Rio Sena à noite, em Paris. (Foto: Milton Raulino / EE)
Para mim, estar na França era um mito; uma mistura de realização pessoal com sonho de consumo. Não sei como explicar, mas, desde os 19 anos, me aventuro pela cultura francesa, graças à santa Internet: paisagens, linguagens, música, gastronomia... Tudo ali me encantava. Resolvi, portanto, que, na minha primeira viagem à Europa, Paris seria o destino certeiro – E foi. Fiquei cinco dias na capital da França, estadia que, apesar de curta, me fez sair do platonismo e aprender a gostar de Paris tal como ela é, com suas qualidades e defeitos.
Cheguei à Cidade-Luz depois de 9 horas de avião e 3 de trem, já de noite. Tratei de chegar logo ao hostel para fazer check-in e cair na rua para ver a cidade cintilar. Jantei um crepe no bairro Le Marais, conhecido por ser um bairro jovem, de vida noturna animada, e caminhei um pouco para ver o movimento. Neste passeio, tive o primeiro contato com os monumentos da capital. Por toda parte, construções baixas e de arquitetura antiga totalmente preservadas denunciavam que a história está imortalizada. Por instantes, eu também podia fazer parte daquilo que, pra mim, só era concreto nos livros.
Ópera Garnier de Paris (à esquerda) e fachada do Teatro Olympia (Fotos: Milton Raulino / EE)
Passei pelo Hôtel de Ville – edifício que abriga a prefeitura de Paris, na frente do qual acontecia um protesto. Apesar do ambiente hostil, muitas pessoas caminhando e aproveitando a noite, que estava estrelada e agradável. Um frio sereno embalava a noite. Caminhei ao longo do Sena, passei pela Pont des Arts – a famosa ponte dos cadeados – e cheguei ao suntuoso Louvre. Ao longe, se via o topo da Torre Eiffel brilhando.
No dia seguinte, resolvi explorar melhor a região com o dia claro. Comecei pela linda região da Ópera Garnier, prédio da Academia Nacional de Música. Passei pelo famoso teatro Olympia – music hall de renome - e pela Place Vendôme até chegar ao Jardin des Tuileries. Fazia sol e muitas pessoas estavam aproveitando o dia ao ar livre: fazendo cooper, relaxando nas cadeiras à beira dos pequenos lagos e fontes do jardim, ou apenas passeando. É engraçado notar que, nos países onde há estações bem definidas, as pessoas dão muito valor ao sol e fazem questão de aproveitá-lo quando os dias frios estão por vir. Afinal, como as árvores já anunciavam, o outono havia chegado.
Cenas de uma tarde de sol no Jardin des Tuileries (Fotos: Milton Raulino / EE)
A região é bastante agradável e vale passeio lento, sem pressa. De uma ponta, tem-se acesso ao pátio do Louvre; do outro, o Obelisco, na Place de la Concorde, dá início à Champs-Elysées. Depois de explorar o parque, andei por toda a extensão da avenida, passando por dois museus importantes, o Grand e o Petit Palais, até chegar ao meu objetivo do dia: visitar o Arco do Triunfo, um dos dois principais ícones da França.
A entrada é fácil, através de um túnel por debaixo da larga rotatória de veículos que circunda o monumento. Essa é a única forma de atravessar, já que não há semáforos no local. No próprio túnel, uma movimentação já indica os guichês de compra do bilhete, pelo qual paguei € 9,50. Esse é o ticket para um adulto, mas tarifas diferentes para estudantes e grupos, por exemplo.
O Arco do Triunfo, símbolo francês da vitória (Foto: Milton Raulino / EE)
Na realidade, o acesso à praça Charles de Gaulle, onde fica o Arco, é gratuita. Pode-se observar os ricos entalhes de perto sem pagar nada. Em volta do monumento, que é o símbolo da vitória para os franceses, há placas que homenageiam a participação da França em guerras, combates e episódios históricos que marcaram o país.
O ingresso só é necessário para quem quer subir no Arco. É aí que se precisa de disposição para encarar alguns (vários) degraus. No caminho, há um pavimento com uma pequena galeria contando a história do monumento, mas a verdadeira recompensa está no topo, ao ar livre. De lá, tem-se uma linda vista da cidade em 360 graus. Vale o esforço em cada degrau.
E quem disse que eu queria ir embora? Fiquei durante muito tempo admirando aquela linda tarde de sol parisiense. Ali, meu sonho se realizava; me sentia abençoado, grato, e meu coração batia feliz. Até podia ouvir, na minha mente, Edith Piaf cantando a canção Sous le Ciel de Paris (Sob o Céu de Paris). Foi inesquecível. Que maravilha era estar sob aquele céu!
Sob o céu de Paris! (Foto: Milton Raulino / EE)
➲ SERVIÇO:
Arco do Triunfo
Praça Charles de Gaulle, S/N, Paris - França
Aberto todos os dias: de abril a setembro, das 10h às 23h; de outubro a março, 10h às 22h30.
Como chegar: Estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile (Linha 1 - Amarela)
Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias)
Rue de Rivoli, 113, Paris - França
Aberto regularmente de março a maio, das 7h às 21h; de junho a agosto, das 7h às 23h; no mês de setembro, das 7h às 21h; de outubro a abril, das 7h30 às 19h30.
Como chegar: Estação de metrô Tuileries (Linha 1 - Amarela)
Entrada Gratuita.
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