A primeira viagem ao exterior a
gente não esquece. Entre outubro e novembro de 2014, fiz a minha
primeira viagem internacional: um tour de 20 dias pela Europa, passando por
quatro países - França, Inglaterra, Holanda e Alemanha. Fui só, de mente e
coração abertos, com fome e sede de tudo. O resultado foi uma das melhores
experiências da minha vida, a qual compartilho aqui numa série de postagens.
Voei do Recife
até Frankfurt, na Alemanha, onda iniciei minha aventura. Até então, estava
acostumado apenas aos voos domésticos no Brasil, pela Tam ou Gol. Como encarar
quase dez horas seguidas dentro de um avião? E como seria estar numa companhia
aérea, até então, desconhecida para mim? A ansiedade era grande! Minhas
perguntas foram respondidas no dia 28 de outubro, data em que embarquei na
viagem. Gostei muito da experiência com a Condor, que tem aeronaves
confortáveis e oferecem um ótimo serviço por tarifas atraentes.
Na ida,
durante a noite, foi tudo minuciosamente exemplar. A primeira impressão me
marcou muito: o avião era grande e espaçoso. Recebemos um kit de uma sacola de
pano com protetores auriculares, máscara de dormir, fones de ouvido, um par de
meias, escova e pasta de dente. As poltronas eram bastante confortáveis;
esperando por nós, sobre elas, um pequeno travesseiro e um cobertor. O espaço
entre os assentos era bem satisfatório. Na traseira da poltrona à frente, uma
pequena TV trazia opções de filmes, séries, músicas e um mapa interativo com
informações sobre a viagem.
Interior da aeronave da Condor, durante voo Recife-Frankfurt (Foto: Milton Raulino / EE)

Na volta, pela
manhã, não recebemos o kit, mas o atendimento foi igualmente exemplar. No
começo, estranhei a comunicação. Por ser uma companhia alemã, o principal
idioma dos avisos e da abordagem do
staff é toda em alemão. Mas todos falam
inglês e são solícitos em ajudar no que for preciso.
Os voos de ida
e de volta foram muito tranquilos; não tivemos turbulências, apenas
balanços muito leves. Assisti dois filmes e fui aproveitando o serviço de
bordo, que ofereceu refeições bem preparadas. Na ida, jantar e café da manhã;
na volta, café e almoço; além de servirem água, chá, refrigerante e suco de tempos em tempos. As comidas, bem no estilo alemão, não são exatamente deliciosas; são bem apresentadas e boas basicamente para se matar a fome - afinal, é o que interessa. Tudo o que é servido é gratuito, exceto bebidas alcoólicas e cigarros - não que se possa fumar a bordo, mas, sim, eles vendem cigarros -, comercializados à parte.
Como acontece em toda
viagem, a volta é sempre mais demorada, pois já estamos mais cansados e
queremos chegar logo em casa. As novidades e a empolgação da ida fizeram o tempo do voo correr depressa. Depois de me familiarizar com todo o ambiente, adormeci e, para minha
surpresa, acordei com o dia já claro. Espiei pela janela e me deparei com
um lindo cartão de boas-vindas – eram os Alpes anunciando que já chegávamos ao
velho continente e logo aterrissaríamos.
E não é que
tudo isso era realidade mesmo? Não cabia em mim de tanta felicidade: eu havia
chegado!
Os Alpes: saudação de boas-vindas na chegada à Europa (Foto: Milton Raulino / EE)
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