terça-feira, 1 de outubro de 2013

#Manaus: Desbravando os rios amazônicos


Depois de um longo voo, o avião inicia, finalmente, o processo de pouso. De momento, ao olhar pela janela, vejo que a Amazônia já me recepciona com um incrível presente de boas vindas – lá do alto avista-se nitidamente um dos principais cartões postais do Amazonas: o famoso encontro das águas entre os rios Negro e Solimões.

De um lado, as águas turvas e barrentas do Solimões, vindas das terras andinas do Peru, se mesclam à escuridão, como próprio nome sugere, das do Negro, que nasce na Colômbia. Em composição bifásica, ambas seguem juntas por alguns bons metros sem se misturar; apenas mais à frente se unem para formar o então Rio Amazonas.

Os rios da Amazônia são lindos e são os principais caminhos para os amantes de aventuras que desejam desbravar o lado mais selvagem do Estado. Pela capital, Manaus, estão espalhadas diversas agências de turismo que oferecem passeios de barco que visitam não apenas o Encontro das Águas, mas muitas outras atrações da natureza. Algumas vale a pena conferir, outras nem tanto.



Existem vários pacotes de passeios que podem ser comprados isoladamente ou em combo, tais como o Encontro das Águasvisita à comunidade flutuante e ao Lago Janauariencontro com animais selvagens, banho de rio com os botos, visita à tribo Tukana Dessana do alto Rio Negro, e muitos outros. Em geral, para melhor aproveitamento, cada passeio é composto de duas atrações, custando em média entre R$ 200, R$ 250 por pessoa.

Importante: Não apenas em Manaus, mas como em qualquer outra cidade, deve-se estar atento à qualidade da agência turística da qual se está contratando um serviço. Como os passeios são ecológicos, os guias devem ter crachá que os habilita para a função. Portanto, sempre pergunte antes de fechar qualquer negócio, mesmo que o preço esteja com um valor em conta.

Tomadas essas precauções, que as aventuras comecem!

ENCONTRO DAS ÁGUAS, LAGO JANAUARI E COMUNIDADE FLUTUANTE 

Saindo do porto de Manaus, embarcamos num grande barco com capacidade para cerca de 50 pessoas; era bastante seguro, equipado com coletes salva-vidas e assentos acolchoados. À nossa disposição tínhamos banheiro, água mineral, um guia para ir explicando as curiosidades do trajeto.

Navegamos por alguns minutos em direção à foz do rio e vimos de perto o encontro das águas. Não se pode mergulhar, mas é possível tocar na água. De lá, seguimos para a comunidade flutuante. No entorno de Manaus, há muitas famílias que levam uma vida literalmente imersa na natureza; moram em casas na beira do rio e se locomovem unicamente por barcos. São residências simples, que são construídas de modo que possam flutuar, acompanhando as cheias e secas do rio.

Numa das casas, visitamos os animais selvagens. Essa foi minha primeira decepção – esperava que fôssemos entrar na selva e ver os bichos em seu habitat. No entanto, nos deparamos com três rapazes que saíram da residência e entraram no barco: um segurava uma grande cobra, o outro um pequeno jacaré e o terceiro um filhote de bicho-preguiça.

Pode-se tocar e até segurar os animais para uma foto. Não fazem medo a ninguém. Ficamos mais temerosos com a possibilidade de os animais viverem em cativeiro e serem usados para aqueles homens ganharem dinheiro. O guia, no entanto, nos assegurou que os animais eram pegos da natureza instantes antes dos turistas chegarem e soltos depois das “sessões de fotos”. Não me convenceu muito, mas preferi acreditar no que ele falou.



Depois de mais alguns minutos navegando pela comunidade, chegamos ao restaurante Rainha da Selva, que fica na porta de entrada do lago Janauari. Esse foi o maior contato que tive com a selva. De cima de uma passarela, observei alguns jacarés nadando livremente e alguns macacos passeando pelas árvores. Do centro do lago, temos uma bonita paisagem no local. Na água, pode-se ver algumas poucas (e murchas) vitórias-régias como amostras grátis das famosas numerosas plantas aquáticas da Amazônia. Sinceramente, esperava ver mais.

Depois do passeio, tem almoço no restaurante. Um Buffet composto de frutas, peixes, carnes e saladas é posto à mesa para que todos se sirvam. O valor da refeição já está inclusa no pacote do passeio. Apenas as bebidas (refrigerante ou suco) devem ser pagas por fora, em dinheiro e direto ao garçom. No cardápio, muitas opções dos deliciosos sucos da fruta e refrigerantes da região.



 Milton Raulino
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
Saiba mais sobre o autor clicando aqui.

0 Comentaram este post:

Postar um comentário

Sugestões e outros comentários também podem ser enviados para aline@entreembarques.com.