de pirarucu.

Sorveterias Glacial – Espalhadas por vários pontos da cidade, esta é uma das principais marcas de sorvete locais. Oferece uma grande variedade de sabores, alguns deles exclusivos da localidade, como buriti e açaí. Alguns nomes podem parecer desconhecidos e diferentes, como taperebá e mangarataia; contudo, nada mais são do que cajá e gengibre. No Norte, esses e outros itens da culinária ganham sinônimos bem exóticos. Não custa nada perguntar para descobrir.

Bar O Chefão – Saindo um pouco das atrações populares, encontramos, ainda no centro, o pub O Chefão. Com uma decoração charmosa e temática, inspirada no filme O Poderoso Chefão, local é aconchegante e oferece um cardápio com petiscos e refeições mais refinados, o que implica em preços um tanto salgados. A casa também conta, por vezes, com som ao vivo, mas o preço do couvert não é nada convidativo: R$ 20 por pessoa.

Praia de Ponta Negra – Que tal não morar no litoral e mesmo assim poder ir à praia? Assim são muitas cidades banhadas por rios, como Manaus. Saindo do Centro de Manaus chegamos à Zona Sul, área nobre da cidade, onde há uma faixa de areia que o rio beira e que funciona como praia. Nos dias de sol, nos fins de semana, os manauaras vão até ali para se refrescar ou apenas para caminhar pelo calçadão e lanchar alguma coisa. Entre as comidinhas vendidas ali estão desde sorvete da Bob’s até comidas típicas, como a tapioca de tucumã – fruta nativa servida salgada – com banana frita e queijo coalho.


 Continua...




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 Milton Raulino
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
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