*O título deste post foi totalmente inspirado no livro de Gilberto Freyre, Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife, considerado o primeiro guia turístico da capital pernambucana.
Uma década de carnavais
Ai, ai... Saudades! Nem parece que já faz um ano. As memórias do Carnaval continuam bem vivas na minha mente, como se tivessem acontecido ontem. E em menos de uma semana, mais uma vez iremos às ruas festejar, dançar e cantar. Definitivamente, o período carnavalesco é uma das épocas do ano que mais encanta a mim e a boa parte dos brasileiros. É uma oportunidade de deixarmos nossas preocupações e problemas de lado, esquecermos a seriedade da vida e apenas nos divertir. E o Recife é um lugar perfeito para se vivenciar essa euforia.
Parando para pensar melhor, este ano estou completando uma década de Carnaval. São 10 anos brincando pelas ladeiras de Olinda e entre os casarões e sobrados do Recife Antigo. Diante dessa data, resolvi selecionar alguns lugares que são legais para curtir o Carnaval em terras pernambucanas, que é considerado um dos melhores do Brasil.
O diferencial da festa de Momo em Pernambuco é que há diversas opções dentro da cidade, e boa parte delas é gratuita. Isso faz dos festejos locais um dos mais baratos do Brasil. Além disso, o Carnaval por aqui conserva a tradição do povo na rua, confraternizando e abusando da irreverência nas fantasias e no alto astral. Não é porque é minha terra natal, mas asseguro que você não vai resistir, se conhecer. Seja meu convidado e venha dar uma espiada. Garanto que vai dar gostinho de quero mais.
➲ Recife multicultural
O Carnaval na capital de Pernambuco se concentra majoritariamente no centro da cidade, especificamente no sítio histórico do município, na chamada Ilha do Recife. As antigas terras maurícias, que já fora território holandês, abriga casarões típicos da época e, durante o período carnavalesco, convivem lado a lado com vários polos de animação que prezam pelo multiculturalismo, formando uma festa que agrada todos os gêneros. As atrações, no geral, começam no início da tarde e entram pela noite e chegam até a madrugada.
O principal local onde acontece a festa é no Marco Zero do Recife, grande praça à beira mar que marca todas as distâncias no Estado. Ali, é armado um palco onde se apresentam as mais diferentes atrações: do frevo, ao manguebeat; do pop rock ao samba. Por ser o palco principal, apresenta geralmente artistas de renome nacional. Já passaram por lá Caetano Veloso, Maria Rita, Lulu Santos, Titãs, Alcione, Pitty, Crioulo, Elba Ramalho, Alceu Valença... A diversidade não para.
O lado ruim de o Marco Zero ser o principal palco é que sempre está bastante cheio. Contudo, coração do recifense sempre abre espaço para mais um, de forma que todos têm a chance de ver um pouco dos shows. Outro fato negativo é que não há pontos para comprar bebida por perto, nem banheiros públicos. Nesse último caso, não há muito a ser feito a não ser ir em busca dos banheiros químicos, que se situam a cerca de pelo menos 500 metros do Marco. Quanto às bebidas, pode ficar tranquilo, pois há sempre vendedores ambulantes passando na praça vendo água, cerveja e refrigerante. No entanto, o preço pode ser um pouco mais salgado do que o normal, em vista da comodidade.
Para quem não quer encarar a multidão e prefere algo mais tranquilo, em torno do Marco Zero há pequenos focos de folia que, apesar de pequenos, são grandes por natureza e sua animação não abre espaço para o marasmo. Confira as demais atrações e outras exceções:
● Praça do Arsenal: Ao lado do Arsenal da Marinha pernambucana, de frente ao emblemático observatório astronômico Torre Malakof e resquícios concretos da presença judaica no Recife, um animado ponto carnavalesco com palco de apresentações regionais, como blocos líricos de frevo e maracatus. A localidade é cheia de barracas com comidas típicas e bebidas, e algumas delas oferecem mesas e cadeiras para sentar.
Parando para pensar melhor, este ano estou completando uma década de Carnaval. São 10 anos brincando pelas ladeiras de Olinda e entre os casarões e sobrados do Recife Antigo. Diante dessa data, resolvi selecionar alguns lugares que são legais para curtir o Carnaval em terras pernambucanas, que é considerado um dos melhores do Brasil.
O diferencial da festa de Momo em Pernambuco é que há diversas opções dentro da cidade, e boa parte delas é gratuita. Isso faz dos festejos locais um dos mais baratos do Brasil. Além disso, o Carnaval por aqui conserva a tradição do povo na rua, confraternizando e abusando da irreverência nas fantasias e no alto astral. Não é porque é minha terra natal, mas asseguro que você não vai resistir, se conhecer. Seja meu convidado e venha dar uma espiada. Garanto que vai dar gostinho de quero mais.
➲ Recife multicultural
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| Foto: Marco Zero / Aline Souza (EE) |
O principal local onde acontece a festa é no Marco Zero do Recife, grande praça à beira mar que marca todas as distâncias no Estado. Ali, é armado um palco onde se apresentam as mais diferentes atrações: do frevo, ao manguebeat; do pop rock ao samba. Por ser o palco principal, apresenta geralmente artistas de renome nacional. Já passaram por lá Caetano Veloso, Maria Rita, Lulu Santos, Titãs, Alcione, Pitty, Crioulo, Elba Ramalho, Alceu Valença... A diversidade não para.
O lado ruim de o Marco Zero ser o principal palco é que sempre está bastante cheio. Contudo, coração do recifense sempre abre espaço para mais um, de forma que todos têm a chance de ver um pouco dos shows. Outro fato negativo é que não há pontos para comprar bebida por perto, nem banheiros públicos. Nesse último caso, não há muito a ser feito a não ser ir em busca dos banheiros químicos, que se situam a cerca de pelo menos 500 metros do Marco. Quanto às bebidas, pode ficar tranquilo, pois há sempre vendedores ambulantes passando na praça vendo água, cerveja e refrigerante. No entanto, o preço pode ser um pouco mais salgado do que o normal, em vista da comodidade.
Para quem não quer encarar a multidão e prefere algo mais tranquilo, em torno do Marco Zero há pequenos focos de folia que, apesar de pequenos, são grandes por natureza e sua animação não abre espaço para o marasmo. Confira as demais atrações e outras exceções:
● Praça do Arsenal: Ao lado do Arsenal da Marinha pernambucana, de frente ao emblemático observatório astronômico Torre Malakof e resquícios concretos da presença judaica no Recife, um animado ponto carnavalesco com palco de apresentações regionais, como blocos líricos de frevo e maracatus. A localidade é cheia de barracas com comidas típicas e bebidas, e algumas delas oferecem mesas e cadeiras para sentar.
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| Foto: Recife Antigo / Aline Souza (EE) |
As ruas do entorno da praça também se transformam em palco com a chegada e partida de maracatus e orquestras de frevo que circulam o tempo todo. Diferente do Marco Zero, o som aqui preza pelo som regional, abrindo pouco espaço para diversidade. O principal corredor dos blocos são a Rua do Bom Jesus e a Rua da Guia, as quais também apresentam estrutura de banheiros químicos e alguns restaurantes, entre eles o bar “As Galerias”, conhecido pelo seu famoso maltado, um tipo de milk-shake de chocolate. O ambiente é bastante eclético, agradando desde famílias a grupos de amigos.
● Rua da Moeda: Aos pés da estátua da grande referência do manguebeat, Chico Science, se encontra o reduto oficial da boemia recifense, a Rua da Moeda e seus entornos. Na localidade, muitos bares lotados por gente jovem e descolada, como o Burburinho, famoso pelo pastel frito, feito na casa, e pelos eventuais shows de rock. Na Rua da Moeda mesmo, se destaca o Sushi Digital, que por vezes oferece música ao vivo. Ao fim da rua, geralmente um palco anima os foliões com um bom samba ou maracatu. A rua está bem localizada, próximo ao Shopping Paço Alfândega, espaço que serve para descansar um pouco, ir ao banheiro e encontrar os amigos para conversar.
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| Foto: Rua da Moeda / Milton Raulino (EE) |
● Palco Recbeat: Do lado oposto à Rua da Moeda, por detrás do Paço Alfândega, à beira do Rio, está um dos points mais alternativos do Carnaval pernambucano. Com público eclético e sem preconceitos, localidade possui um palco com atrações multiculturais, contudo, menos pop. Por lá é que cantam novos rostos da cena musical, como Karina Buhr, Siba e Tulipa Ruiz. Também já apareceram por ali grandes nomes da música, como Odair José e Céu, além de atrações internacionais.
● Pátio de São Pedro: Mais distante do foco das atenções do Carnaval, o Pátio de São Pedro está localizado no coração do centro do Recife, no bairro de São José. Uma pequena pracinha entre casa antigas, de frente à igreja de São Pedro, acontecem muitos shows alternativos, com artistas nacionais e da terra. É um bom ponto para se conhecer bem as expressões artísticas de Pernambuco.
● Galo da Madrugada: Contrariando a maioria das atrações no Recife, a festa acontece durante o dia. Diante das alterações feitas ao longo dos anos, agremiação, que já foi eleita a maior do mundo pelo Guiness Book, começa por volta das 10h da manhã, no Forte das Cinco Pontes, e circula as principais ruas e avenidas do centro do Recife. Ao todo, em 2014, serão mais de 10 vias a serem contempladas pelo desfile, sendo a principal delas a Av. Dantas Barreto, reta final do desfile, que tem desfecho por volta das 15h.
Diante da multidão que o bloco move, é aconselhado não participar da festa na rua, visto que não há muita infraestrutura e segurança. Uma infinidade de camarotes oferece preços justos com estrutura com banheiro, bar, por vezes climatização e acesso a rua, para quem gosta de pular junto da multidão, mas sem abrir mão do conforto.
Na festa, desfilam trios elétricos com alegorias, passistas de frevo, orquestras e muitas atrações regionais. Também já passaram por lá artistas de outros gêneros, que sempre se rendem ao frevo e ao maracatu, como Wesley Safadão, banda Calypso, Carlinhos Brown, Gaby Amarantos, Fafá de Belém e muitos outros.
➲ Olinda, linda
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| Foto: Olinda / Aline Souza (EE) |
Contrariando a multiculturalidade recifense, a cidade irmã da capital, Olinda, preza pelo respeito às expressões culturais regionais. A festa tem trilha sonora unicamente local, tocando frevo, maracatu, samba e gêneros próprios dos festejos carnavalescos. Além disso, a brincadeira acontece durante o dia, por volta das 9h e vai até altas horas da noite.
O palco dessa grande festa são as ladeiras do sítio histórico da parte antiga da cidade, eleita patrimônio cultural da humanidade. Em Olinda, não há polos específicos, se não que agremiações e blocos que desfilam pelas ruas arrastando multidões. Na localidade, não há camarotes, apenas casas de moradores locais, muitas vezes alugadas a grupos de amigos e turistas que desejam brincar o Carnaval na cidade.
Apesar disso, há banheiros químicos espalhados em pontos da cidade alta, além de barracas que vendem comidas e bebidas aos foliões. Fora isso, não há segredo. É preparar uma roupa leve, protetor solar e levar um dinheiro para consumir o que desejar. O som e a alegria são por conta da casa.
Na minha opinião, o carnaval em Olinda é mais gostoso do que no Recife. Além de ser no turno diurno, que dá mais energia para brincar, as pessoas entram realmente no clima da festa típica: se fantasiam mais, prezam pelas tradições de Pernambuco e privilegiam os ritmos regionais, formando assim uma festa única, cujo renome faz fama dentro e fora do Brasil.
➲ Confira alguns pontos legais para curtir o Carnaval em Olinda:
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| Foto: Quatro Cantos, Olinda / Milton Raulino (EE) |
● Quatro Cantos: Cruzamento imortalizado em composição de Alceu Valença ferve durante o Carnaval. Trata-se da encruzilhada entre a Rua Prudente de Morais e a Rua de São Bento é ponto de passagem certo de muitos blocos, que, ao passarem na localidade, sempre ficam por ali um pouco mais em homenagem à fama dos Quatro Cantos.
Uma das quatro ruas do cruzamento dá acesso ao alto da Sé, ponto alto do sítio histórico de Olinda, que permite vista privilegiada do Recife. No entanto, o trajeto passa pela ladeira da Misericórdia, uma das mais íngremes da localidade. Aos corajosos que desejem subi-la depois de algumas cervejas, o consolo que os encontra acima é um local mais tranquilo para descansar, curtir a vista e comer uma boa tapioca.
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| Foto: Bodega de Véio, Olinda / Aline Souza (EE) |
● Largo do Amparo: o largo em frente à Igreja de Guadalupe é famoso entre os moradores olindenses. Geralmente é ponto de concentração de muitos blocos, principalmente os grupos de maracatus e os famosos sambões, que desfilam levando os foliões ao delírio. É de lá que sai o Homem da Meia Noite, que desfila todo sábado de Carnaval à meia noite em ponto. O local também é ponto de largado do desfile dos famosos Bonecos Gigantes de Olinda, que, na terça-feira se despede dos foliões com uma agremiação que reúne dezenas de bonecos, de famosos a anônimos.
Todos esses blocos seguem por uma rua que tem o mesmo nome do largo. Se você passar pela Rua do Amparo, há boas opções de restaurantes e bares, como a Bodega de Véio, espécie de mercadinho local que é sucesso entre os foliões, seja com bebidas ou petiscos.
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| Foto: Rua São Bento, Olinda / Milton Raulino (EE) |
● A Licoteria: Outro cruzamento importante do Carnaval olindense. Pontuado pelas Ruas de São Bento e 13 de Maio, também é ponto de passagem obrigatório dos blocos e que geralmente está bastante cheio de gente. O nome da localidade é tido por um bar famoso em uma de suas esquinas, cuja especialidade são os licores de variados sabores.
● Ribeira: No antigo mercado da Ribeira, no qual atualmente se vende artesanato típico de Olinda, durante o Carnaval, o espaço é lar para barracas de bebidas e comidas e encontro de foliões. No local, também há por vezes um pequeno palco com apresentações culturais de música regional, que divide as atenções com os blocos que desfilam na Rua de São Bento.
❝Se estiver de passagem por lá, não deixe de procurar a Sorveteria John’s, nas imediações. É uma opção boa para se refrescar ou tomar uma Sorvoska, uma espécie de milkshake com vodka. Recomendo!
● Pitombeira: Lar de um dos principais blocos de Olinda, localidade também oferece bom acesso às agremiações que desfilam no Carnaval. Uma boa área de sombra permite descanso e tomar alguns drinks nas barracas armadas no local. Descendo a Rua 27 de Janeiro, você chega ao pátio da Igreja de São Pedro, o qual abriga a famosa Creperia de Olinda. Uma opção boa para refeição ou lanche mais refinado.
● Rua 13 de maio: Reduto do público alternativo do Carnaval de Olinda, incluindo a turma LGBT. É passagem para muitos blocos irreverentes e a diversão é garantida. Em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), uma espécie de praça improvisada abriga banheiros públicos e barracas com opções de comidas e bebidas.
● Prefeitura de Olinda: situado no coração da Olinda Alta, a Prefeitura da cidade é um ponto marcante do Carnaval. O prédio e a área em volta está sempre bem decorada, com temas que são escolhidos anualmente. O local também é ponto de encontro de amigos e passagem obrigatória de muitas agremiações, apesar de muitas delas estarem já no final do trajeto.
➲ Para sobreviver e contar história
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| Foto: Alcides Cursino (Especial para o EE) |
Como toda festa de rua, o folião está sujeito a problemas de força maior, seja ele causado pela natureza ou pelo próprio homem. É o preço que pagamos por ter uma festa pública e que é apreciada por muitas pessoas, com frequência de milhares de pessoas diariamente. Se você não quer traumas durante os quatro dias de folia e quer voltar ao Recife num outro ano, vão aí algumas dicas de quem já tem os pés calejados de subir e descer ladeira e de pular muito no Marco Zero:
● Calor: Em se tratando de Olinda, esse item ganha em disparada. Estamos no Nordeste, terra naturalmente quente. Imagine com o sol a pino, ao meio dia, em volta de milhares de pessoas? O calor é realmente estressante e pode ser agoniante. Por isso, para não perder sua festa, é bom seguir algumas recomendações:
→ Use roupas ou fantasias leves, que não lhe incomodem. Mais vale o seu conforto do que sair bem na fica e depois passar mal de calor;
→ O uso do protetor solar é obrigatório. Ninguém vai querer cultivar feridas na pele, nem ficar com aquele bronzeado feio, com marcas de óculos escuros ou de camiseta. Se previna!
→ Beba bastante líquido e se alimente. Se estiver ingerindo álcool, intercale com água mineral. E não deixe de fazer suas refeições. Sua festa vai render muito mais e você vai se livrar de uma desidratação ou insolação, que podem encurtar seu Carnaval.
● Multidão: Esse é o mau das festas públicas, de fato. Você não terá escapatória e terá que encará-la, se quiser conhecer o nosso Carnaval. No Recife Antigo, a área do Marco Zero é bastante disputada. Já em Olinda, não há ladeira que não tenha aperto. Mas sempre podemos dar um jeito de melhorar a situação. Aqui, as dicas são:
→ Brasileiros não são pontuais, logo a tendência é que todos cheguem mais tarde. Se você puder chegar cedo, vai aproveitar muitos mais os blocos e com muito mais espaço para se mover. Em Olinda, a partir do meio dia os lugares já começam a lotar. No Recife Antigo, o fim da tarde é mais tranquilo que a noite, apesar das melhores atrações serem mais tardes.
→ Ir atrás das troças e agremiações pode ser muito tentador, mas isso pode ser trabalhoso. O ideal é você escolher um lugar estratégico, numa sombra, sobre uma escadaria... Algum ponto confortável que você possa se estabelecer, tomar sua cerveja e ver o movimento e os blocos passarem.
→ Por mais que você se previna, vão chegar certas ocasiões que, sim, a multidão vai te empurrar, podem derrubar bebida em você, pisar no seu pé... A dica é só uma: relaxe. A Carnaval e ninguém está ali fazendo aquilo de propósito, todos querem se divertir, mas o espaço infelizmente é pouco. Entre no espírito da brincadeira e leve as coisas mais na esportivas. Você vai se estressar menos e não correrá o risco de brigar e perder a sua festa.
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| Foto: Blocos de rua / Aline Souza (EE) |
→ Não ouça provocações, nem discuta ou revide ameaças. Sorria, peça desculpas, faça uma brincadeira para descontrair. Se é Carnaval, não ligue se te levarem a sério. É perda de tempo, garanto. O mal entendido logo se desfaz e a festa segue. Ninguém vai querer ter razão durante Carnaval, não é mesmo? Deixe isso para os outros 361 dias do ano. É muito pouco tempo para perder.
→ De repente está tudo bem, mas uma briga estoura do seu lado. Parece que os esquentadinhos não leram o que você leu aqui. Pois bem, agora já é tarde, já está acontecendo. A lei então é se proteger. Mantenha-se longe do local para não sobrar para você e seus familiares ou amigos até que tudo se resolva ou a polícia interfira. Se preferir, pode mudar para um ambiente menos cheio e mais tranquilo. Vale sempre observar as pessoas da localidade e ver como elas se comportam. Fique onde se sentir mais seguro.
● Furtos/Roubos: É o grande problema das festas públicos, visto que o contingente policial nunca é suficiente para controlar os arruaceiros. Infelizmente são muitos os casos de roubo e assalto esta época do ano, e isso é difícil de se controlar, mas não é possível de se evitar. Confira:
→ Se é uma festa popular, não tem porque vestir o que há de melhor. Deixe seus relógios, correntes, pulseiras, anéis, brincos e outros objetos de valor para outras ocasiões. O que vale é a simplicidade para você curtir com segurança e sem ficar pensando que podem lhe roubar a qualquer hora.
→ Vale usar câmera fotográfica e celular, mas é preciso estar precavido. Minha recomendação é deixá-los em casa, mas se for necessário ou você quiser muito levá-los, não dê bobeira com esses utensílios em lugares estranhos, nem se exponha demais. Use com moderação. Fotografou, guardou logo em seguida; atendeu a ligação, não perde tempo e guarda logo. E lembre-se, NUNCA no bolso do short ou bermuda. Isso não é sinônimo de segurança. Guarde sempre em uma bolsa muito segura, a qual você possa estar sempre vigilante, ou você pode improvisar uma espécie de guarda volumes seguro no interior de sua roupa. O mesmo vale para seu dinheiro.
→ Evite caminhar só, e sim sempre em grupo. Sempre observe a frequência em volta para saber se está seguro para prosseguir por um caminho. Na dúvida, não vá. Procure sempre pelos locais mais movimentados.
Jornalista graduado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e fotógrafo formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem e Ensino (Senac). Trabalha como assessor de imprensa, atendendo clientes institucionais e culturais. É membro do Entre Embarques desde 2012. Em@ail: milton@entreembarques.com
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