Europa

Voando pela Condor: como é o voo direto do Recife para a Alemanha?

Rio de Janeiro

Pequeno roteiro para iniciantes

»Especial«

Destinos esquecidos do litoral sul de Pernambuco

Recife

Um pedacinho do Brasil...

Curitiba

A cidade sorriso...

Manaus

No coração da Amazônia...

Mostrando postagens com marcador mochilão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mochilão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Torre Eiffel: dicas para visitar a vedete parisiense

Depois de quase um dia e meio em Paris, já familiarizado com o movimento local, me sentia preparado o suficiente para visitar o principal cartão-postal da Cidade-Luz: a Torre Eiffel. O monumento símbolo da França é um dos mais disputados para visitação. Sem dúvidas é a atração queridinha de todos os turistas, por isso é preciso paciência e disposição para curtir este passeio. 

Decidi não visitá-la logo a princípio, tentando bolar uma estratégia de deixar o melhor para o fim. Era uma manhã ensolarada quando desci de metrô no Trocadéro e já me senti impactado quando vi a cena. Os jardins do palácio formavam uma cena incrível com as margens do Sena, a Torre e aquele imenso céu azul. Apesar da animação, não me apressei em subir; resolvi contemplar o monumento do chão, andar pelo Campo de Marte, pelos arredores.

Após um dia de andanças, voltei à noite para ver a Eiffel iluminada. Um espetáculo! Tal com de dia, muita gente se aglomerava nas filas para subir e ver a cidade do alto. A torre é incrivelmente grande - mais do que eu imaginava - e bonita. Sem dúvidas, é um ponto de parada obrigatório para quem está pela primeira vez em Paris.

A Torre Eiffel de dia e à noite, vista do Palais de Chaillot, no Trocadéro (Fotos: Milton Raulino / EE)

Decidi encará-la no dia seguinte, pela manhã, pois durante o dia é melhor de se ver a cidade. Acordei o mais cedo que pude dentro da minha condição de disposição de mochileiro. Cheguei às 9h50, apenas vinte minutos depois de abrir os portões e, para meu governo, não tive surpresas: já havia filas. Bem menores do que durante a tarde e à noite, mas havia. Escolhi a menor, porque não pretendia ficar o dia todo lá, e desejei-me boa sorte.

A torre possui quatro pés, todos eles com acesso para subir. Nos dias que estive lá, apenas três estavam funcionando, duas com elevador e uma com escadarias. Como não estava disposto a passar o dia inteiro lá, escolhi a fila que estava menor, que era a para as escadas. Após esperar cerca de meia hora, comecei a subida. Fazer o percurso a pé tem lá suas vantagens: a espera na fila é menor, o ingresso é mais barato (paguei 5 euros) e, ao longo do caminho, há patamares com placas contando a história da criação do monumento e de seu criador. Não é tão mau negócio assim. 


Filas e mais filas. Vai encarar? (Fotos: Milton Raulino / EE)

No primeiro andar da torre temos uma grande área na qual se pode contemplar a vista, que é linda. O local passou por reformas e recentemente inaugurou novas instalações, como uma espécie de museu, mostrando em números a grandiosidade da Torre e de outros monumentos do mundo, e um piso de vidro onde os turistas têm a impressão de flutuar sobre o chão lá embaixo.

O meu ticket dava acesso a subir até o segundo andar da torre, Após mais escadas, cheguei até ele. O espaço é mais reduzido e mais disputado; o visual é tão lindo quanto. Falando em estrutura, enquanto o primeiro andar é maior e tem grades de proteção em toda sua extensão, o segundo possui uma espécie de sacada que lhe permite ver a vista sem obstáculos. Exceto pelas muitas pessoas querendo tirar foto e apreciar a vista.


Campo de Marte (à direita) e Paris vistos do primeiro andar da Torre (Foto: Milton Raulino / EE)

Em lugares assim apertados e cheios é onde também moram alguns perigos. Felizmente ou não, Paris é uma cidade conhecida e apreciada no mundo todo, atraindo pessoas de todas as partes. Devido a isso, é comum haver furtos em regiões turísticas muito lotadas. A dica é manter seus pertences muito bem guardados, próximos ao corpo, e ao alcance da vista. Mesmo assim, por pouco não fui uma vítima. Enquanto tentava tirar fotos no rebuliço de gente indo, vindo e esbarrando em mim, abriram minha bolsa. Sorte que percebi a movimentação antes que tivessem levado algo.

É  uma pena, mas fatos assim são comuns onde há muitos turistas. Os batedores de carteira estão em busca de pessoas distraídas; basta ficar atento e tudo dará certo. O bom é tomar cuidado em toda a região da Torre. No térreo, há sempre pessoas lhe abordando pedindo para assinar petições ou querendo pregar truques. Recomendo nem mesmo interagir com essas pessoas; mantenha seus pertences junto a você, seguros, e siga seu trajeto sem dar atenção.

Devido ao episódio, dei por encerrada minha jornada no segundo patamar. Era possível subir até o topo da torre, o terceiro e último andar. Mas para isso, teria que comprar outro ticket e encarar mais duas filas, uma para comprar e outra para subir. No fim das contas, seria a mesma vista de outro ângulo. Dei preferência então a economizar no tempo para outras atividades.

Área do Palais de Chaillot (ao centro) e o Rio Sena vistos do segundo andar da Torre. (Foto: Milton Raulino / EE)

Antes ou depois de descer, não deixe de ir ao Campo de Marte, que é uma área bonita para se sentar na grama, fazer um lanche e apreciar a Torre. Caso vá retornar de metrô, a região do Trocadéro também é interessante para um passeio mais atento. O edifício do Palais de Chaillot abriga o Museu Nacional da Marinha e um ambiente dedicado à arquitetura e ao patrimônio urbanístico de Paris. Em volta da praça Trocadéro, muitos restaurantes e bares charmosos são um convite para um jantar ou almoço na localidade.

Achei o passeio na Eiffel bem bacana, mas nada exatamente extraordinário. É um bonito monumento que, apesar de proporcionar uma bela vista, acredito que seja mais bonito de ser admirado ao longe. É a mesma opinião que tenho sobre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro: particularmente, gosto mais de observá-lo do que estar lá no alto. Mas isso vai de cada um, é claro. Mas, independentemente disso, a Torre Eiffel é incrível, e por isso é e será sempre a vedete do turismo preferida da França.

➲ SERVIÇO:
Torre Eiffel
Avenue Anatole France, nº 5, Paris, França
Aberta todos os dias. De junho a setembro, das 9h à 0h. No restante do ano, das 9h30 às 23h.
Como chegar: Estação Trocadéro (Linhas 6 e 9 do Metrô)
Website: http://www.toureiffel.paris/

✈ Leia também:
Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris
Como é o passeio de barco no Rio Sena?
Paris a pé: de Notre Dame ao Jardim de Luxemburgo


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Arco do Triunfo e Jardim das Tulherias: primeiras aventuras em Paris


 Rio Sena à noite, em Paris. (Foto: Milton Raulino / EE) 

Para mim, estar na França era um mito; uma mistura de realização pessoal com sonho de consumo. Não sei como explicar, mas, desde os 19 anos, me aventuro pela cultura francesa, graças à santa Internet: paisagens, linguagens, música, gastronomia... Tudo ali me encantava. Resolvi, portanto, que, na minha primeira viagem à Europa, Paris seria o destino certeiro – E foi. Fiquei cinco dias na capital da França, estadia que, apesar de curta, me fez sair do platonismo e aprender a gostar de Paris tal como ela é, com suas qualidades e defeitos.

Cheguei à Cidade-Luz depois de 9 horas de avião e 3 de trem, já de noite. Tratei de chegar logo ao hostel para fazer check-in e cair na rua para ver a cidade cintilar. Jantei um crepe no bairro Le Marais, conhecido por ser um bairro jovem, de vida noturna animada, e caminhei um pouco para ver o movimento. Neste passeio, tive o primeiro contato com os monumentos da capital. Por toda parte, construções baixas e de arquitetura antiga totalmente preservadas denunciavam que a história está imortalizada. Por instantes, eu também podia fazer parte daquilo que, pra mim, só era concreto nos livros.

Ópera Garnier de Paris (à esquerda) e fachada do Teatro Olympia (Fotos: Milton Raulino / EE)

Passei pelo Hôtel de Ville – edifício que abriga a prefeitura de Paris, na frente do qual acontecia um protesto. Apesar do ambiente hostil, muitas pessoas caminhando e aproveitando a noite, que estava estrelada e agradável. Um frio sereno embalava a noite. Caminhei ao longo do Sena, passei pela Pont des Arts – a famosa ponte dos cadeados – e cheguei ao suntuoso Louvre. Ao longe, se via o topo da Torre Eiffel brilhando.

No dia seguinte, resolvi explorar melhor a região com o dia claro. Comecei pela linda região da Ópera Garnier, prédio da Academia Nacional de Música. Passei pelo famoso teatro Olympia – music hall de renome - e pela Place Vendôme até chegar ao Jardin des Tuileries. Fazia sol e muitas pessoas estavam aproveitando o dia ao ar livre: fazendo cooper, relaxando nas cadeiras à beira dos pequenos lagos e fontes do jardim, ou apenas passeando. É engraçado notar que, nos países onde há estações bem definidas, as pessoas dão muito valor ao sol e fazem questão de aproveitá-lo quando os dias frios estão por vir. Afinal, como as árvores já anunciavam, o outono havia chegado.

Cenas de uma tarde de sol no Jardin des Tuileries (Fotos: Milton Raulino / EE)

A região é bastante agradável e vale passeio lento, sem pressa. De uma ponta, tem-se acesso ao pátio do Louvre; do outro, o Obelisco, na Place de la Concorde, dá início à Champs-Elysées. Depois de explorar o parque, andei por toda a extensão da avenida, passando por dois museus importantes, o Grand e o Petit Palais, até chegar ao meu objetivo do dia: visitar o Arco do Triunfo, um dos dois principais ícones da França.

A entrada é fácil, através de um túnel por debaixo da larga rotatória de veículos que circunda o monumento. Essa é a única forma de atravessar, já que não há semáforos no local. No próprio túnel, uma movimentação já indica os guichês de compra do bilhete, pelo qual paguei € 9,50. Esse é o ticket para um adulto, mas tarifas diferentes para estudantes e grupos, por exemplo.

O Arco do Triunfo, símbolo francês da vitória (Foto: Milton Raulino / EE)

Na realidade, o acesso à praça Charles de Gaulle, onde fica o Arco, é gratuita. Pode-se observar os ricos entalhes de perto sem pagar nada. Em volta do monumento, que é o símbolo da vitória para os franceses, há placas que homenageiam a participação da França em guerras, combates e episódios históricos que marcaram o país.

O ingresso só é necessário para quem quer subir no Arco. É aí que se precisa de disposição para encarar alguns (vários) degraus. No caminho, há um pavimento com uma pequena galeria contando a história do monumento, mas a verdadeira recompensa está no topo, ao ar livre. De lá, tem-se uma linda vista da cidade em 360 graus. Vale o esforço em cada degrau.

E quem disse que eu queria ir embora? Fiquei durante muito tempo admirando aquela linda tarde de sol parisiense. Ali, meu sonho se realizava; me sentia abençoado, grato, e meu coração batia feliz. Até podia ouvir, na minha mente, Edith Piaf cantando a canção Sous le Ciel de Paris (Sob o Céu de Paris). Foi inesquecível. Que maravilha era estar sob aquele céu!
Sob o céu de Paris! (Foto: Milton Raulino / EE)

➲ SERVIÇO:
Arco do Triunfo
Praça Charles de Gaulle, S/N, Paris - França
Aberto todos os dias: de abril a setembro, das 10h às 23h; de outubro a março, 10h às 22h30.
Como chegar: Estação de metrô Charles de Gaulle-Étoile (Linha 1 - Amarela)

Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias)
Rue de Rivoli, 113, Paris - França
Aberto regularmente de março a maio, das 7h às 21h; de junho a agosto, das 7h às 23h; no mês de setembro, das 7h às 21h; de outubro a abril, das 7h30 às 19h30.
Como chegar: Estação de metrô Tuileries (Linha 1 - Amarela)
Entrada Gratuita.