Depois de quase um dia e meio em Paris, já familiarizado com o movimento local, me sentia preparado o suficiente para visitar o principal cartão-postal da Cidade-Luz: a Torre Eiffel. O monumento símbolo da França é um dos mais disputados para visitação. Sem dúvidas é a atração queridinha de todos os turistas, por isso é preciso paciência e disposição para curtir este passeio.
Decidi não visitá-la logo a princípio, tentando bolar uma estratégia de deixar o melhor para o fim. Era uma manhã ensolarada quando desci de metrô no Trocadéro e já me senti impactado quando vi a cena. Os jardins do palácio formavam uma cena incrível com as margens do Sena, a Torre e aquele imenso céu azul. Apesar da animação, não me apressei em subir; resolvi contemplar o monumento do chão, andar pelo Campo de Marte, pelos arredores.
Após um dia de andanças, voltei à noite para ver a Eiffel iluminada. Um espetáculo! Tal com de dia, muita gente se aglomerava nas filas para subir e ver a cidade do alto. A torre é incrivelmente grande - mais do que eu imaginava - e bonita. Sem dúvidas, é um ponto de parada obrigatório para quem está pela primeira vez em Paris.
A Torre Eiffel de dia e à noite, vista do Palais de Chaillot, no Trocadéro (Fotos: Milton Raulino / EE)
Decidi encará-la no dia seguinte, pela manhã, pois durante o dia é melhor de se ver a cidade. Acordei o mais cedo que pude dentro da minha condição de disposição de mochileiro. Cheguei às 9h50, apenas vinte minutos depois de abrir os portões e, para meu governo, não tive surpresas: já havia filas. Bem menores do que durante a tarde e à noite, mas havia. Escolhi a menor, porque não pretendia ficar o dia todo lá, e desejei-me boa sorte.
A torre possui quatro pés, todos eles com acesso para subir. Nos dias que estive lá, apenas três estavam funcionando, duas com elevador e uma com escadarias. Como não estava disposto a passar o dia inteiro lá, escolhi a fila que estava menor, que era a para as escadas. Após esperar cerca de meia hora, comecei a subida. Fazer o percurso a pé tem lá suas vantagens: a espera na fila é menor, o ingresso é mais barato (paguei 5 euros) e, ao longo do caminho, há patamares com placas contando a história da criação do monumento e de seu criador. Não é tão mau negócio assim.
Filas e mais filas. Vai encarar? (Fotos: Milton Raulino / EE)
No primeiro andar da torre temos uma grande área na qual se pode contemplar a vista, que é linda. O local passou por reformas e recentemente inaugurou novas instalações, como uma espécie de museu, mostrando em números a grandiosidade da Torre e de outros monumentos do mundo, e um piso de vidro onde os turistas têm a impressão de flutuar sobre o chão lá embaixo.
O meu ticket dava acesso a subir até o segundo andar da torre, Após mais escadas, cheguei até ele. O espaço é mais reduzido e mais disputado; o visual é tão lindo quanto. Falando em estrutura, enquanto o primeiro andar é maior e tem grades de proteção em toda sua extensão, o segundo possui uma espécie de sacada que lhe permite ver a vista sem obstáculos. Exceto pelas muitas pessoas querendo tirar foto e apreciar a vista.
Campo de Marte (à direita) e Paris vistos do primeiro andar da Torre (Foto: Milton Raulino / EE)
Em lugares assim apertados e cheios é onde também moram alguns perigos. Felizmente ou não, Paris é uma cidade conhecida e apreciada no mundo todo, atraindo pessoas de todas as partes. Devido a isso, é comum haver furtos em regiões turísticas muito lotadas. A dica é manter seus pertences muito bem guardados, próximos ao corpo, e ao alcance da vista. Mesmo assim, por pouco não fui uma vítima. Enquanto tentava tirar fotos no rebuliço de gente indo, vindo e esbarrando em mim, abriram minha bolsa. Sorte que percebi a movimentação antes que tivessem levado algo.
É uma pena, mas fatos assim são comuns onde há muitos turistas. Os batedores de carteira estão em busca de pessoas distraídas; basta ficar atento e tudo dará certo. O bom é tomar cuidado em toda a região da Torre. No térreo, há sempre pessoas lhe abordando pedindo para assinar petições ou querendo pregar truques. Recomendo nem mesmo interagir com essas pessoas; mantenha seus pertences junto a você, seguros, e siga seu trajeto sem dar atenção.
Devido ao episódio, dei por encerrada minha jornada no segundo patamar. Era possível subir até o topo da torre, o terceiro e último andar. Mas para isso, teria que comprar outro ticket e encarar mais duas filas, uma para comprar e outra para subir. No fim das contas, seria a mesma vista de outro ângulo. Dei preferência então a economizar no tempo para outras atividades.
Área do Palais de Chaillot (ao centro) e o Rio Sena vistos do segundo andar da Torre. (Foto: Milton Raulino / EE)
Antes ou depois de descer, não deixe de ir ao Campo de Marte, que é uma área bonita para se sentar na grama, fazer um lanche e apreciar a Torre. Caso vá retornar de metrô, a região do Trocadéro também é interessante para um passeio mais atento. O edifício do Palais de Chaillot abriga o Museu Nacional da Marinha e um ambiente dedicado à arquitetura e ao patrimônio urbanístico de Paris. Em volta da praça Trocadéro, muitos restaurantes e bares charmosos são um convite para um jantar ou almoço na localidade.
Achei o passeio na Eiffel bem bacana, mas nada exatamente extraordinário. É um bonito monumento que, apesar de proporcionar uma bela vista, acredito que seja mais bonito de ser admirado ao longe. É a mesma opinião que tenho sobre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro: particularmente, gosto mais de observá-lo do que estar lá no alto. Mas isso vai de cada um, é claro. Mas, independentemente disso, a Torre Eiffel é incrível, e por isso é e será sempre a vedete do turismo preferida da França.
➲ SERVIÇO:
Torre Eiffel
Avenue Anatole France, nº 5, Paris, França
Aberta todos os dias. De junho a setembro, das 9h à 0h. No restante do ano, das 9h30 às 23h.
Como chegar: Estação
Trocadéro (Linhas 6 e 9 do Metrô)
Website:
http://www.toureiffel.paris/
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